Certo dia, numa prática de yoga, estava eu a tentar executar determinada postura invertida, sem qualquer sucesso, pela n-ésima vez, quando de repente ouço a voz da professora: “Vá lá, ita, eu sei que tu consegues!”
Digamos que o motivo do meu insucesso era o chamado “medito”. Tinha sempre a sensação de que estava próxima de realizar a postura, mas faltava-se sempre um pouco (muito pouco) para o conseguir. Julgo que, inconscientemente, eu pensava que me partiria ao meio se insistisse.
Naquele dia, ao ouvir a professora, e quase por magia, consegui executar o exercício bastante bem. Foi uma sensação extraordinária!
Claro que conseguido uma vez, conseguido sempre.
O que mais me incomoda é pensar na limitação psicológica que eu me estava a impor, ainda que de forma inconsciente (uma vez libertada desse limite, o sucesso foi imediato). São impressionantes os preconceitos que nos limitam, mesmo quando nem damos conta.
E é curiosa a forma como o limite, naquele caso, foi desfeito pelo exterior. Penso que, se a professora não me tivesse dito nada, ainda hoje eu não conseguiria praticar aquele asana. Aparentemente, há situações em que os incentivos externos funcionam lindamente.
(Uma boa razão para incentivarmos quem nos rodeia!)
quarta-feira, janeiro 31, 2007
terça-feira, janeiro 30, 2007
Sapatos com GPS
Já não bastavam os telemóveis... agora antevêem-se sapatos com GPS.
Porque será que isto me soa a Big Brother?!
Porque será que isto me soa a Big Brother?!
domingo, janeiro 28, 2007
Miklos Fehér
sábado, janeiro 27, 2007
Eu não existo sem você
(...)
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
Tom Jobim e Vinícius de Moraes
quinta-feira, janeiro 25, 2007
quarta-feira, janeiro 24, 2007
terça-feira, janeiro 23, 2007
é o estado de espírito
que lhe escolhe a roupa pela manhã. e a roupa contribui-lhe para o estado de espírito ao longo do dia.
será "pescadinha de rabo na boca"?!
será "pescadinha de rabo na boca"?!
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Quando vou ao futebol
gosto especialmente de apreciar o que dizem os comentadores, treinadores e árbitros que se encontram nas bancadas. Pelo meio de todos os especialistas lá se vê um ou outro adepto. Mas não muitos.


domingo, janeiro 21, 2007
sábado, janeiro 20, 2007
quinta-feira, janeiro 18, 2007
na hora de pôr a mesa éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois o meu pai morreu. hoje
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois o meu pai morreu. hoje
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
José Luís Peixoto, in Cemitério de Pianos
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Pedimos desculpa
aos senhores leitores pelas sucessivas interrupções que têm ocorrido nesta emissão nos últimos dias. Factores alheios à nossa vontade o têm determinado.
Não nos é possível, para já, garantir que tal não virá a repetir-se num futuro próximo, contudo faremos todo o esforço para que isso não se verifique. Contamos assim recuperar rapidamente a “qualidade” (ahahahah) a que vos habituámos.
Não nos é possível, para já, garantir que tal não virá a repetir-se num futuro próximo, contudo faremos todo o esforço para que isso não se verifique. Contamos assim recuperar rapidamente a “qualidade” (ahahahah) a que vos habituámos.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
sábado, janeiro 13, 2007
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Bairro do Amor - Jorge Palma
No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém
No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do verão?
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.
No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém
No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do verão?
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.
No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)





