quarta-feira, junho 20, 2007

blog/blogue

Hoje tenho (eu e, certamente, todos os outros "clientes" deste serviço) o blog a falar português, o que é extremamente esquisito. Por momentos, fiquei com dúvidas sobre onde encontrar as ferramentas habituais.

Portanto, agora escrevem-se mensagens, em vez de posts, e isto passou a chamar-se blogue.

É claro que este facto é um melhoramento do serviço. Mas, para quem já estava habituado ao inglês, é um bocado estranho.

Reparei também que ao entrar me foi dada a escolher a língua em que quero visualizar o blogger... veremos...

terça-feira, junho 19, 2007

Por outro lado, há a sensação de qualquer coisa que nos foi dada e que temos obrigação de dar às outras pessoas: quando não trabalho sinto-me culpado. Há ainda a sensação do tempo, ou seja, ter na cabeça projectos para 200 anos e saber que não vamos viver 200 anos...
António Lobo Antunes

segunda-feira, junho 18, 2007

gosto da praia ao final do dia

quando o sol fica mais delicado e nos afaga a pele com ternura
quando ficamos só tu e eu a ver o pôr-do-sol
quando o silêncio só é interrompido pelo som do mar a acariciar a areia
quando por fim o sol se põe e nos deseja boa noite

gosto da praia ao final do dia

vida...


sábado, junho 16, 2007

nota mental

nas próximas férias não tirar tantas fotografias. É que, depois, organizá-las torna-se uma tarefa árdua... e não é suposto!

quinta-feira, junho 14, 2007

Terminei!!!

A minha dissertação deu hoje entrada na faculdade.
Finalmente terminei. Feitas as contas, trabalhei nela durante mais de um ano e meio. Continuo a achar que é demasiado tempo. Mas também sei que é muito fácil deixar arrastar este tipo de coisas, quando não se tem ninguém que nos puxe as orelhas, senão nós próprios. E eu... sou óptima a baldar-me. Dou (quase) sempre prioridade ao que gosto e não ao que devo. Acho que isso me permitiu manter a sanidade mental, mas também atrasar as coisas um bom bocado.

Mas... terminei... muitos percalços depois... como um dia me disse o meu orientador: “de derrota em derrota, até à vitória final”.

Balanço?... nem sei bem... Neste momento sinto-me confusa de mais para fazer balanços. Talvez daqui a algum tempo isso me venha a ser possível.
Em boa verdade abdica-se de muita coisa...

Feliz?... sim.
Descansada?... mais ou menos. Agora tenho a ideia da defesa a atormentar-me o espírito. Mas neste momento tento não pensar nisso.

Agora não quero abrir a tese. Porque tenho consciência de que quando a abrir vou descobrir erros. E neste momento, não quero vê-los.

Invade-me uma sensação de enorme estranheza. Não consigo descrevê-la de outro modo. É simplesmente estranha. Poder pensar noutras coisas... passar a ter mais tempo para as coisas de que gosto... é bom, muito bom... mas, por enquanto, muito estranho.

segunda-feira, junho 11, 2007

frutooligossacarídeos

frutoquê?

Aparentemente, substituem o açúcar, pelo menos em alguns iogurtes, que agora se apresentam com 0% de açúcar. O nome até assusta...

Volta, açúcar, estás perdoado!

Os frutooligossacarídeos (FOS) são açúcares não convencionais, não metabolizados pelo organismo humano e não calóricos. (interessante, afinal?!)

sexta-feira, junho 08, 2007

as saudades são uma coisa deliciosa

quando não estou contigo...
gosto das saudades com que fico de...
ti

quinta-feira, junho 07, 2007

A única vantagem de ter rotinas

em férias é a de pontualmente nos fazer crer que já estamos a descansar há algum tempo e até admitirmos o regresso sem dramatismo.

quarta-feira, junho 06, 2007

gosto da praia bem cedo pela manhã

quando ainda poucos acordaram
quando a areia ainda está bem lisinha, da limpeza do dia anterior, somente pintalgada por algumas pegadas de gaivotas
quando ainda está fresco
quando ainda há silêncio, só interrompido pelo som do mar a roçar na areia
quando tudo parece ainda dormitar, acordando lentamente duma sonolência boa

gosto da praia bem cedo pela manhã

segunda-feira, junho 04, 2007

Admito que os Alfas

são muito bons e nos permitem percorrer o país em poucas horas.
Mas são os Regionais que me enchem as medidas. Janela aberta... sentindo o ar fresco que vem da rua... sentem-se melhor os locais por onde se passa...
pouca terra, pouca terra, pouca terra...

PS Claro que a adrenalina motivada pelo facto do Regional poder parar a qualquer momento com uma avaria, também dá mais ânimo!

domingo, junho 03, 2007

momentos...

... domingueiros

Regresso à tona da água.

Muito lentamente. Preciso de algum tempo para assimilar que posso respirar de novo. Sinto dificuldade em respirar, apesar de me saber já à superfície.
Ou estarei enganada? Que ilusão será esta?! Afinal ainda continuo com a cabeça dentro de água. Então é melhor não respirar. Suster mais um pouco, aguentar.

Mas devo estar já muito perto! A linha da água parece estar já a tocar-me o cocuruto. Um formigueiro invade-me o corpo. O entusiasmo atinge-me todos os músculos.
E ouso respirar. Sim, agora com a cara já fora da água. Ouso respirar, ainda que possa ter de voltar a mergulhar, por mais algum tempo. Ouso respirar, por agora...

sábado, junho 02, 2007

Eu digo muitas vezes que o instinto serve melhor os animais do que a razão a nossa espécie. E o instinto serve melhor os animais porque é conservador, defende a vida. Se um animal come outro, come-o porque tem de comer, porque tem de viver; mas quando assistimos a cenas de lutas terríveis entre animais, o leão que persegue a gazela e que a morde e que a mata e que a devora, parece que o nosso coração sensível dirá «que coisa tão cruel». Não: quem se comporta com crueldade é o homem, não é o animal, aquilo não é crueldade; o animal não tortura, é o homem que tortura. Então o que eu critico é o comportamento do ser humano, um ser dotado de razão, razão disciplinadora, organizadora, mantenedora da vida, que deveria sê-lo e que não o é; o que eu critico é a facilidade com que o ser humano se corrompe, com que se torna maligno.
José Saramago, in Diálogos com José Saramago

sexta-feira, junho 01, 2007

irrita-me

a dificuldade em tomar decisões. especialmente a minha.

quarta-feira, maio 30, 2007

Uma vantagem da greve: ter as ruas da cidade cheias de pessoas a andar a pé.

Em dia de greve geral

As greves dão inevitavelmente origem a diversos apuramentos estatísticos.
Análises substancialmente distintas dos seus impactos são sempre apresentadas no rescaldo das greves, conforme os “interessados” que as fazem.

Será que não poderiam mudar um bocadinho o discurso, pelo menos uma vez, digamos que só para variar!

segunda-feira, maio 28, 2007

preconceito*

s. m.,
conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério;
superstição;
prejuízo;
erro.


*fonte: priberam

Um conceito a evitar!

domingo, maio 27, 2007

Génio: 1% de inspiração e 99% de transpiração.
Thomas Edison

sábado, maio 26, 2007

Noruega, Abril 2007

sexta-feira, maio 25, 2007

São quase seis da tarde.

Ainda faltam uns bons minutos para o filme começar, mas decido ir entrando.
“Aproveito para ler a revista que trago comigo e descansar os pés.”

- Sala 1, à sua esquerda.
- Obrigada.

Ao entrar penso: “A sala deve estar vazia.”
Olho para o bilhete e verifico que, ao contrário do que imaginava, os lugares são marcados. “Tudo bem!”
Entro na sala... uma pessoa.
Começo a subir à procura do meu lugar. Fila E, F, G. É esta! Lugar 12.
“Ó diabo! O lugar 12 é mesmo ao lado daquela rapariga que já está sentada na sala. Mesmo encostado à ÚNICA pessoa que está sentada nesta imensa sala de cinema. Hummm... Que faço?! E o assento do lugar 12 está, ainda por cima, bastante estragado. Ok. Sento-me no lugar 11 e já se vê.”

Passados 5 minutos entra um casal. Começam a subir as escadas à procura dos seus lugares.
“Oh oh!”
- Desculpe, mas o nosso lugar é aqui?!
- Ah. Pois, de facto o meu era este aqui ao lado. Mas não há problema que eu sento-me no meu lugar.
- Não, não há problema. Deixe-se estar. Nós ficamos aqui.
Penso: “Que raio terá dado às funcionárias para venderem os lugares encostados uns aos outros... TODOS!”

Mais 3 minutos. Entram duas raparigas. Começam à procura dos seus lugares. Dirigem-se à fila G e... surpresa das surpresas!!!
- Desculpem, mas o nosso lugar é aí?!...
- Desculpem! Mas se quiserem podem ocupar os nossos lugares que são aí ao lado... é que quando nós chegámos essa senhora (eu!) estava a ocupá-los... e nós sentámo-nos aqui... (nesta altura já eu me tinha mudado para o MEU lugar número 12!)
- Não há problema, nós ficamos já aqui em baixo.
Eu e a rapariga ao meu lado já ríamos...

“Hummm... Que sala tão grande. E tão vazia. Será que vai encher?!”
Pois, se encheu 10% dos lugares foi muito. Não cheguei a perceber se haveria mais alguém para se sentar na nossa fila...

Mas, cá para mim, a moça que nos vendeu os bilhetes deve ter um transtorno obsessivo compulsivo, ou então gosta mesmo de se divertir.

O que é afinal

ser amigo do seu amigo? Acho sempre curioso quando alguém é elogiado, dizendo-se que é amigo do seu amigo.
Se estou a ver bem, um gajo que nem sequer é amigo dos seus próprios amigos é afinal o quê? Um grande (para não abusar nas palavras) parvo! Por isso, não me parece nada especial esta "qualidade". Parece-me básica.

Fáxavor de arranjar outras qualidades. Esta não serve!

quarta-feira, maio 23, 2007

um bom chefe

é aquele de quem não se nota a ausência. deixa as coisas tão bem organizadas, que tudo funciona bem, mesmo sem a sua presença.

domingo, maio 20, 2007

O nosso mundo

Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
Que importa o mundo seus orgulhos vãos?...
O mundo, Amor?... As nossas bocas juntas!...

Florbela Espanca

quinta-feira, maio 17, 2007

absurdo

parece que o sentido disto, está afinal nisto.
absurdo. completamente.

Quis fazer tanta coisa hoje!

A ti, quis ligar-te e dar-te os parabéns atrasados.
Contigo, que tens andado adoentada, quis conversar. Saber de ti. Ouvir-te.
A ti, queria ligar-te para irmos almoçar.
Ah, e contigo queria combinar ir ao cinema. Já não nos vemos há tanto tempo!

E com vocês... queria combinar uma saída à noite. Deve haver novidades. Há novidades! E eu não sei de nada. E vocês não sabem de nada.
Pois, e a vocês queria convidar-vos para virem cá a casa lanchar.

Queria fazer tantas coisas. Encontrar tanta gente.
Perdoem-me as ausências. Sinto-me a sobreviver. Um dia de cada vez. Só um dia de cada vez.
Um dia a seguir ao outro, com a convicção de que estou muito perto do final desta tarefa árdua.

Perdoem-me as ausências (que eu, para já, vou tentando perdoar-me).

terça-feira, maio 15, 2007

A felicidade de um amigo deleita-nos. Enriquece-nos. Não nos tira nada. Caso a amizade sofra com isso, é porque não existe.
Jean Cocteau

memórias de infância #5

segunda-feira, maio 14, 2007

Frafjord, Abril 2007

domingo, maio 13, 2007

sábado, maio 12, 2007

Noruega, Abril 2007

sexta-feira, maio 11, 2007

quinta-feira, maio 10, 2007

quarta-feira, maio 09, 2007

Caminhavas à minha frente.

Reparei em ti. Tinhas um ar descontraído. Usavas roupa confortável. Tinhas rastas no cabelo.
Reparei em ti. Caminhavas à minha frente.
E depois estávamos a passar ao lado daquele senhor que costuma estar sentado na baixa a pedir. Sabes... aquele que sofre daquela doença horrível... aquele cujo rosto foi deformado pela doença... o senhor que parece já não ter rosto, afinal (não mais do que aquele que exibe no BI). Estávamos a passar. Mas. Tu paraste.
E sabes. Impressionaste-me. Porque paraste. Porque pegaste na tua carteira. Mas principalmente. Porque te sentaste ao lado dele.

Sabes... eu nem tenho bem coragem para o olhar? E tu. Tu sentaste-te ao lado dele.
Obrigada por te teres sentado ao lado dele!

terça-feira, maio 08, 2007

Bergen, Abril 2007

uma suspeita me invade

creio não ter condicões para vos oferecer muito mais do que imagens, nas próximas semanas, à semelhança do que se tem passado nos últimos dias.
mas, como uma imagem vale mais que mil palavras... ficarão em boa companhia!
Frafjord, Abril 2007
Bergen, Abril 2007

sábado, maio 05, 2007

bye-bye celulite



desta vez é que vai ser!

(meu deus, quanta ingenuidade...)

quinta-feira, maio 03, 2007


Bergen, Abril 2007
Bergen, Abril 2007

Mais um

trambolhão.
Há que levantar, endireitar o corpo, sacudir as feridas. Erguer a cabeça e seguir em frente. Escolher novos caminhos. Avançar. Nunca recuar. Não olhar para trás.

Primeiro, passadas curtas, suaves, ainda desconfiadas.
Depois, progressivamente, ganhando confiança, e dando passos mais firmes...
até poder caminhar com segurança outra vez.

quarta-feira, maio 02, 2007

Passamos a vida a tentar alcançar alguma coisa, perseguindo sonhos, acreditando que quando tivermos isso, teremos a felicidade. Mas não é assim. A existência está no caminho, não no final. Não importa quão belo, importante ou espiritual seja o que pretendemos. A última paragem é sempre a morte. Se não soubermos ser felizes, ser melhores, ser quem queremos ser no trajecto, também não é no final que encontraremos isso. Essa é a razão pela qual devemos desfrutar do momento.
Jorge Molist in O Anel: A Herança do Último Templário

terça-feira, maio 01, 2007

De regresso.

Três voos depois. E muito cansaço.
Estamos de volta.

As férias... óptimas. O descanso, o ar puro, a natureza, a diferença, ...
Alguns registos fotográficos dos dias de ausência estarão por aqui um destes dias.

Para já, tentamos regressar à “vida real”.
Contava encontrar a primavera por cá, mas afinal enganei-me. Parece que a deixámos na Noruega, onde o sol brilhou nos últimos dias. Hoje, tenho frio na nossa casa. Irrita-me esta mania que nós, portugueses, temos de que o nosso país é quente. Afinal, nunca tive frio durante as férias em nenhum dos alojamentos por onde passámos. E algumas vezes mesmo em t-shirt. Hoje regresso à camisola quente no país “quente”. Brrrr. E eu que julgava encontrar a primavera...

Até já!

domingo, abril 22, 2007

ufa!

Semana difícil esta. Das mais difíceis que encontro por aí. Muito trabalho. Demasiado. Tudo o que poderia ter aparecido como preocupação profissional, apareceu. Muito stress. Demasiado.
Mas, terminei a semana com o sentido do dever cumprido. À custa de muito stress. De muito trabalho. Mas com o sentido do dever cumprido. E isso sabe bem.

Segue-se agora um período de descanso. Vem mesmo a calhar!
Por isso, os próximos dias serão de ausência quase certamente. Não podemos prometer passar por aqui. Tal não é impossível, mas também não sei se será possível.

Pelo menos, quando regressarmos, cá estarei de novo!
Porque é que o pessoal do CSI nunca acende a luz quando analisa o local do crime?

quarta-feira, abril 18, 2007

quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias quase de férias

(forma de manutenção de sanidade mental)

Aproximo-me da cozinha

e ouço uma voz vinda da sala: “Não stresses que eu vou já arrumar isso.” (Eu penso... ok, não vou stressar... perfeito!)
Passado um bom bocado regresso à cozinha. Espanto: a loiça suja muito bem arrumadinha no lava-loiça. A máquina de lavar ainda cheia de loiça lavada.
Digo eu: “Então não arrumaste a loiça da máquina?!”.
Segue-se desculpa esfarrapada que não vale a pena aqui reproduzir...

Nota mental: afinar melhor o conceito de “arrumar isso”.

segunda-feira, abril 16, 2007

Gostava de me esconder

Sim, gostava de me esconder. Esconder-me muito bem escondida, num cantinho onde ninguém me pudesse encontrar. E fingir que não se passa nada. Esquecer. Esquecer todos os deveres que me consomem, que me mantêm num equilíbrio difícil entre todas as responsabilidades assumidas.
Gostava de ter uma concha onde me fechar. Ou então um manto invisível, que me pudesse ocultar. Enrolada como bicho-de-conta. Para que ninguém desse por mim.
Sim, gostava de me esconder. Esconder-me de mim própria. Daquela que conhece as responsabilidades que tem. Daquela que as quer levar a bom termo. Ignorar-me. Fingir que não ouço a minha voz que me diz que tenho tanto para fazer.
Gostava tanto de me poder esconder...
o pior ataque armado numa universidade norte-americana...
mais de 30 mortos...
maioria estudantes...
pelo menos um homem armado...
haverá nisto algum sentido?

domingo, abril 15, 2007

António Lobo Antunes

(...) De uma forma ou outra a gente luta sempre. Momentos de quase esperança, momentos de desânimo. Não: momentos de muito desânimo e momentos de desânimo maior, como se me obrigassem a escolher entre o que não vale nada e o que vale ainda menos. Este mês deram-me um prémio literário. Estão sempre a dar-me prémios e claro que tenho prazer nisso, não sou mentiroso nem hipócrita. Toda a gente foi muito simpática.
______e sem que eles sonhassem
______(sonhava eu)
______o cancro
______ratando, ratando, injusto, teimoso, cego. Mói e mata. Mata. Mata. Mata. Mata. Levou-me tantas das pessoas que mais queria. E eu, já agora, quero-me? Sim. Não. Sim. Não – sim. Por enquanto meço o meu espanto, à medida que nas árvores da cerca uns pardais fazem ninho. A primavera mal começou e eles truca, ninho. Obrigado, Senhor, por haver futuro para alguém.

in revista Visão (12/04/2007)

S. Pedro,

Podes, por favor, deixar o bom tempo ficar por cá? Reparaste que a Primavera já chegou há uns dias? E não te esqueceste que esta Estação se quer morninha... não muito quente... e não fria, pois não? (É que até parecia que andavas distraído.)

Pronto, mas agora que trouxeste um bonito dia, podes manter os próximos também assim, não é?
É Primavera!
Muito obrigada pela atenção.

sexta-feira, abril 13, 2007

quinta-feira, abril 12, 2007

terça-feira, abril 10, 2007

neurórios foram dormir. stop. ficaram só dedos no teclado. stop. sem neurónios nada feito. stop. é favor mandar os dedos descansar. stop.
boa noite.
stop.

segunda-feira, abril 09, 2007

tolerância

Não gosto do sentimento tolerância.

Não gosto porque quando uma pessoa diz que tolera outra, está a admitir, ainda que implicitamente, que é superior ou melhor que ela. Mas cada pessoa tem o seu valor. Um valor que acredito igual ao valor de todas as outras pessoas. Por isso cada indivíduo merece respeito por isso mesmo. Pela pessoa que é.


Nada nos dá o direito de tolerarmos os outros. Devemos respeitá-los. Tolerá-los, não.
É por isso que não tolero a tolerância. É medíocre.

sexta-feira, abril 06, 2007

mas...

peeerfeito peeerfeito...

perfeição

Há na vida momentos repletos de perfeição. Que normalmente são também muito simples. Simples e perfeitos...
Hoje tive a oportunidade de gozar um desses momentos, que de tão perfeitos me embaciam os olhos.

Vou guardá-lo num cantinho do meu coração.
Assim já sei que quando estiver triste posso ir lá buscá-lo...

quinta-feira, abril 05, 2007

A ciência sem a religião é coxa, a religião sem a ciência é cega.
Albert Einstein

quarta-feira, abril 04, 2007

ensaios

não à publicidade

Alguém sabe onde é que posso arranjar um daqueles autocolantes que se colocam nas caixas do correio a dizer: "Não à publicidade não endereçada."?
É que já não posso com tanto papel!

Pergunto-me se compensará aos supermercados/hipermercados atulharem as caixas do correio com tanta publicidade.

Pelo menos para as árvores não compensa certamente.

terça-feira, abril 03, 2007

sobre o bom senso... de novo

O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm.
Descartes

segunda-feira, abril 02, 2007

domingo, abril 01, 2007

Gosto de responder aos vossos comentários.

Mas... (sim, neste caso há um mas), por princípio não respondo a comentários anónimos, como já devem ter observado os mais atentos. É um facto e deriva somente... da minha vontade.

Por isso já sabem... se não quiserem resposta: comentem como anónimo. Apesar de assim tirarem grande parte da piada à coisa. Claro que ficará ao vosso critério. (Que os comentadores também têm de ter alguma soberania!)

Proteger o Planeta

e ter consciência ecologista não é altruísmo; é auto-protecção.

Até muito recentemente julgava a protecção do Planeta que habitamos uma questão de altruísmo. Uma tarefa de dimensões hercúleas, de todos sem excepções, em que cada um era chamado tão somente a fazer a sua parte. Contudo considerava-a uma tarefa feita em prol do Planeta e, por isso, altruísta.


Actualmente, tudo se mantém, exceptuando a motivação.
Para mim é claro que a Terra não precisa do ser humano para viver. Já o ser humano continua, até prova em contrário, a depender dela para existir. É assim bastante natural que este Planeta não hesite em nos expulsar se se sentir ameaçado. Não se trata de vingança, mas de sobrevivência. A dele acima da nossa.
Ora parece-me assim demasiado óbvio que cada indivíduo deva fazer o que está ao seu alcance para proteger o Planeta azul.

Já não é altruísmo. É da nossa própria sobrevivência que se trata.

Básico, não?!

sexta-feira, março 30, 2007

quinta-feira, março 29, 2007

Sabes... tenho frio...

Podes vir depressa abraçar-me?
Deixa-me enroscar no teu corpo quente. Protege-me. Protege-me do frio. Do frio que vem de fora. E do que vem de dentro. Achas que me podes proteger também do frio que vem de dentro? Prometes que tentas?!

Vem depressa! Abraçar-me. Envolver-me no teu corpo.

Aquece-me. Ajuda-me a livrar-me deste frio.

terça-feira, março 27, 2007

alguém me diz, fáxavor, onde anda escondido o bom senso de tanta gente?

segunda-feira, março 26, 2007

Por princípio prezo a pontualidade.

Até bastante, pode dizer-se. Para mim, esta é tão somente uma questão de respeito pelo tempo dos outros. Por isso, e como gosto que respeitem o meu tempo, procuro normalmente agir de acordo com esse princípio.
Ora é neste contexto que chegar a um compromisso, pontualmente, uma hora atrasada por causa da mudança da hora... hummm... é coisa para me deixar um bocadiiiiito chateada.

domingo, março 25, 2007

a minha memória continua a dar provas de que anda com algumas avarias...

sábado, março 24, 2007

Assentemos, pois, num ponto: a realidade não é a sua narrativa. O conto tão depressa a enriquece como a empobrece. Jamais a palavra coincide com o justo valor da verdade.
Álvaro Guerra, in Café República

sexta-feira, março 23, 2007

Celtic Woman - Over the rainbow

quando estou triste... dá-me vontade de cantar...

quarta-feira, março 21, 2007

porque hoje

é
o dia mundial da poesia
e
o dia mundial da floresta...

de profundis amamus

Ontem
às onze
fumaste
um cigarro
encontrei-te
sentado
ficámos para perder
todos os teus eléctricos
os meus
estavam perdidos
por natureza própria

Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros

Olha
como só tu sabes olhar
a rua ____ os costumes
O público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
e há quatro mil pessoas interessadas
nisso

Não faz mal ____ abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados ____ maravilhosos ____ únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso


Mário Cesariny

10.05.1910 – 19.03.2007

Quase 97 anos de vida. Seis filhos. Nove netos. Quatro bisnetos.

Quando a vida decorre ao seu ritmo natural e a morte nos chega pela mesma ordem que a vida o fez, tudo parece perfeito e é assim possível aceitar a morte com alguma (não demasiada) naturalidade.

Primeiro os bisavôs e bisavós, depois os avôs e avós, depois os filhos e filhas, depois os netos e netas e só por fim os bisnetos e bisnetas, para tudo recomeçar, quando estes já forem eles próprios bisavôs ou bisavós.
Sim, por esta ordem, a morte é mais tranquila e consigo até aceitá-la como natural.

Assim só me posso permitir ficar feliz com os quase 97 anos de vida da avó do Icarus.
Maria Vitória seu nome.

segunda-feira, março 19, 2007

óptimo

Hoje ouvi-te utilizar a palavra óptimo. Soou-me de tal forma estranha, que desconfio que foi a primeira vez que ta ouvi pronunciar. Digamos que para quem, geralmente, tudo na vida se reduz a razoável ou a mais ou menos este é um enorme prodígio.
Agora só tens de continuar com essa perspectiva.

É que sabes que a VIDA é mesmo óptima, não sabes?!

domingo, março 18, 2007

Já reparaste como o teu nome é música para os teus ouvidos?
O meu trabalho tem uma importância que considero relativa. Isto porque acredito que a importância de qualquer trabalho depende do facto do mesmo ter, ou não, a seu cargo vidas humanas. Nos casos em que tal se verifica, os erros ou os atrasos podem ser fatais. Por exemplo, um controlador aéreo tem de minimizar os seus erros a zero. Um piloto de aviões também. De um médico espera-se o mesmo.
Já do meu trabalho, em boa verdade, não dependem vidas humanas. Nem quaisquer outras formas de vida. Acho-o importante. Mas só (e nada mais do que) relativamente importante.


Assim, não consigo entender o stress que o envolve. Porquê tanto?! Claro que temos prazos que devemos cumprir, e que nós, pelo brio profissional que nos move, gostamos de respeitar. Mas, se porventura tal não acontecer, ninguém morre. Nem o mundo acabará.
Então, porquê todo este stress? (E já agora, como lidar com ele?)

Ao observar a radiografia

dos pulmões de um paciente, certo médico diz-lhe que aqueles se encontram impecáveis. Sem quaisquer problemas, apesar de fumador assíduo.
Uns meses mais tarde outro médico, em presença da mesma radiografia, detecta imediatamente e sem reservas a presença de dois tumores.
Passam mais alguns meses e o paciente morre... vítima de cancro.

Não faço ideia se, na eventualidade da doença ter sido detectada na primeira observação dos exames de diagnóstico, a situação poderia ter sido diferente.
Mas confesso que saber destas situações me assusta. Muito.

quarta-feira, março 14, 2007

Tudo o que é incompreensível, nem por isso deixa de existir.
Blaise Pascal

terça-feira, março 13, 2007

Cúmulo é

comprar o mesmo produto numa loja em Lisboa e num site alemão e ser o segundo, não o primeiro, a trazer instruções em português.

domingo, março 11, 2007

ensaios


Este fim-de-semana o bom tempo veio lembrar-nos que o Verão está a caminho.
Afinal há esperança!

contradições

De um lado... fast-food e exageros alimentares cometidos diariamente.
Do outro lado... fixação pelas dietas e proliferação de alimentos enriquecidos com cálcio, fibras, vitaminas, bífidus activos, estanol e tantos outros, destinados a compensar os exageros.

Contradições no nosso binómio tempo/espaço.

Coldplay - Fix you



arrepios... bastante...

sábado, março 10, 2007

Porque temos

tanta aversão à mudança?
Será que é a estabilidade e a segurança que nos faz mais felizes?

Instalo-me na varanda.

Mas praticamente não consigo ver o ecrã do portátil onde preciso de trabalhar.
Regresso para dentro de casa. Mas só me apetece ir para a varanda.
Não, isto hoje não está fácil.

quinta-feira, março 08, 2007

quarta-feira, março 07, 2007

Com frequência dou comigo, de uma forma totalmente inesperada, a ir de encontro a coisas que aparentemente se me atravessam à frente.
Será por ser desastrada? Será por não ter consciência do espaço que ocupo, o qual, diga-se de passagem, nem sequer é muito?

(Ou serão afinal os objectos que, brincalhões, se deslocam para a minha frente quando eu me aproximo?! Parece-me esta terceira hipótese a mais verosímil.)

terça-feira, março 06, 2007

O problema de começar a semana

cheio de energia é que se arrica a descarregar a bateria logo nos primeiros dias.

segunda-feira, março 05, 2007

Eclipse - versão 2

fotografia

A noite do último eclipse lunar fez-me compreender que conseguir uma boa fotografia envolve tempo, paciência e persistência.

domingo, março 04, 2007

Olho por olho, e o mundo acabará cego.
M. Gandhi

eclipse da Lua


sábado, março 03, 2007

Há pessoas que possuem o dom

de transformar ideias teoricamente bastante boas em verdadeiras desgraças práticas.

sexta-feira, março 02, 2007

PARABÉNS


Hoje é um dia especial porque

se completa o primeiro ano de existência deste tasco. Pois é, já passou um aninho desde que escrevi o primeiro post.

Quanto a estatísticas: publicámos 344 posts; e, curiosamente, hoje atingimos as 5000 visitas contadas. Claro que não é nada de especial! Mas também tenho consciência que o tempo que vos disponibilizo (e não só eu! não é icarus?!) não é o necessário e suficiente. E também a criatividade tem escasseado frequentemente.


Muitas vezes, nos últimos tempos, me tenho questionado sobre a continuação ou não deste “projecto”. No entanto, mesmo sentindo que nem sempre vos damos matéria de qualidade, não me apetece abandoná-lo. Ao fim e ao cabo creio que a vontade de partilhar parte de mim, e às vezes parte de nós, se sobrepõe. Directa ou indirectamente é um pouco de nós que vamos deixando nestes espaços. Seja através de textos mais ou menos elaborados, pensamentos, fotografias e tantos outros pequenos nadas... tudo reflecte um pouco do que somos.

Por isso, para já, e apesar de ter consciência que continuarei a não ter muito tempo para vos dar conteúdos de qualidade, por aqui me encontrarão.

Continuemos então a caminhar... porque o caminho está a valer a pena. E vocês vão aparecendo, porque enquanto houver, mais ou menos, visitas a vontade de continuar manter-se-á!

quinta-feira, março 01, 2007

ensaios


amanhã

é um dia especial... logo vos digo porquê...
:)