Michael Sivak e Michael Flamagan, da Universidade de Michigan, fizeram um estudo comparativo resumido no American Scientist. (...)
Feitas as contas para um voo simples médio (1157 km), o risco de fatalidade aérea é de 78.6 em mil milhões, enquanto o risco equivalente numa viagem de carro é de 5091 em mil milhões. Ou seja, conduzir é cerca de 65 vezes mais perigoso do que voar.
Estes números incluem já as tragédias de 11 de Setembro. Mas o futuro é impossível de prever, pelo que faz sentido inquirir o que acontecerá se o terrorismo aéreo aumentar. Mesmo assim, os números são relativamente tranquilizantes, se é que se pode usar essa palavra: para ser tão arriscado viajar de avião como de automóvel, teria de haver desastres semelhantes aos de 11 de Setembro 120 vezes no período de dez anos considerado, ou seja, ao ritmo de um por mês.
Se estas comparações são um pouco cruas, fiquemos com um número simples: o risco de desastre aéreo num voo com uma escala é equivalente ao de conduzir quatro minutos numa auto-estrada.
Nuno Crato, in Passeio aleatório pela ciência do dia-a-dia
2 comentários:
Faz sentido.. Porque nas auto-estradas um espirro mal dado pode levar a vida de alguém, enquanto que para haver um acidente de aviação, é necessário algo muito grave..
yep!
beijinhos
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