segunda-feira, janeiro 22, 2007

Quando vou ao futebol

gosto especialmente de apreciar o que dizem os comentadores, treinadores e árbitros que se encontram nas bancadas. Pelo meio de todos os especialistas lá se vê um ou outro adepto. Mas não muitos.


domingo, janeiro 21, 2007

momentos...

... lisboetas

quinta-feira, janeiro 18, 2007

na hora de pôr a mesa éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois o meu pai morreu. hoje
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.

José Luís Peixoto, in Cemitério de Pianos

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Pedimos desculpa

aos senhores leitores pelas sucessivas interrupções que têm ocorrido nesta emissão nos últimos dias. Factores alheios à nossa vontade o têm determinado.
Não nos é possível, para já, garantir que tal não virá a repetir-se num futuro próximo, contudo faremos todo o esforço para que isso não se verifique. Contamos assim recuperar rapidamente a “qualidade” (ahahahah) a que vos habituámos.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

sábado, janeiro 13, 2007

momentos...

... estónios

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Bairro do Amor - Jorge Palma

No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém

No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do verão?

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

a minha ignorância

não tem limites. espraia-se em todas as direcções.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Estou indignada!

Indignada com a minha indignação.
É que hoje deu-me para me indignar com tudo o que me rodeia. Aparentemente tirei o dia para me indignar. Uma indignação clara com uma montanha de coisas que vejo e sinto na pele. Mas, em boa verdade, nada é novo. São verdades já conhecidas. Nada de inesperado. Nada, de facto. Não há novidades!

São as mesmas tristezas de sempre.
Por isso, estou indignada comigo, porque ainda me digno a indignar-me.
Indigno-me com as instituições, com a forma como funcionam, com as decisões que nelas são tomadas.
Indigno-me com o país... tão transbordante de coisas que me dão volta ao estômago.

Mas não deveria indignar-me... É inútil! De nada serve. Só me aborreço. E o meu aborrecimento, até prova em contrário, não muda absolutamente nada!


Por isso, esta indignação com a minha indignação.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

A vida é, por princípio, uma experiência solitária.

domingo, janeiro 07, 2007



"Ao verem a estrela, sentiram uma alegria enorme. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e inclinaram-se para o adorarem. Depois apresentaram o que traziam para lhe oferecer: ouro, incenso e mirra."

Mt 2, 10-11
(imagem)

sábado, janeiro 06, 2007

Manhã simpática,

almoço generoso, passeio vespertino do melhor. Segue-se jantar, que se espera delicioso.
Nos intervalos, vai assobiando para o ar, enquanto finge que desconhece ter uma tese para terminar.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Este Natal não deixei passar...

Finalmente é meu…






















E quem não se lembra desta fabulosa banda sonora?... Um pouco Lego mas… a música tá lá…


treze ideias

para mudar Portugal. gostei. especialmente da décima terceira.

pombos


As pombas quando "avoam"
Por incrível que pareça
Ficam sobrevoando, com seu cú "amirando"
Em nossas cabeças,
Daí vem a rajada de sua bazuca anal
Já tem pomba com mira a laser
O tiro sai sempre fatal
(Mamonas Assassinas)


(hoje fui bombardeada... blaaaaarrrrrc... felizmente não foi muito dramático... a mira a laser, para sorte minha, não estava perfeitamente afinada)

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Deus é o existirmos e isto não ser tudo

Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego

terça-feira, janeiro 02, 2007

promoções... ou nem tanto

Estou com uma dúvida existencial: onde é que a Mango (passo a publicidade) vai buscar tanta porcaria, sim... porcaria!, para colocar nas suas lojas nas épocas de saldos, promoções, ou o raio?

Hoje, e após ter visto umas coisas giras em época normal, decidi experimentar a sorte e tentar as promoções. Malograda tentativa! Entrei, percorri a loja em dois tempos, irritei-me e saí. Nem estava muita gente, mas foi-me completamente impossível encontrar qualquer coisa de interesse entre as toneladas de monos que arranjaram para trazer para a loja.
Questiono-me se, por acaso, conseguirão vender aquelas tretas todas. Bem, certamente que não porque, se conseguissem, já as teriam vendido na época passada e não as teriam lá agora. Porque não desistem então! Seria bom que demonstrassem algum respeito pelas suas clientes.

Acho que ficou demonstrado, pelo menos para mim, que esta loja não serve para saldos, ou promoções. Eu já tinha desconfiado, mas hoje tive a prova final. O que me irrita é que eu até gosto das lojas e estes eventos retiram-me a vontade de me aproximar delas mesmo em época normal. É o meu mau feitio, como diz o icarus.

(E o pior é que não é certo que um dia destes, distraída, e de memória fraca, eu não volte a entrar num daqueles espaços, pensando que dessa vez terei mais sorte... buuurra!)

revelações de ano novo

Hoje... o choque... o drama... o horror...
Finalmente, tive a coragem de subir para cima do objecto quadrangular que, cá em casa, revela o peso de quem se lhe coloca em cima.
Confirmaram-se as minhas piores suspeitas. As festas deixaram a sua herança bem marcada.
Grrrrrrrrrr

Viva o início do novo ano!

segunda-feira, janeiro 01, 2007

apontamentos de ano novo

soube muito bem ver o mar hoje...




estava cheio de energia!