domingo, abril 06, 2008

irritante é

dispor de inúmeros momentos fotográficos interessantes e ter a bateria da máquina descarregada.

momentos...

... lilases

sexta-feira, abril 04, 2008

votos

de um bom fim-de-semana!

Pego no telefone.

Pretendo ligar-te para o trabalho, mas engano-me e digito o meu próprio número. Ninguém atende. Pois, confirma-se que de facto não me encontro no local de trabalho. O que seria afinal de esperar, uma vez que estou em casa (a tentar ligar para mim própria, note-se). Conscencializo o absurdo. Desligo. Ligo-te.

(Felizmente, ninguém atendeu o meu telefone, pois nesse caso algum diálogo perfeitamente insólito poderia ter acontecido.)

quinta-feira, abril 03, 2008

Evidências

- Tens tanta dificuldade em fazer escolhas!
- Pois tenho.
- Queres ter tudo ao mesmo tempo.
- Pois quero.
- E sempre.
- Verdade.

quarta-feira, abril 02, 2008

Odiamos As luzes que acendem com palminhas

Não é que a gente não goste de poupar. Somos verdes, reciclamos tudo o que é reciclável, e, por isso, luzes que se acendem só quando há pessoas por perto é uma coisa bonita de se ver e muito bem inventada, sim senhor, uma salva de palmas para o inventor.
O que é detestável é quando o sistema é tão ranhoso que basta um cidadão ficar imóvel sinco míseros segundos para mergulhar numa escuridão preta e medonha. Vendo-se assim, ou melhor, deixando de se ver assim, a pessoa é então obrigada a esbracejar para reencontrar a luz. E não bastando o ridículo da situação, às vezes não chega um movimento qualquer. A pessoa no escuro agita os braços uma vez, agita duas, três. E nada. Nervosa, principia então aquilo que, visto ao longe ou fora do enquadramento, pode parecer um estranho ritual. Salta para a frente e para trás, abana a cabeça, levanta o braço esquerdo, depois o direito, e quando dá por ela até a língua está metida no assunto, esticada para fora da boca, agitando-se para dar à luz. Não havia necessidade de sujeitar homens e mulheres com a sua dignidade a isto. Numa retrete pública o caso ganha contornos grotescos. Mas no patamar de um prédio pode ser o fim. Sobretudo quando, de repente, surge o respeitável vizinho de cima e, a sua presença imponente basta para acender as luzes que nenhum dos nossos saltos conseguiu despertar. O olhar que nos deita impossibilita qualquer explicação. Eis como umas estúpidas luzes podem, em segundos, dar cabo de uma imagem que levou anos a construir.
Sónia Morais Santos, in TimeOut Lisboa n.º 27 (2-8 Abril)

terça-feira, abril 01, 2008

momentos...

... miudinhos

segunda-feira, março 31, 2008

o maior desafio

consiste em estarmos sempre a mudar. e em nos surpreendermos. às vezes pela positiva. outras vezes não.

domingo, março 30, 2008

momentos...

... primaveris

quinta-feira, março 27, 2008

quarta-feira, março 26, 2008

ora vejamos.

adormeço no sofá, quando tentava infrutiferamente ver um episódio de uma qualquer série na tv. sou acordada várias horas depois e pergunto ao meu companheiro, meia estremunhada: amanhã é sábado, não é? ao que ele respode: não, amanhã é quarta. portanto hoje.

conclusão óbvia: as coisas esta semana acalmaram no trabalho, mas o meu cérebro ainda está um pouquito baralhado.

terça-feira, março 25, 2008

Naquele dia não quis relativizar.

Sabia que, se o fizesse, encontraria alguma desculpa para o insólito da situação. Mas, naquele dia especialmente, não lhe apetecia encontrar atenuantes. Queria simplesmente poder acusar, culpar sem concessões.

Conhecendo-se bem, sabia que no dia seguinte relativizaria de novo. Mas, pelo menos por um dia, queria permitir-se a excentricidade.

segunda-feira, março 24, 2008

momentos...

... espontâneos

domingo, março 23, 2008

Pedra filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão

sábado, março 22, 2008

chego cansada

e sedenta de energia, que as últimas semanas não estiveram para brincadeiras. encontro uma mãe doente e outra mais ou menos. encontro histórias de mesquinhez e coscuvilhices, que me relembram o que menos gosto nas terras pequenas.

eu que vinha a precisar de carregar baterias, fico com a carga ainda mais fraca.

quero voltar para casa. a minha. a nossa. fico com saudades da cidade, daquela que também já considero minha.

o que me sobra... sim, sobra-me, afinal, a alegria dos encontros com muitos meses!

sexta-feira, março 21, 2008

quinta-feira, março 20, 2008

Demasiado tempo

entre a saída do trabalho e a hora de dormir. Eis o sentimento que se evidencia hoje. Admito que o tempo não seja demasiado, mas antes o termo de comparação deficiente.

Mas hoje. Hoje. Parece-me muito tempo.

quarta-feira, março 19, 2008

terça-feira, março 18, 2008

ponto de partida: excesso de autoconfiança

meta: erros estúpidos

ah pois é!

segunda-feira, março 17, 2008

"... a única certeza que temos na vida

é a de nunca sabermos o que nos vai acontecer."
Six degrees

domingo, março 16, 2008

Des(acordo) ortográfico

Não tenho estado muito a par do que se tem passado neste âmbito, mas tudo indica que teremos acordo ortográfico em vigor dentro de algum tempo. Eu não consigo entender a mudança da língua por decreto. Não percebo de que modo este acordo beneficiará o português, nem como contribuirá para a melhoria na comunicação.
Qualquer língua está constantemente em mudança, e vai sofrendo ligeiras alterações com naturalidade. Mas não se muda através de leis! Não é este acordo que fará com que lusófonos de origens distintas se compreendam melhor. Até porque não é a grafia que mais nos distingue em termos de comunicação.



Irrita-me especialmente que os meus filhos venham a aprender a escrever ação ou ótimo. E que depois ainda me acusem de dar erros. Sim, porque eu não estou a pensar em aderir a este "acordo" assim às primeiras... nem às segundas... nem aos domingos!

sábado, março 15, 2008

Este ano, o pessoal da minha colheita

celebra o seu trigésimo aniversário (uma boa colheita, tenho a mania de defender!). Há alguns dias atrás, pela primeira vez, senti um baque provocado por este facto. Não se pode dizer que seja a entrada nos trinta que me perturba, dado que até me parece uma ideia interessante, mas sim o abandono dos vinte. Talvez seja saudosismo antecipado. Ou então é mesmo o sentimento do costume de lamentção pelo que não temos, ou o que perdemos, em vez de nos congratularmos com o que é nosso...

Bem, o que me consola é que, de acordo com a sabedoria popular, os trinta nas mulheres são a sua melhor década. Então... segurem-se, porque eu estou a caminho! :)


Mas tudo isto é afinal porque hoje uma excelente mulher da minha colheita celebra os seus trinta. Parabéns para ela!

quinta-feira, março 13, 2008

Esta época do ano é especialmente difícil no meu trabalho,

o que por si só não é novidade. Todos os anos é assim! Contudo, ao mesmo tempo, cada ano é novo. Muito novo. É como se parecesse sempre pior que os anteriores, não sei se por ser de facto pior, ou se por eu ter a memória muito curta.

Este ano está, sem excepção, a ser mauzinho. Muitas noitadas. E os problemas do costume. Mais os problemas novos.

Afinal, por estes dias, sair do trabalho antes das dez da noite parece uma proeza. Uma excentricidade.
Já andamos todos a atingir níveis de cansaço muito substanciais. E o pior é que ainda não conseguirmos ver o final do túnel. O stress continuará nas próximas semanas.

Tudo isto para justificar as minhas ausências? Não só, mas também.

segunda-feira, março 10, 2008

O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.

Sabe bem olhar p'ra ela,

Mas não lhe sabe falar.


Quem quer dizer o que sente

Não sabe o que há de dizer.

Fala: parece que mente

Cala: parece esquecer


Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,

E se um olhar lhe bastasse

Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente

Fica sem alma nem fala,

Fica só, inteiramente!


Mas se isto puder contar-lhe

O que não lhe ouso contar,

Já não terei que falar-lhe

Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa

domingo, março 09, 2008

Corrente 12 palavras

Respondo finalmente ao desafio da Ana, escolhendo 12 palavras de entre as que mais gosto. Não pela sua sonoridade, mas sim pela importância que lhes dou. Todas com maiúscula:

Acolhimento.
Amor. Cor. Diferença. Honestidade. Música. Novidade. Optimismo. Partilha. Pessoas. Sabedoria. Vida.

Passar a corrente em diante... a quem por aqui passar e lhe apetecer.

quarta-feira, março 05, 2008

afinal...

... morreu hoje.

terça-feira, março 04, 2008


porque um amigo lembrou que o Rui Pedro desapareceu há 10 anos. 10 anos, hoje.

Radiohead - Creep

domingo, março 02, 2008

Soneto de fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícius de Morais

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

com arte #5

A última ceia, Salvador Dalí (1904-1989)

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Berlim, Outubro 2007

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

A ideia de mudar de casa

é tão interessante quanto assustadora. Se num momento dou comigo entusiasmadíssima com a ideia de decorar a nossa futura casa. No momento seguinte entro em pânico por pensar em ter de mudar todas as tralhas que temos. (E eu sou MESMO especialista em acumular tralha...)

domingo, fevereiro 24, 2008

momentos...

... tranquilos

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

são poucos os amigos

que ficam verdadeiramente felizes com a nossa felicidade. esses: são os verdadeiros.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

ai ai ai este pessoal "crescido"

Eu compreendo o que diz o Bruninho. E acho-lhe até muita piada! Mas eu queria vê-lo com um metro e meio a conduzir.
ai ai ai Bruninho!

terça-feira, fevereiro 19, 2008

"Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida"

Finalmente, após vários anos, soltámos as amarras. Estamos agora, e até prova em contrário, livres de encargos académicos.
(Parabéns amigo!)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

As cheias de hoje

através da pequena lente do meu telemóvel:


Só tenho pena de que o registo que mais me surpreendeu não tenha ficado bem... porque o que esta manhã me deixou mesmo estupefacta foi ter chegado à estação de comboio (depois de inúmeras tropelias no trânsito e movimentos dignos de ginasta e uma molha substancial em algumas partes do corpo) e ver (ou melhor, não ver) a linha submersa.

sábado, fevereiro 16, 2008

lisboa...

... azul

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

romantismo é...

futebol à luz de velas
;)

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes durante breves instantes em que fechamos os olhos.
José Eduardo Agualusa in O Vendedor de Passados

domingo, fevereiro 10, 2008

Ao veres um homem nobre, procura igualá-lo. Ao veres um homem mau, examina-te profundamente.
Confúcio

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

diz que é a partilha de dificuldades

que reforça as relações... pois, é capaz.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O problema das escolhas

reside nas rejeições que temos de fazer (lugar comum, sei-o). Mas por vezes é mesmo difícil escolher. Ou pelo menos para mim, é.
Quem dera que fosse mais simples.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Amai-vos...

Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um grilhão.

Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa alma.

Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma taça.

Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos,
e sede alegres,
mas deixai
cada um de vós estar sozinho.

Assim como as cordas da lira
são separadas e,
no entanto,
vibram na mesma harmonia.

Dai vosso coração,
mas não o confieis à guarda um do outro.

Pois somente a mão da Vida
pode conter vosso coração.

E vivei juntos,
mas não vos aconchegueis demasiadamente.

Pois as colunas do templo
erguem-se separadamente.

E o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um do outro.

Kahlil Gibran

Hoje vi claramente

a diferença entre usado e semi-novo. A nossa "casinha": semi-nova, claro!

Como podem ver,

o ciclídeo doente encontra-se agora bastante melhor. :)

domingo, fevereiro 03, 2008

quanto mais dás

mais te é pedido

quarta-feira, janeiro 30, 2008

terça-feira, janeiro 29, 2008

Lisboa, Julho 2007

domingo, janeiro 27, 2008

ups

Só agora reparei que estive ausente desde a última quarta-feita (digamos que nem me tinha apercebido). De facto, a última semana foi um bocado alucinante. Isto de pôr a casa à venda e receber quinhentas (vá lá, quatrocentas e noventa e nove) agências imobiliárias em poucos dias e sair a correr do trabalho e ter a casa sempre arrumadinha para posar para as fotografias (digamos que está a ficar um bocado vaidosa) e... e começar a visitar casas e suspeitar que um dia destes estaremos a dormir debaixo da ponte e...
ufa... que cansaço!

acho que os

construtores (ou arquitectos, ou engenheiros) têm um fetiche qualquer com casas de banho grandes...

quarta-feira, janeiro 23, 2008

No "tanque" cá de casa

temos um ciclídeo doente. Bastante doente até. Pobrezito: está tão inchado que mal consegue nadar. Fico triste quando o vejo todo desengonçado a tentar mexer-se.
Mas ao mesmo tempo é impressionante a energia que o animal tem, porque estando doente já há algumas semanas, está a resistir heroicamente.


Na verdade, mantemos a esperança de que ainda possa vir a recuperar, apesar de sabermos que tal é bastante improvável. É o natural sentimento de "enquanto há vida há esperança".
(Consola-nos saber que, se morrer, o nosso doente deixa descendência.)

terça-feira, janeiro 22, 2008

porque me falta

o tempo e, principalmente, a criatividade para vos oferecer palavras... aqui ficam dois registos de uma cidade muito bonita, que tive a oportunidade de conhecer recentemente.


Praga, Dezembro 2007

segunda-feira, janeiro 21, 2008

domingo, janeiro 20, 2008

sábado, janeiro 19, 2008

momentos...

... tropicais

quinta-feira, janeiro 17, 2008

momentos...

... atarefados

quarta-feira, janeiro 16, 2008

O amor não tem idade; está sempre a nascer.
Pascal

segunda-feira, janeiro 14, 2008

momentos...

... outonais

domingo, janeiro 13, 2008

Eu sei que já não nos encontrávamos há algum tempo

(há alguns anos até). É verdade que já nem me lembrava das sensações que me provocas, entre os arrepios e os suores inesperados. Mas pronto, agora que já matas-te as saudades, podes ir-te embora?!
Por favor, febre!

sábado, janeiro 12, 2008

Equilíbrio e flexibilidade

Algures nas minhas (recentes) incursões de estudante, tive um professor que me levou a reflectir sobre a forma como está, actualmente, organizada a vida das pessoas na nossa sociedade.

Ora vejamos: repartimos, grosso modo, a vida em três partes (quase) estanques. Quando somos crianças, brincamos e estudamos. Quando adultos, trabalhamos. E quando idosos, descansamos.

E eu questiono-me se não seria mais inteligente, eficiente, e até mesmo feliz, se a nossa vida pudesse ser mais equilibrada ao longo de toda a sua duração.

Dando um exemplo prático: porque não podemos estudar durante a idade adulta (e aqui refiro-me a estudar mesmo, sem trabalhar em simultâneo – benefício que julgo só ser permitido a (alguns) professores)? Ou, segundo exemplo, porque não nos é permitido simplesmente decidir passar dois ou seis meses da nossa vida a descansar e a viajar, de vez em quando?

Esta reflexão conduz-me também aos nossos sistemas de segurança social e à forma como funcionam. Naturalmente, que perante a forma como temos a vida “organizada”, com frequência a ideia da postecipação da (ansiada) reforma é alvo de fortes críticas. É inevitável que tal aconteça. Mas creio que essa reacção se prende com o facto de muitos planearem as suas vidas para o “aí é que será mesmo bom”, “aí sim, poderão finalmente usufruir a vida!”.

No entanto, note-se que, por muito que não nos agrade a ideia, as pensões de reforma não foram concebidas para nos financiar o descanso merecido, mas sim para nos permitir ter qualidade de vida, quando já não pudermos exercer a nossa profissão com qualidade. O que pode, em boa verdade (e ainda bem que assim é), ocorrer aos 50, aos 60, aos 70, aos 80, aos 90, ou nunca! (Com naturalidade assistimos à opção que algumas pessoas fazem de trabalharem durante toda a vida e com gosto.)

Perante isto, estou em crer que a qualidade de vida e o descanso merecido devem ser vividos constantemente, em plena interacção com o trabalho com que contribuímos para a sociedade em que vivemos, para que seja o equilíbrio a comandar a nossa existência.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

publicidade

descoberta do dia: iogurte yoplait (yop) com sabor de frutos do bosque e menta. porreiro.

terça-feira, janeiro 08, 2008

- Bem, minha filha - disse o padre -, agora começa a compreender por que motivo o coração das pessoas se parte em África. Sabe a história do homem a quem perguntaram porque andava ao longo da praia, depois de uma tempestade, devolvendo à água as estrelas do mar que a corrente arrastara para terra quando havia milhares delas que deviam morrer? Ele respondeu que o fazia porque as poucas que podia salvar voltariam para o mar e seriam felizes.
Doris Lessing, in O sonho mais doce

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Encontro-me

num equilíbrio difícil entre a angústia e o desejo de regressar ao trabalho.

domingo, janeiro 06, 2008

aceitam-se apostas

Durante quanto tempo irá a RTP viver à conta dos "diz que é uma espécie de..." dos Gato Fedorento?!

sábado, janeiro 05, 2008

'tá me batendo uma saudade!

a praia: maravilhosa
os coqueiros: a perder de vista
a fruta: uma delícia
os saguis: divertidos
o calor: perfeito
a água de coco: ah, a água de coco

e as pessoas: de uma simpatia amorosa!!!
hummm... que saudade!

(sagui, de seu nome Joe)

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Nos próximos dias

este blog estará "fechado", para descanso do pessoal.
A gerência agradece a vossa compreensão.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

O Pai Natal existe

(…) Imaginar tornou-se coisa de loucos. O importante parece ser a total normalização da sociedade e dos comportamentos. Se o mundo assim continuar passará a ser um sítio chato para viver. Acho eu. É estranho. Quando pergunto às crianças com que vou conversando todos os dias o que querem ser quando forem grandes nunca nenhuma me dá a resposta que a seguir lhes dou eu: eu quando for grande quero ser criança! Independentemente do que os crescidos pensam e das enormes responsabilidades que eu vou tendo há tantos, tantos anos, estou seguro de que no dia em que perder este sonho é porque já parti. Acham patético? Que importa! O que lhes posso garantir é que “só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos”. É por isso que o Pai Natal existe! Chamam-lhe Pai Natal porque o seu verdadeiro nome é muito, muito comprido. O nome completo dele é o nome de todos os meninos do mundo! Como demorava muitos anos a dizer e como ele já está um bocadinho velhinho decidiram, numa reunião muito importante, chamar-lhe só Pai Natal. Também existe o Menino Jesus! Só não sei se é menino ou menina. Mas não faz mal. Existe!

Como ainda é criança e tem de estudar e brincar muito não tem tempo para outras coisas e pede ao Pai Natal para ser ele a trazer as prendas. Mas são tantas que até o Pai Natal já não pode com elas todas. Então são os pais das crianças que o ajudam a entregá-las.

Há dias estive a conversar com a Alice, aquela do País das Maravilhas, e com um amigo dela, o Peter Pan. O Peter Pan é aquele menino que nunca cresce e que vive no País do Nunca, que é como quem diz no mundo que todos nós gostávamos que fosse tão bom que não houvesse crianças com fome e que até ficavam contentes se como prenda lhes dessem só um pedacinho de pão, mesmo que já fosse de bocadinho duro e não tivesse compota. E ainda sem aquela doença das pessoas crescidas que têm a mania de andar em guerra. Também conversei com uma coruja que está sempre a olhar e nunca fala e com um sapo que está sempre a falar e não olha. Falei com um urso pequenino que gosta muito de brincar mas que qualquer dia vai ficar doente da barriga porque quer andar sempre a comer doces. Até já tem os dentes um bocadinho verdes! Também falei com uma sereia tão linda (gosto tanto dela!) que quando fala só se ouve música! E cheira tão bem que até parece que lhe estão sempre a nascer flores das mãos. Falei com as estrelas e com um cometa. Falei com fadas e duendes. Falei com todas as coisas do mundo. Todos me disseram que o Pai Natal existe e o Menino Jesus também!


Octávio Cunha, in Notícias Magazine, 23.Dez.2007

domingo, dezembro 23, 2007

em directo da vila que tem o mosteiro mais bonito do país

É bom perceber que há pessoas que nos marcam definitivamente a existência, pela positiva.
:)

sexta-feira, dezembro 21, 2007

gosto de partir

e adoro regressar

quinta-feira, dezembro 20, 2007

quarta-feira, dezembro 19, 2007

registos

da última ida ao oceanário

terça-feira, dezembro 18, 2007

primeiro foi uma semana

inteira longe do meu mundo real e também do virtual. depois foi o início das férias, que finalmente se decidiram a chegar - bem junto ao final do ano, é verdade (mas, como se costuma dizer, é melhor tarde do que nunca). agora... penso finalmente no Natal que se aproxima, na família, nos presentinhos e nas férias, no bom que é o tempo de descanso afinal.

aproveito para vos desejar um Natal cheio de alegria, junto das vossas famílias. que o Menino, cujo aniversário se celebra, desperte o melhor que há em cada um.
e... um excelente 2008!

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Publicidade - Coro da UNL

A propósito de espírito de Natal... aqui fica uma sugestão.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Dia Internacional do Voluntariado

A todos os que oferecem parte do seu tempo a outros... um bem hajam. Hoje é o seu dia!

terça-feira, dezembro 04, 2007

mas...

e o que é a "normalidade" afinal?!

fixe fixe

foi haver tempo para o eu e para o tu e para o nós e para o outros... que bom o regresso à "normalidade"...

domingo, dezembro 02, 2007

Passeio ao campo

Meu amor! Meu amante! Meu amigo!
Colhe a hora que passa, hora divina,
Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!
Sinto-me alegre e forte! Sou menina!

Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina…
Pele doirada de alabastro antigo…
Frágeis mãos de madona florentina…
- Vamos correr e rir por entre o trigo! -

Há rendas de gramíneas pelos montes…
Papoilas rubras nos trigais maduros…
Água azulada a cintilar nas fontes…

E à volta, Amor… tornemos, nas alfombras
Dos caminhos selvagens e escuros,
Num astro só as nossas duas sombras…
Florbela Espanca

sábado, dezembro 01, 2007

Será assim tão difícil para as farmácias

terem mais de uma unidade de cada “produto” no estabelecimento?!
Pois, é que eu cá estou fartinha de ir a diferentes farmácias (e nem vou muito, felizmente!) e deparar-me sempre com a mesma lenga-lenga: “Pode voltar mais tarde? É que, de momento, só tenho uma caixa.” Grrrrr... que irritação!

E eu... pois... eu preciso da receita hoje... não tenho tempo de andar por aí a correr inúmeras farmácias até encontrar uma, uma que tenha mais do que um exemplar disponível... eu preciso... e vocês, vocês estão-se a borrifar... eu que volte... ou que perca o resto da receita e vá maçar o médico outra vez. Grrrrr.

Não tenho paciência para farmácias: dependem da vulnerabilidade das pessoas; têm a “faca e o queijo na mão”; e o cliente sujeita-se sempre sem queixas... porque precisa.
Para além de que não consigo MESMO compreender a dificuldade em dispor de mais de um exemplar de cada. Não compreendo (ou será que sou eu que tenho azar?!)!

E nem sequer resulta começar a riscar farmácias da minha lista, porque acho que rapidamente ficarei sem local onde recorrer. É que me parecem todas iguais nestas questões.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Publicidade - Árvores de Natal

Recebi por e-mail a seguinte informação: no IKEA vendem-se árvores de Natal naturais (por 10€ e 13€), que podem, ou devem, ser devolvidas no mesmo local para voltarem a ser plantadas (na entrega recebe-se de volta 50% do valor da compra).

Não consegui confirmar esta informação na Internet, mas a ser verdade parece-me uma excelente iniciativa.

Com (demasiada) frequência

sinto que tenho de fazer um esforço de gigante para conseguir vencer a inércia que insiste em me prender. Mas, quando encontro a vontade necessária e suficiente para vencer essa força invisível, as surpresas são (inúmeras vezes) surpreendentes.

terça-feira, novembro 27, 2007

por muito que às vezes não pareça

é tão mais fácil dar do que receber, tão mais simples ajudar do que pedir ajuda...

segunda-feira, novembro 26, 2007

momentos...

... serenos

domingo, novembro 25, 2007

novidade

Lembram-se do risco cor-de-rosinha, de que vos falei, que decorava o meu portátil?! Pois, graças aos vossos comentários (Catarina, um obrigada especial), lembrámo-nos de que ainda estaríamos dentro da garantia (ufa! foi por muito pouco!). Pelo que, informo-vos de que o bichinho já foi ao doutor e voltou curado.
Entretanto, já sujeito à formatação prometida há um tempo atrás, está como novo.
:)

As sombras do passado

esbatem-se nas brumas do presente. A recordação do sonho não é o sonho. Admito que ao dar-se um passo para o mundo justo e para o homem novo eles deixem de ser ideais - como um encantamento quebrado. Receio que atrás do espelho não esteja o país das maravilhas. Mas viver o momento da descoberta é bem mais importante que a descoberta. Será possível perder as ilusões sem perder o romantismo?
Álvaro Guerra, in Café 25 de Abril

sexta-feira, novembro 23, 2007

porque tenho as mãos vazias de nada e o tempo cheio de tudo... boa noite

quarta-feira, novembro 21, 2007

com arte #4

El Vendedor de Alcatraces, Diego Rivera (1886-1957)

sexta-feira, novembro 16, 2007

o tempo parece começar

a querer dizer-nos que o final do ano se aproxima...

quinta-feira, novembro 15, 2007

Um destes dias tive um sonho que vos incluía...

Sonhei que o vosso casamento tinha terminado. E, confesso-vos que fiquei muito triste. Ora, perante tal facto, muito pensei eu. Depois de pensar e pensar e pensar e de fazer um enorme esforço para compreender as minhas próprias reacções perante tal evidência, pude racionalizar a minha tristeza.

Compreendi, finalmente, que não foi por vocês que entristeci. Não, vocês, só poderiam ter tomado uma decisão tão difícil se tal fosse o melhor para a vossa felicidade (que eu muito prezo com a minha amizade). Afinal, pude entender que a minha melancolia se devia ao facto de vocês terem posto fim a uma entidade de que eu gostava. Pois, no meu sonho, vocês tinham matado o "vós", o "tu + tu". E eu, egoisticamente, ficara triste porque gostava muito do vosso "vós". O "tu + tu" era um algo que eu apreciava muito (de “quem” eu também era amiga...) e que tinha morrido...

Fiquei, enfim, aliviada por poder compreender(-me).

Agora já acordada... confundo sonho e realidade.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Mas, devagar, o tempo transformava tudo em tempo. Essa é a explicação da eternidade. Devagar, o tempo transforma tudo em tempo. O ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo. Os assuntos que julgámos mais profundos, mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, transformam-se devagar em tempo. Por si só, o tempo não é nada. A idade de nada é nada. A eternidade não existe e, no entanto, a eternidade existe.

José Luís Peixoto, in Uma casa na escuridão

segunda-feira, novembro 12, 2007

domingo, novembro 11, 2007

O amor é

o sangue do sol dentro do sol. A inocência repetida mil vezes na vontade sincera de desejar que o céu compreenda. Levantam-se tempestades frágeis e delicadas na respiração vegetal do amor. Como uma planta a crescer da terra. O amor é a luz do sol a beber a voz doce dessa planta. Algo dentro de qualquer coisa profunda. O amor é o sentido de todas as palavras impossíveis. Atravessar o interior de uma montanha. Correr pelas horas originais do mundo. O amor é a paz fresca e a combustão de um incêndio dentro, dentro, dentro, dentro, dentro dos dias. Em cada instante de manhã, o céu a deslizar como um rio. À tarde, o sol como uma certeza. O amor é feito de claridade e da seiva das rochas. O amor é feito de mar, de ondas na distância do oceano e de areia eterna. O amor é feito de tantas coisas opostas e verdadeiras. Nascem lugares para o amor e, nesses jardins etéreos, a salvação é uma brisa que cai sobre o rosto suavemente.

José Luís Peixoto, in Uma casa na escuridão

bem me parecia

que em Setembro ainda era cedo para fazer balanços sobre os incêndios em 2007.

quinta-feira, novembro 08, 2007

momentos...

... espelhados

quarta-feira, novembro 07, 2007

O teste da banheira

Durante a visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes perguntou ao director:
- Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa de ser hospitalizado aqui?
Respondeu o diretor:
- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.
- Entendi - disse o visitante - uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher.
- Não - respondeu o diretor - uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo. O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?

[Dedicado a todos que escolheram o balde.]

(Recebido por e-mail)

terça-feira, novembro 06, 2007

snif

Tenho um pequeno risco cor-de-rosinha que atravessa o monitor do meu portátil na vertical. E tenho algum receio de que a espessura do risco aumente. E acho que é uma doença crónica.
snif
:(
O meu portátil está doente.

segunda-feira, novembro 05, 2007

conversas, como cerejas

a vida, filhos, casamento, divórcio, a vida, egoísmos, idade, velhice, a vida, a vida, igreja, fé, espiritualidade, a vida, trabalho, a vida...

conversas, como cerejas... adoro-as

domingo, novembro 04, 2007

se ao menos

eu soubesse o que é aproveitar a vida...
porque se eu soubesse o que é aproveitar a vida, não deixaria de o fazer todos os dias, cada dia, cada momento...
mas não sei, ou talvez saiba, mas então não sei que sei.
ahhh... se ao menos eu soubesse...