domingo, abril 06, 2008
irritante é
sexta-feira, abril 04, 2008
Pego no telefone.
(Felizmente, ninguém atendeu o meu telefone, pois nesse caso algum diálogo perfeitamente insólito poderia ter acontecido.)
quinta-feira, abril 03, 2008
Evidências
- Pois tenho.
- Queres ter tudo ao mesmo tempo.
- Pois quero.
- E sempre.
- Verdade.
quarta-feira, abril 02, 2008
Odiamos As luzes que acendem com palminhas
O que é detestável é quando o sistema é tão ranhoso que basta um cidadão ficar imóvel sinco míseros segundos para mergulhar numa escuridão preta e medonha. Vendo-se assim, ou melhor, deixando de se ver assim, a pessoa é então obrigada a esbracejar para reencontrar a luz. E não bastando o ridículo da situação, às vezes não chega um movimento qualquer. A pessoa no escuro agita os braços uma vez, agita duas, três. E nada. Nervosa, principia então aquilo que, visto ao longe ou fora do enquadramento, pode parecer um estranho ritual. Salta para a frente e para trás, abana a cabeça, levanta o braço esquerdo, depois o direito, e quando dá por ela até a língua está metida no assunto, esticada para fora da boca, agitando-se para dar à luz. Não havia necessidade de sujeitar homens e mulheres com a sua dignidade a isto. Numa retrete pública o caso ganha contornos grotescos. Mas no patamar de um prédio pode ser o fim. Sobretudo quando, de repente, surge o respeitável vizinho de cima e, a sua presença imponente basta para acender as luzes que nenhum dos nossos saltos conseguiu despertar. O olhar que nos deita impossibilita qualquer explicação. Eis como umas estúpidas luzes podem, em segundos, dar cabo de uma imagem que levou anos a construir.
terça-feira, abril 01, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
o maior desafio
domingo, março 30, 2008
quinta-feira, março 27, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
ora vejamos.
conclusão óbvia: as coisas esta semana acalmaram no trabalho, mas o meu cérebro ainda está um pouquito baralhado.
terça-feira, março 25, 2008
Naquele dia não quis relativizar.
Sabia que, se o fizesse, encontraria alguma desculpa para o insólito da situação. Mas, naquele dia especialmente, não lhe apetecia encontrar atenuantes. Queria simplesmente poder acusar, culpar sem concessões.
Conhecendo-se bem, sabia que no dia seguinte relativizaria de novo. Mas, pelo menos por um dia, queria permitir-se a excentricidade.
segunda-feira, março 24, 2008
domingo, março 23, 2008
Pedra filosofal
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
sábado, março 22, 2008
chego cansada
eu que vinha a precisar de carregar baterias, fico com a carga ainda mais fraca.
quero voltar para casa. a minha. a nossa. fico com saudades da cidade, daquela que também já considero minha.
o que me sobra... sim, sobra-me, afinal, a alegria dos encontros com muitos meses!
sexta-feira, março 21, 2008
quinta-feira, março 20, 2008
Demasiado tempo
entre a saída do trabalho e a hora de dormir. Eis o sentimento que se evidencia hoje. Admito que o tempo não seja demasiado, mas antes o termo de comparação deficiente.
Mas hoje. Hoje. Parece-me muito tempo.
quarta-feira, março 19, 2008
terça-feira, março 18, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
domingo, março 16, 2008
Des(acordo) ortográfico
Qualquer língua está constantemente em mudança, e vai sofrendo ligeiras alterações com naturalidade. Mas não se muda através de leis! Não é este acordo que fará com que lusófonos de origens distintas se compreendam melhor. Até porque não é a grafia que mais nos distingue em termos de comunicação.
Irrita-me especialmente que os meus filhos venham a aprender a escrever ação ou ótimo. E que depois ainda me acusem de dar erros. Sim, porque eu não estou a pensar em aderir a este "acordo" assim às primeiras... nem às segundas... nem aos domingos!
sábado, março 15, 2008
Este ano, o pessoal da minha colheita
Bem, o que me consola é que, de acordo com a sabedoria popular, os trinta nas mulheres são a sua melhor década. Então... segurem-se, porque eu estou a caminho! :)
Mas tudo isto é afinal porque hoje uma excelente mulher da minha colheita celebra os seus trinta. Parabéns para ela!
quinta-feira, março 13, 2008
Esta época do ano é especialmente difícil no meu trabalho,
Este ano está, sem excepção, a ser mauzinho. Muitas noitadas. E os problemas do costume. Mais os problemas novos.
Afinal, por estes dias, sair do trabalho antes das dez da noite parece uma proeza. Uma excentricidade.
Já andamos todos a atingir níveis de cansaço muito substanciais. E o pior é que ainda não conseguirmos ver o final do túnel. O stress continuará nas próximas semanas.
Tudo isto para justificar as minhas ausências? Não só, mas também.
segunda-feira, março 10, 2008
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
domingo, março 09, 2008
Corrente 12 palavras
Acolhimento. Amor. Cor. Diferença. Honestidade. Música. Novidade. Optimismo. Partilha. Pessoas. Sabedoria. Vida.
Passar a corrente em diante... a quem por aqui passar e lhe apetecer.
quarta-feira, março 05, 2008
domingo, março 02, 2008
Soneto de fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Morais
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
A ideia de mudar de casa
domingo, fevereiro 24, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
são poucos os amigos
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
ai ai ai este pessoal "crescido"
ai ai ai Bruninho!
terça-feira, fevereiro 19, 2008
"Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida"
(Parabéns amigo!)
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
As cheias de hoje

Só tenho pena de que o registo que mais me surpreendeu não tenha ficado bem... porque o que esta manhã me deixou mesmo estupefacta foi ter chegado à estação de comboio (depois de inúmeras tropelias no trânsito e movimentos dignos de ginasta e uma molha substancial em algumas partes do corpo) e ver (ou melhor, não ver) a linha submersa.
sábado, fevereiro 16, 2008
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
domingo, fevereiro 10, 2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
O problema das escolhas
Quem dera que fosse mais simples.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Amai-vos...
Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um grilhão.
Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa alma.
Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma taça.
Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos,
e sede alegres,
mas deixai
cada um de vós estar sozinho.
Assim como as cordas da lira
são separadas e,
no entanto,
vibram na mesma harmonia.
Dai vosso coração,
mas não o confieis à guarda um do outro.
Pois somente a mão da Vida
pode conter vosso coração.
E vivei juntos,
mas não vos aconchegueis demasiadamente.
Pois as colunas do templo
erguem-se separadamente.
E o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um do outro.
Kahlil Gibran
domingo, fevereiro 03, 2008
quarta-feira, janeiro 30, 2008
terça-feira, janeiro 29, 2008
domingo, janeiro 27, 2008
ups
ufa... que cansaço!
acho que os
quarta-feira, janeiro 23, 2008
No "tanque" cá de casa
temos um ciclídeo doente. Bastante doente até. Pobrezito: está tão inchado que mal consegue nadar. Fico triste quando o vejo todo desengonçado a tentar mexer-se.
Mas ao mesmo tempo é impressionante a energia que o animal tem, porque estando doente já há algumas semanas, está a resistir heroicamente.
Na verdade, mantemos a esperança de que ainda possa vir a recuperar, apesar de sabermos que tal é bastante improvável. É o natural sentimento de "enquanto há vida há esperança".
(Consola-nos saber que, se morrer, o nosso doente deixa descendência.)
terça-feira, janeiro 22, 2008
porque me falta
segunda-feira, janeiro 21, 2008
domingo, janeiro 20, 2008
sábado, janeiro 19, 2008
quinta-feira, janeiro 17, 2008
quarta-feira, janeiro 16, 2008
segunda-feira, janeiro 14, 2008
domingo, janeiro 13, 2008
Eu sei que já não nos encontrávamos há algum tempo
Por favor, febre!
sábado, janeiro 12, 2008
Equilíbrio e flexibilidade
Algures nas minhas (recentes) incursões de estudante, tive um professor que me levou a reflectir sobre a forma como está, actualmente, organizada a vida das pessoas na nossa sociedade.
Ora vejamos: repartimos, grosso modo, a vida em três partes (quase) estanques. Quando somos crianças, brincamos e estudamos. Quando adultos, trabalhamos. E quando idosos, descansamos.
E eu questiono-me se não seria mais inteligente, eficiente, e até mesmo feliz, se a nossa vida pudesse ser mais equilibrada ao longo de toda a sua duração.
Dando um exemplo prático: porque não podemos estudar durante a idade adulta (e aqui refiro-me a estudar mesmo, sem trabalhar em simultâneo – benefício que julgo só ser permitido a (alguns) professores)? Ou, segundo exemplo, porque não nos é permitido simplesmente decidir passar dois ou seis meses da nossa vida a descansar e a viajar, de vez em quando?
Esta reflexão conduz-me também aos nossos sistemas de segurança social e à forma como funcionam. Naturalmente, que perante a forma como temos a vida “organizada”, com frequência a ideia da postecipação da (ansiada) reforma é alvo de fortes críticas. É inevitável que tal aconteça. Mas creio que essa reacção se prende com o facto de muitos planearem as suas vidas para o “aí é que será mesmo bom”, “aí sim, poderão finalmente usufruir a vida!”.
No entanto, note-se que, por muito que não nos agrade a ideia, as pensões de reforma não foram concebidas para nos financiar o descanso merecido, mas sim para nos permitir ter qualidade de vida, quando já não pudermos exercer a nossa profissão com qualidade. O que pode, em boa verdade (e ainda bem que assim é), ocorrer aos 50, aos 60, aos 70, aos 80, aos 90, ou nunca! (Com naturalidade assistimos à opção que algumas pessoas fazem de trabalharem durante toda a vida e com gosto.)
Perante isto, estou em crer que a qualidade de vida e o descanso merecido devem ser vividos constantemente, em plena interacção com o trabalho com que contribuímos para a sociedade em que vivemos, para que seja o equilíbrio a comandar a nossa existência.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
publicidade
terça-feira, janeiro 08, 2008
segunda-feira, janeiro 07, 2008
domingo, janeiro 06, 2008
aceitam-se apostas
sábado, janeiro 05, 2008
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Nos próximos dias
A gerência agradece a vossa compreensão.
segunda-feira, dezembro 24, 2007
O Pai Natal existe
Como ainda é criança e tem de estudar e brincar muito não tem tempo para outras coisas e pede ao Pai Natal para ser ele a trazer as prendas. Mas são tantas que até o Pai Natal já não pode com elas todas. Então são os pais das crianças que o ajudam a entregá-las.
Há dias estive a conversar com a Alice, aquela do País das Maravilhas, e com um amigo dela, o Peter Pan. O Peter Pan é aquele menino que nunca cresce e que vive no País do Nunca, que é como quem diz no mundo que todos nós gostávamos que fosse tão bom que não houvesse crianças com fome e que até ficavam contentes se como prenda lhes dessem só um pedacinho de pão, mesmo que já fosse de bocadinho duro e não tivesse compota. E ainda sem aquela doença das pessoas crescidas que têm a mania de andar em guerra. Também conversei com uma coruja que está sempre a olhar e nunca fala e com um sapo que está sempre a falar e não olha. Falei com um urso pequenino que gosta muito de brincar mas que qualquer dia vai ficar doente da barriga porque quer andar sempre a comer doces. Até já tem os dentes um bocadinho verdes! Também falei com uma sereia tão linda (gosto tanto dela!) que quando fala só se ouve música! E cheira tão bem que até parece que lhe estão sempre a nascer flores das mãos. Falei com as estrelas e com um cometa. Falei com fadas e duendes. Falei com todas as coisas do mundo. Todos me disseram que o Pai Natal existe e o Menino Jesus também!
domingo, dezembro 23, 2007
em directo da vila que tem o mosteiro mais bonito do país
:)
sexta-feira, dezembro 21, 2007
quinta-feira, dezembro 20, 2007
quarta-feira, dezembro 19, 2007
terça-feira, dezembro 18, 2007
primeiro foi uma semana
aproveito para vos desejar um Natal cheio de alegria, junto das vossas famílias. que o Menino, cujo aniversário se celebra, desperte o melhor que há em cada um.
e... um excelente 2008!
sexta-feira, dezembro 07, 2007
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Dia Internacional do Voluntariado
terça-feira, dezembro 04, 2007
fixe fixe
domingo, dezembro 02, 2007
Passeio ao campo
Colhe a hora que passa, hora divina,
Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!
Sinto-me alegre e forte! Sou menina!
Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina…
Pele doirada de alabastro antigo…
Frágeis mãos de madona florentina…
- Vamos correr e rir por entre o trigo! -
Há rendas de gramíneas pelos montes…
Papoilas rubras nos trigais maduros…
Água azulada a cintilar nas fontes…
E à volta, Amor… tornemos, nas alfombras
Dos caminhos selvagens e escuros,
Num astro só as nossas duas sombras…
sábado, dezembro 01, 2007
Será assim tão difícil para as farmácias
Pois, é que eu cá estou fartinha de ir a diferentes farmácias (e nem vou muito, felizmente!) e deparar-me sempre com a mesma lenga-lenga: “Pode voltar mais tarde? É que, de momento, só tenho uma caixa.” Grrrrr... que irritação!
E eu... pois... eu preciso da receita hoje... não tenho tempo de andar por aí a correr inúmeras farmácias até encontrar uma, uma que tenha mais do que um exemplar disponível... eu preciso... e vocês, vocês estão-se a borrifar... eu que volte... ou que perca o resto da receita e vá maçar o médico outra vez. Grrrrr.
Não tenho paciência para farmácias: dependem da vulnerabilidade das pessoas; têm a “faca e o queijo na mão”; e o cliente sujeita-se sempre sem queixas... porque precisa.
Para além de que não consigo MESMO compreender a dificuldade em dispor de mais de um exemplar de cada. Não compreendo (ou será que sou eu que tenho azar?!)!
E nem sequer resulta começar a riscar farmácias da minha lista, porque acho que rapidamente ficarei sem local onde recorrer. É que me parecem todas iguais nestas questões.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Publicidade - Árvores de Natal
Não consegui confirmar esta informação na Internet, mas a ser verdade parece-me uma excelente iniciativa.
Com (demasiada) frequência
terça-feira, novembro 27, 2007
por muito que às vezes não pareça
segunda-feira, novembro 26, 2007
domingo, novembro 25, 2007
novidade
Entretanto, já sujeito à formatação prometida há um tempo atrás, está como novo.
:)
As sombras do passado
sexta-feira, novembro 23, 2007
quarta-feira, novembro 21, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
sexta-feira, novembro 16, 2007
quinta-feira, novembro 15, 2007
Um destes dias tive um sonho que vos incluía...
Compreendi, finalmente, que não foi por vocês que entristeci. Não, vocês, só poderiam ter tomado uma decisão tão difícil se tal fosse o melhor para a vossa felicidade (que eu muito prezo com a minha amizade). Afinal, pude entender que a minha melancolia se devia ao facto de vocês terem posto fim a uma entidade de que eu gostava. Pois, no meu sonho, vocês tinham matado o "vós", o "tu + tu". E eu, egoisticamente, ficara triste porque gostava muito do vosso "vós". O "tu + tu" era um algo que eu apreciava muito (de “quem” eu também era amiga...) e que tinha morrido...
Fiquei, enfim, aliviada por poder compreender(-me).
Agora já acordada... confundo sonho e realidade.
quarta-feira, novembro 14, 2007
segunda-feira, novembro 12, 2007
domingo, novembro 11, 2007
O amor é
o sangue do sol dentro do sol. A inocência repetida mil vezes na vontade sincera de desejar que o céu compreenda. Levantam-se tempestades frágeis e delicadas na respiração vegetal do amor. Como uma planta a crescer da terra. O amor é a luz do sol a beber a voz doce dessa planta. Algo dentro de qualquer coisa profunda. O amor é o sentido de todas as palavras impossíveis. Atravessar o interior de uma montanha. Correr pelas horas originais do mundo. O amor é a paz fresca e a combustão de um incêndio dentro, dentro, dentro, dentro, dentro dos dias. Em cada instante de manhã, o céu a deslizar como um rio. À tarde, o sol como uma certeza. O amor é feito de claridade e da seiva das rochas. O amor é feito de mar, de ondas na distância do oceano e de areia eterna. O amor é feito de tantas coisas opostas e verdadeiras. Nascem lugares para o amor e, nesses jardins etéreos, a salvação é uma brisa que cai sobre o rosto suavemente.
José Luís Peixoto, in Uma casa na escuridão
quinta-feira, novembro 08, 2007
quarta-feira, novembro 07, 2007
O teste da banheira
- Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa de ser hospitalizado aqui?
Respondeu o diretor:
- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.
- Entendi - disse o visitante - uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher.
- Não - respondeu o diretor - uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo. O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?
[Dedicado a todos que escolheram o balde.]
terça-feira, novembro 06, 2007
snif
snif
:(
O meu portátil está doente.
segunda-feira, novembro 05, 2007
conversas, como cerejas
conversas, como cerejas... adoro-as
domingo, novembro 04, 2007
se ao menos
porque se eu soubesse o que é aproveitar a vida, não deixaria de o fazer todos os dias, cada dia, cada momento...
mas não sei, ou talvez saiba, mas então não sei que sei.
ahhh... se ao menos eu soubesse...


























