quarta-feira, julho 22, 2009

Disse-me uma amiga um destes dias:

se fosse hoje tinha escrito uma espécie de diário desde que a minha filha nasceu; nos primeiros meses pensava que me lembraria sempre do que ia acontecendo, mas agora vejo que não; já não me lembro da maioria das coisas...

Foi esta conversa que me levou a tomar a decisão de começar a escrever um pseudo-diário. Mas comecei a pensar que escrever à moda antiga, com papel e lápis não era coisa para mim, quanto mais não seja porque sou hoje muito mais lenta a escrever com uma caneta do que num teclado. Daí à ideia de um blog foi um tirinho.

Por isso, acabou de nascer (hoje, que a maria celebra três meses) um blog que se pode dizer filho deste. Provavelmente podem chamar-lhe um babyblog. Mas vai ser escrito do ponto de vista da maria, ou pelo menos sob aquele que poderia ser o seu ponto de vista se ela tivesse realmente um.

Desejem-nos sorte para este nosso novo empreendimento!

3º aniversário

Hoje a Maria celebra três meses.
Começo agora a compreender as coisas boas de ser mãe. Quando a maternidade surge, a confusão é enorme. Entre hormonas, inexperiências, inseguranças, etc, etc, etc, tudo parece demasiado complicado e assustador: o não ser capaz, o não ter perfil,... ter a vida voltada do avesso.

Agora, na verdade mantêm-se as hormonas, as inexperiências, as inseguranças, etc, etc, etc... a vida voltada do avesso. Mas, mais importante do que tudo isto, é o sentimento que nos começa a invadir com uma força crescente.
Se antes, para mim, a maternidade era uma opção de vida como outra qualquer. Hoje, continuando naturalmente a respeitar todas as opções, fico muito feliz por ter entrado de cabeça nesta aventura.

Participar no crescimento, a todos os níveis, de um ser humano que não sendo nosso (do qual somos somente educadores privilegiados) é parte de nós, é realmente inexplicável.

De facto, uma experiência que nos transcende!

sábado, julho 11, 2009

caras cólicas

podem por favor deixar a maria em paz? era assim um favor que nos faziam. a nós, pais, mas principalmente à pequena. é que vocês chegaram à vidinha dela muito mais cedo do que é o dito normal. por isso, seria simpático se também se fossem embora um bocadinho antes desse mesmo normal. era, digamos, justo.
ah e, já agora, quando forem visitar outros meninos, vejam se não ficam muito tempo em cada um, porque eles são pequeninos e não merecem o vosso tratamento de choque.
muito obrigada pela vossa atenção,

a mãe da maria

quarta-feira, julho 08, 2009

(...) As pessoas ficam mais bonitas quando se precipitam. E quando erram. Sobretudo, muitas vezes. E logo que reclamam, de viva voz, acenos de atenção. E quando pedem mimo, em gestos bem embrulhados. E quando reconhecem que a língua só se entaramela quando a falam para dentro. E que os pequenos-nada são tudo o que torna a vida grande e luminosa. E ficam mais bonitas quando se navegam. Ao leme! E quando namoram. E quando brincam. E sempre que aceitam que crescer é ganhar tempo ao tempo. Na verdade, ninguém é um exemplo para ninguém! É o desafio de ter em quem acreditar que separa os maus exemplos das ocasiões em que alguém nos diz, devagarinho, quase sempre sem querer: «penso em ti!». E só assim a vida volta para nós. Pelo seu pé. Mais outra vez.
Eduardo Sá, Revista Pais & Filhos, Julho 2009

terça-feira, julho 07, 2009

começo a desconfiar que

o cocó de bebé viola a lei da gravidade.

quinta-feira, julho 02, 2009

a minha vida social

tem agora os seus picos de existência nas idas à ginástica pós-parto. pois.

quarta-feira, julho 01, 2009

o icarus diz que está lixado:

a maria sai à mãe... só quer conversa e passeio. já sabe o que é bom, a miúda!
:)

segunda-feira, junho 29, 2009

Hoje, neste belo dia de Verão

que S. Pedro nos reservou, tive um conjunto de peripécias (e ainda o dia vai a meio!), das quais vos conto uma bem engraçada.

Ora sucedeu que eu precisei de ir ao centro comercial Vasco da Gama. Com a Maria, claro está! Por razões que não vêm agora ao caso, ia eu tentar entrar pelas portas de trás (as que são voltadas para o rio), que têm uma rampa, que por sinal dá um jeitaço a quem anda com um carrinho de bebé atrás (ou melhor, à frente), e o que aconteceu então: parece que a rampa está fora de serviço. Mas o melhor nem é isso. O melhor é a sugestão que está abaixo do aviso, e que é qualquer coisa como o seguinte: se precisar mesmo de usar a rampa, dirija-se ao balcão de informação. Hummm... onde será o balcão de informação do centro comercial Vasco da Gama, pergunto eu? Bem, supondo que não é na rua, junto à rampa, não estou a ver a utilidade, confesso, daquela informação. Porque se eu conseguisse chegar ao balcão de informação, talvez já não precisasse da rampa. Não sei... é só um palpite!

Ora, eu já andava um pouco aborrecida com o dia, e devo confessar que este episódio não ajudou. Até parece que estão a gozar com a cara de uma pessoa.

Pelos vistos, com o mau tempo, nem as rampas funcionam. O melhor mesmo é ficar em casa o resto do dia. Isto se a Maria deixar, que ela é como a mãe: só gosta é de passeio!

terça-feira, junho 23, 2009

domingo, junho 21, 2009

corrida de saltos altos em Lisboa:
eu cá, só andar e mal. correr poderia tornar-se uma actividade verdadeiramente perigosa!

quinta-feira, junho 18, 2009

A minha mãe costuma usar a expressão:

"quem meus filhos beija, minha boca adoça".
Devo dizer que concordo, de facto.

segunda-feira, junho 15, 2009

Belo temporal

Quem diria que estamos em Junho.
O S. Pedro, de ano para ano, está mais baralhado. A idade também não ajuda!

quinta-feira, junho 04, 2009

biquinis e afins

eheheh
Ontem queria comprar um fato de banho com o objectivo de esconder a minha (bastante feia) barriga ao longo deste Verão.
Hoje sei que preciso necessariamente de comprar algo, seja um fato de banho ou biquini. Ora porquê?! Porque os biquinis que tenho me ficam actualmente muito engraçados no peito.
eheheh

quarta-feira, junho 03, 2009

Bem, o tempo passa agora

mais a correr do que nunca. Passaram de repente tantos dias sem que vos dissesse alguma coisa, que até me pesa a consciência.

Não, ainda não caí para o lado, embora já tenha havido momentos em que tenha estado muito perto disso. A Maria tem sido muito absorvente e o cansaço dos pais já vai sendo muito, especialmente em alguns dias mais apurados.

O pai, desde que começou a trabalhar anda a cair para o lado, o que nem dá bem para compreender :), uma vez que tenho sido eu a mais activa nas chamadas questões técnicas. Mas, às vezes até tenho pena dele.
Eu, que tenho a ajuda das hormonas (que elas sirvam para alguma coisa útil de vez em quando!) também não ando muito tratável.

Ora, ainda não consigo compreender bem a linguagem da Maria, apesar de ela se esforçar bastante!
Ando com o dom de me preocupar com ela só por dois motivos: por tudo e por nada! O que nem parece justificar-se, porque olhando friamente, acho que a miúda está óptima. Mas, se come muito, é porque pode vomitar, coisa que ela aparentemente tem muita facilidade em fazer :(
Se não come, é porque pode não estar a crescer devidamente.
Às vezes, felizmente, o pai (obrigada amigo!) tem uns laivos de sabedoria e elogia-me de uma maneira comovente, o que me deixa sempre um pouco mais tranquila com o meu novo papel.

Bem, resumindo, a pimpolha já tem mais de um mês. E está sempre a mudar (a uma velocidade alucinante). E eu estou dividida entre o que isso tem de deslumbrante e de assustador, porque quando penso que começo a perceber alguma coisa da piquena, ela decide mudar as regras do jogo.

Estou em crer que o pai sempre teve razão e que a moça tem um bocadinho de mau feitio. Será o seu signo a manifestar-se?!
De uma coisa podem ficar descansados: sabe gritar bastante bem. Safam-na de saltar pela janela os sorrisos que vai muito generosamente distribuindo.

sexta-feira, maio 08, 2009

Um bom dia:

- Já temos infantário para a Maria, o que é um alívio;
- A Maria decidiu, na noite passada, dormir umas boas horinhas seguidas o que permitiu aos papás recarregar baterias;
- Eu consegui finalmente enfiar-me dentro de umas calças "normais". É verdade que antes eram as minhas caças de ganga mais largas, e que agora me estão apertadíssimas, mas isso não interessa nada;
- E já voltei ao patamar dos quarentas (kg). Isto porque no final da gravidez estava nos cinquentas (bem grandinhos!). Não digo agora de onde parti, porque isso, para já, também não interessa nada.

Pois... um bom dia!

quarta-feira, maio 06, 2009

bolçado 1 - mudar roupa de fora e interior
bolçado 2 - mudar roupa de fora 2
chichi durante a muda da fralda - mudar interior 2

Boa filha!

É claro que houve aqui alguma dose de inexperiência dos papás... estamos todos a aprender-nos na nossa nova condição.

As hormonas

durante a gravidez não são fáceis, mas no pós-parto não são nada melhores...

sábado, maio 02, 2009

Pequenos nadas

Hoje consegui recolocar a minha aliança, que tive de abandonar há algumas semanas atrás.
:)