sexta-feira, março 23, 2007
quarta-feira, março 21, 2007
de profundis amamus
Ontem
às onze
fumaste
um cigarro
encontrei-te
sentado
ficámos para perder
todos os teus eléctricos
os meus
estavam perdidos
por natureza própria
Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros
Olha
como só tu sabes olhar
a rua ____ os costumes
O público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
e há quatro mil pessoas interessadas
nisso
Não faz mal ____ abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados ____ maravilhosos ____ únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso
Mário Cesariny
às onze
fumaste
um cigarro
encontrei-te
sentado
ficámos para perder
todos os teus eléctricos
os meus
estavam perdidos
por natureza própria
Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros
Olha
como só tu sabes olhar
a rua ____ os costumes
O público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
e há quatro mil pessoas interessadas
nisso
Não faz mal ____ abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados ____ maravilhosos ____ únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso
Mário Cesariny
10.05.1910 – 19.03.2007
Quase 97 anos de vida. Seis filhos. Nove netos. Quatro bisnetos.
Quando a vida decorre ao seu ritmo natural e a morte nos chega pela mesma ordem que a vida o fez, tudo parece perfeito e é assim possível aceitar a morte com alguma (não demasiada) naturalidade.
Primeiro os bisavôs e bisavós, depois os avôs e avós, depois os filhos e filhas, depois os netos e netas e só por fim os bisnetos e bisnetas, para tudo recomeçar, quando estes já forem eles próprios bisavôs ou bisavós.
Sim, por esta ordem, a morte é mais tranquila e consigo até aceitá-la como natural.
Assim só me posso permitir ficar feliz com os quase 97 anos de vida da avó do Icarus.
Maria Vitória seu nome.
Quando a vida decorre ao seu ritmo natural e a morte nos chega pela mesma ordem que a vida o fez, tudo parece perfeito e é assim possível aceitar a morte com alguma (não demasiada) naturalidade.
Primeiro os bisavôs e bisavós, depois os avôs e avós, depois os filhos e filhas, depois os netos e netas e só por fim os bisnetos e bisnetas, para tudo recomeçar, quando estes já forem eles próprios bisavôs ou bisavós.
Sim, por esta ordem, a morte é mais tranquila e consigo até aceitá-la como natural.
Assim só me posso permitir ficar feliz com os quase 97 anos de vida da avó do Icarus.
Maria Vitória seu nome.
segunda-feira, março 19, 2007
óptimo
Hoje ouvi-te utilizar a palavra óptimo. Soou-me de tal forma estranha, que desconfio que foi a primeira vez que ta ouvi pronunciar. Digamos que para quem, geralmente, tudo na vida se reduz a razoável ou a mais ou menos este é um enorme prodígio.
Agora só tens de continuar com essa perspectiva.
É que sabes que a VIDA é mesmo óptima, não sabes?!
Agora só tens de continuar com essa perspectiva.
É que sabes que a VIDA é mesmo óptima, não sabes?!
domingo, março 18, 2007
O meu trabalho tem uma importância que considero relativa. Isto porque acredito que a importância de qualquer trabalho depende do facto do mesmo ter, ou não, a seu cargo vidas humanas. Nos casos em que tal se verifica, os erros ou os atrasos podem ser fatais. Por exemplo, um controlador aéreo tem de minimizar os seus erros a zero. Um piloto de aviões também. De um médico espera-se o mesmo.
Já do meu trabalho, em boa verdade, não dependem vidas humanas. Nem quaisquer outras formas de vida. Acho-o importante. Mas só (e nada mais do que) relativamente importante.
Assim, não consigo entender o stress que o envolve. Porquê tanto?! Claro que temos prazos que devemos cumprir, e que nós, pelo brio profissional que nos move, gostamos de respeitar. Mas, se porventura tal não acontecer, ninguém morre. Nem o mundo acabará.
Então, porquê todo este stress? (E já agora, como lidar com ele?)
Já do meu trabalho, em boa verdade, não dependem vidas humanas. Nem quaisquer outras formas de vida. Acho-o importante. Mas só (e nada mais do que) relativamente importante.
Assim, não consigo entender o stress que o envolve. Porquê tanto?! Claro que temos prazos que devemos cumprir, e que nós, pelo brio profissional que nos move, gostamos de respeitar. Mas, se porventura tal não acontecer, ninguém morre. Nem o mundo acabará.
Então, porquê todo este stress? (E já agora, como lidar com ele?)
Ao observar a radiografia
dos pulmões de um paciente, certo médico diz-lhe que aqueles se encontram impecáveis. Sem quaisquer problemas, apesar de fumador assíduo.
Uns meses mais tarde outro médico, em presença da mesma radiografia, detecta imediatamente e sem reservas a presença de dois tumores.
Passam mais alguns meses e o paciente morre... vítima de cancro.
Não faço ideia se, na eventualidade da doença ter sido detectada na primeira observação dos exames de diagnóstico, a situação poderia ter sido diferente.
Mas confesso que saber destas situações me assusta. Muito.
Uns meses mais tarde outro médico, em presença da mesma radiografia, detecta imediatamente e sem reservas a presença de dois tumores.
Passam mais alguns meses e o paciente morre... vítima de cancro.
Não faço ideia se, na eventualidade da doença ter sido detectada na primeira observação dos exames de diagnóstico, a situação poderia ter sido diferente.
Mas confesso que saber destas situações me assusta. Muito.
quarta-feira, março 14, 2007
terça-feira, março 13, 2007
Cúmulo é
comprar o mesmo produto numa loja em Lisboa e num site alemão e ser o segundo, não o primeiro, a trazer instruções em português.
domingo, março 11, 2007
contradições
De um lado... fast-food e exageros alimentares cometidos diariamente.
Do outro lado... fixação pelas dietas e proliferação de alimentos enriquecidos com cálcio, fibras, vitaminas, bífidus activos, estanol e tantos outros, destinados a compensar os exageros.
Contradições no nosso binómio tempo/espaço.
Do outro lado... fixação pelas dietas e proliferação de alimentos enriquecidos com cálcio, fibras, vitaminas, bífidus activos, estanol e tantos outros, destinados a compensar os exageros.
Contradições no nosso binómio tempo/espaço.
sábado, março 10, 2007
Porque temos
tanta aversão à mudança?
Será que é a estabilidade e a segurança que nos faz mais felizes?
Será que é a estabilidade e a segurança que nos faz mais felizes?
Instalo-me na varanda.
Mas praticamente não consigo ver o ecrã do portátil onde preciso de trabalhar.
Regresso para dentro de casa. Mas só me apetece ir para a varanda.
Não, isto hoje não está fácil.
Regresso para dentro de casa. Mas só me apetece ir para a varanda.
Não, isto hoje não está fácil.
quinta-feira, março 08, 2007
quarta-feira, março 07, 2007
Com frequência dou comigo, de uma forma totalmente inesperada, a ir de encontro a coisas que aparentemente se me atravessam à frente.
Será por ser desastrada? Será por não ter consciência do espaço que ocupo, o qual, diga-se de passagem, nem sequer é muito?
(Ou serão afinal os objectos que, brincalhões, se deslocam para a minha frente quando eu me aproximo?! Parece-me esta terceira hipótese a mais verosímil.)
Será por ser desastrada? Será por não ter consciência do espaço que ocupo, o qual, diga-se de passagem, nem sequer é muito?
(Ou serão afinal os objectos que, brincalhões, se deslocam para a minha frente quando eu me aproximo?! Parece-me esta terceira hipótese a mais verosímil.)
terça-feira, março 06, 2007
O problema de começar a semana
cheio de energia é que se arrica a descarregar a bateria logo nos primeiros dias.
segunda-feira, março 05, 2007
fotografia
A noite do último eclipse lunar fez-me compreender que conseguir uma boa fotografia envolve tempo, paciência e persistência.
domingo, março 04, 2007
sábado, março 03, 2007
Há pessoas que possuem o dom
de transformar ideias teoricamente bastante boas em verdadeiras desgraças práticas.
sexta-feira, março 02, 2007
Hoje é um dia especial porque
se completa o primeiro ano de existência deste tasco. Pois é, já passou um aninho desde que escrevi o primeiro post.
Quanto a estatísticas: publicámos 344 posts; e, curiosamente, hoje atingimos as 5000 visitas contadas. Claro que não é nada de especial! Mas também tenho consciência que o tempo que vos disponibilizo (e não só eu! não é icarus?!) não é o necessário e suficiente. E também a criatividade tem escasseado frequentemente.
Muitas vezes, nos últimos tempos, me tenho questionado sobre a continuação ou não deste “projecto”. No entanto, mesmo sentindo que nem sempre vos damos matéria de qualidade, não me apetece abandoná-lo. Ao fim e ao cabo creio que a vontade de partilhar parte de mim, e às vezes parte de nós, se sobrepõe. Directa ou indirectamente é um pouco de nós que vamos deixando nestes espaços. Seja através de textos mais ou menos elaborados, pensamentos, fotografias e tantos outros pequenos nadas... tudo reflecte um pouco do que somos.
Por isso, para já, e apesar de ter consciência que continuarei a não ter muito tempo para vos dar conteúdos de qualidade, por aqui me encontrarão.
Continuemos então a caminhar... porque o caminho está a valer a pena. E vocês vão aparecendo, porque enquanto houver, mais ou menos, visitas a vontade de continuar manter-se-á!
Quanto a estatísticas: publicámos 344 posts; e, curiosamente, hoje atingimos as 5000 visitas contadas. Claro que não é nada de especial! Mas também tenho consciência que o tempo que vos disponibilizo (e não só eu! não é icarus?!) não é o necessário e suficiente. E também a criatividade tem escasseado frequentemente.
Muitas vezes, nos últimos tempos, me tenho questionado sobre a continuação ou não deste “projecto”. No entanto, mesmo sentindo que nem sempre vos damos matéria de qualidade, não me apetece abandoná-lo. Ao fim e ao cabo creio que a vontade de partilhar parte de mim, e às vezes parte de nós, se sobrepõe. Directa ou indirectamente é um pouco de nós que vamos deixando nestes espaços. Seja através de textos mais ou menos elaborados, pensamentos, fotografias e tantos outros pequenos nadas... tudo reflecte um pouco do que somos.
Por isso, para já, e apesar de ter consciência que continuarei a não ter muito tempo para vos dar conteúdos de qualidade, por aqui me encontrarão.
Continuemos então a caminhar... porque o caminho está a valer a pena. E vocês vão aparecendo, porque enquanto houver, mais ou menos, visitas a vontade de continuar manter-se-á!
quinta-feira, março 01, 2007
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
domingo, fevereiro 25, 2007
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Existe uma conspiração
contra a minha pessoa entre o meu trabalho e o meu corpo. Esta semana, imediatamente após a ultrapassagem de um enorme pico de trabalho, comecei a sentir-me doente. Aparentemente, o meu trabalho deu autorização ao meu corpo para adoecer. E este não esteve com meias medidas e decidiu usufruir da autorização. Passou-se! E nem consultou a minha pessoa. Não conto facilitar-lhe a vida. Ai não não!
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Como todas as coisas do universo, estamos destinados, desde que nascemos, a divergir. O tempo é apenas a unidade de medida dessa separação. Se nós somos partículas num mar de distância, que explodiram de um todo original, então existe uma ciência para a nossa solidão. Estamos sós em proporção aos nossos anos.
A perfeição é a consequência natural da eternidade: espera o tempo que for preciso e tudo realizará o seu potencial. O carvão transforma-se em diamante, a areia em pérolas, os gorilas em homens. Apenas não nos é dado a nós, no tempo de uma vida, ver essas transformações e é por isso que cada fracasso se transforma num aviso da morte.
A perfeição é a consequência natural da eternidade: espera o tempo que for preciso e tudo realizará o seu potencial. O carvão transforma-se em diamante, a areia em pérolas, os gorilas em homens. Apenas não nos é dado a nós, no tempo de uma vida, ver essas transformações e é por isso que cada fracasso se transforma num aviso da morte.
Ian Caldwell & Dustin Thompson in A Regra de Quatro
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Sento-me.
De facto, a cadeira é confortável. Mas o lugar é horroroso. Vai começar. Vejo a agulha aproximar-se. Espeta de um lado. Espeta do outro. Sinto metade da boca a adormecer. Fica rígida, muito rígida. Espera cinco minutos e aproveita para ajustar a música que iremos ouvir. Prometo a mim mesma que serei forte. Nada de criancices. Começam a entrar instrumentos. Fecho os olhos. Prefiro não ver. Ouço brocas, aspiradores... Procuro concentrar-me na música.
“Abra um pouco mais a boca por favor. Só mais um bocadinho.” Sinto que vou sair dali com a boca deformada. Para além de adormecida.
Sinto dedos a deformarem-me a boca. Brocas... aspiradores... objectos em que não quero pensar. Tento abstrair-me. Concentrar-me na música.
Abro um pouco os olhos. A medo. Continua o entra e sai. Da boca deformada. É melhor manter os olhos fechados. Música, lembras-te?! Concentra-te!
De repente os barulhos terminam. E fica a música.
Sei que estou quase a sair dali. Começa a regressar alguma felicidade à minha boca deformada e adormecida.
“So far so good" – Diz-me. Está a correr bem. Óptimo!
Sei que terei de regressar, mas agora estou mais tranquila. Acho que o pior já passou. E sei que posso sempre concentrar-me na música.
“Abra um pouco mais a boca por favor. Só mais um bocadinho.” Sinto que vou sair dali com a boca deformada. Para além de adormecida.
Sinto dedos a deformarem-me a boca. Brocas... aspiradores... objectos em que não quero pensar. Tento abstrair-me. Concentrar-me na música.
Abro um pouco os olhos. A medo. Continua o entra e sai. Da boca deformada. É melhor manter os olhos fechados. Música, lembras-te?! Concentra-te!
De repente os barulhos terminam. E fica a música.
Sei que estou quase a sair dali. Começa a regressar alguma felicidade à minha boca deformada e adormecida.
“So far so good" – Diz-me. Está a correr bem. Óptimo!
Sei que terei de regressar, mas agora estou mais tranquila. Acho que o pior já passou. E sei que posso sempre concentrar-me na música.
domingo, fevereiro 18, 2007
ano novo chinês
Hoje é dia de ano novo no calendário chinês. Este tem início na segunda lua nova após o solstício de Inverno, que este ano coincide com o dia 18 de Fevereiro.
Começa hoje o ano 4705, ano do porco vermelho feminino.
O calendário chinês é formado por ciclos de 60 anos, os quais resultam da combinação dos 12 animais do seu zodíaco (rato, boi, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, ovelha, macaco, galo, cão e porco) com os cinco elementos considerados naquela matriz cultural (madeira, fogo, terra, metal e água) e com o yin e yang.
Este ano é, portanto, o ano do porco, fogo e yin.
Aproveito para vos desejar um feliz ano novo chinês!
Começa hoje o ano 4705, ano do porco vermelho feminino.
O calendário chinês é formado por ciclos de 60 anos, os quais resultam da combinação dos 12 animais do seu zodíaco (rato, boi, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, ovelha, macaco, galo, cão e porco) com os cinco elementos considerados naquela matriz cultural (madeira, fogo, terra, metal e água) e com o yin e yang.
Este ano é, portanto, o ano do porco, fogo e yin.
Aproveito para vos desejar um feliz ano novo chinês!
sábado, fevereiro 17, 2007
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Começamos com ofertas diferentes. Bastante diferentes até. Mas o desejo de nos aproximarmos impera. Então começamos a ceder. Tu um pouco. Eu um pouco. Aproximamo-nos. Devagar. Estamos próximos. Vá lá, é preciso ceder mais um bocadinho às ofertas iniciais.
Eis então que o encontro acontece.
Alegre.
Numa realidade que já não é a tua, nem sequer a minha. É a nossa. E foi inventada na busca do encontro.
Eis então que o encontro acontece.
Alegre.
Numa realidade que já não é a tua, nem sequer a minha. É a nossa. E foi inventada na busca do encontro.
s. valentim
por princípio gosto de motivos para celebrar. gosto. gosto de oferecer e receber presentes. gosto de surpreender, de ser surpreendida. gosto de festejar. dias como o de s. valentim quando passam a ser marcados no meu calendário começam por ser apreciados e acarinhados.
no entanto, com todo o esforço do marketing e da publicidade, tudo o que é "magia" inicial se transforma em vulgaridade final.
já chega! basta de importações de festas consumistas que nada nos trazem de novo, que nem sequer conhecemos bem, mas que importamos ávidos de novas oportunidades para alimentar o consumismo desenfreado.
no entanto, com todo o esforço do marketing e da publicidade, tudo o que é "magia" inicial se transforma em vulgaridade final.
já chega! basta de importações de festas consumistas que nada nos trazem de novo, que nem sequer conhecemos bem, mas que importamos ávidos de novas oportunidades para alimentar o consumismo desenfreado.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Alberto Caeiro (O Guardador de Rebanhos)
E pela primeira vez no universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Alberto Caeiro (O Guardador de Rebanhos)
domingo, fevereiro 11, 2007
Os resultados do referendo estão apurados.
Fico contente pela vitória do sim. Principalmente porque acredito que estão criadas as condições para que entre na agenda política do país um conjunto de medidas que conduzirão à diminuição efectiva do número de abortos.
E há tanto a fazer...
E há tanto a fazer...
sábado, fevereiro 10, 2007
sexta-feira, fevereiro 09, 2007

às vezes queremos pintar a realidade a preto e branco.
contudo, ela é sempre colorida e as cores misturam-se profundamente, em jeito de arco-iris.
(imagem)
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
memórias de infância #3
Aparentemente o Sítio do Picapau Amarelo teve diferentes genéricos. Dos que encontrei no youtube, o que recordo é este (o mais recente). Parece-me normal, dado que os outros datam de anos dos quais não guardo memórias (era muito "piquinina"!).
terça-feira, fevereiro 06, 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
escrevo. uma palavra. outra palavra. ainda outra palavra. mais duas ou três palavras. uma frase. um ponto final. mais algumas palavras. um ponto de exclamação. ou será um ponto final. pois. não sei. vislumbro um ponto de interrogação. questiono. exclamo. afirmo. muitas palavras. nada com interesse. nada. somente estas palavras sem sentido. sem sentido.
domingo, fevereiro 04, 2007
Se tu viesses ver-me...
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
1h15m
Foi o tempo que demorei a chegar a casa, utilizando os transportes públicos. Percurso que de carro, e à mesma hora, demora aproximadamente 30 minutos.
Sempre que regresso a casa utilizando os transportes públicos dou comigo a reflectir sobre o assunto.
Para fazer o percurso trabalho-casa, por exemplo, preciso de:
1. metro;
2. outra linha de metro;
3. comboio;
4. autocarro;
4 (alternativo). caminhada.
Ufa!
A parte do metro e do comboio, em condições de sorte, pode ser simpaticamente rápida. O caso já piora na fase final do percurso.
No caso de escolher a caminhada, esta dura cerca de 20 minutos (e sem “pastelar”). Note-se que eu até gosto bastante de caminhar, mas confesso que quando regresso a casa não tenho muita paciência, dado que me centro demasiado no objectivo de chegar. Para além de que metade do percurso é a subiiiiiir!
No caso de optar pelo autocarro, tenho normalmente um percurso altamente peculiar à minha espera. (Recordo a primeira vez que apanhei um dos autocarros... Perguntei na altura ao condutor: “Passa no bairro X?”. Ao que ele respondeu: “Passo, passo, mas pode-se sentar que ainda vai demorar”. Demorar!?... e de que maneira. Pensava nunca mais chegar! Demos a volta a toda a cidade antes de lá chegar.)
Efectivamente, para ambas as opções o tempo de percurso não difere muito. (Para contextualizar, o percurso comboio-casa demora, de carro, cerca de 3 minutos.)
Ora, isto faz-me sempre reflectir, porque eu, em boa verdade, gostava de me deslocar diariamente utilizando transportes públicos. Defendo isto em teoria: é mais ecológico, evita o trânsito, permite-me ler enquanto viajo... parecem só vantagens!
No entanto, actualmente, não tenho qualquer incentivo para viajar de transportes para a cidade. Demoro mais tempo, gasto mais (dado que não viajo sozinha de carro) e é ainda muito menos confortável em termos de horários. Isto porque se, por um lado, ao final da tarde há autocarros com muita frequência aqui para o bairro (ainda que dando uma imenso “passeio”), por outro lado, pela manhã os mesmos passam de 30 em 30 minutos, o que não augura nada de bom.
Eu entendo esta questão dos transportes como um ciclo vicioso. O pessoal não utiliza porque não tem incentivos; como não há mais procura, não aumenta a oferta; como a oferta não aumenta, o pessoal não frequenta;...
Parece-me que só pelo lado da oferta se pode quebrar este ciclo. Quando a oferta me aliciar, certamente que andarei muito mais de transportes públicos. Até lá vou-me rendendo ao comodismo, que tanto me incomoda.
É pena que no país não haja uma preocupação efectiva com este assunto. O ambiente agradecia e, em última instância, toda a sociedade ganhava!
Sempre que regresso a casa utilizando os transportes públicos dou comigo a reflectir sobre o assunto.
Para fazer o percurso trabalho-casa, por exemplo, preciso de:
1. metro;
2. outra linha de metro;
3. comboio;
4. autocarro;
4 (alternativo). caminhada.
Ufa!
A parte do metro e do comboio, em condições de sorte, pode ser simpaticamente rápida. O caso já piora na fase final do percurso.
No caso de escolher a caminhada, esta dura cerca de 20 minutos (e sem “pastelar”). Note-se que eu até gosto bastante de caminhar, mas confesso que quando regresso a casa não tenho muita paciência, dado que me centro demasiado no objectivo de chegar. Para além de que metade do percurso é a subiiiiiir!
No caso de optar pelo autocarro, tenho normalmente um percurso altamente peculiar à minha espera. (Recordo a primeira vez que apanhei um dos autocarros... Perguntei na altura ao condutor: “Passa no bairro X?”. Ao que ele respondeu: “Passo, passo, mas pode-se sentar que ainda vai demorar”. Demorar!?... e de que maneira. Pensava nunca mais chegar! Demos a volta a toda a cidade antes de lá chegar.)
Efectivamente, para ambas as opções o tempo de percurso não difere muito. (Para contextualizar, o percurso comboio-casa demora, de carro, cerca de 3 minutos.)
Ora, isto faz-me sempre reflectir, porque eu, em boa verdade, gostava de me deslocar diariamente utilizando transportes públicos. Defendo isto em teoria: é mais ecológico, evita o trânsito, permite-me ler enquanto viajo... parecem só vantagens!
No entanto, actualmente, não tenho qualquer incentivo para viajar de transportes para a cidade. Demoro mais tempo, gasto mais (dado que não viajo sozinha de carro) e é ainda muito menos confortável em termos de horários. Isto porque se, por um lado, ao final da tarde há autocarros com muita frequência aqui para o bairro (ainda que dando uma imenso “passeio”), por outro lado, pela manhã os mesmos passam de 30 em 30 minutos, o que não augura nada de bom.
Eu entendo esta questão dos transportes como um ciclo vicioso. O pessoal não utiliza porque não tem incentivos; como não há mais procura, não aumenta a oferta; como a oferta não aumenta, o pessoal não frequenta;...
Parece-me que só pelo lado da oferta se pode quebrar este ciclo. Quando a oferta me aliciar, certamente que andarei muito mais de transportes públicos. Até lá vou-me rendendo ao comodismo, que tanto me incomoda.
É pena que no país não haja uma preocupação efectiva com este assunto. O ambiente agradecia e, em última instância, toda a sociedade ganhava!
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
começo a ver letras
que me parecem desfocadas no ecrã. deve ser um sinal de aviso para ir descansar. vou obedecer.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
barreiras mentais
Certo dia, numa prática de yoga, estava eu a tentar executar determinada postura invertida, sem qualquer sucesso, pela n-ésima vez, quando de repente ouço a voz da professora: “Vá lá, ita, eu sei que tu consegues!”
Digamos que o motivo do meu insucesso era o chamado “medito”. Tinha sempre a sensação de que estava próxima de realizar a postura, mas faltava-se sempre um pouco (muito pouco) para o conseguir. Julgo que, inconscientemente, eu pensava que me partiria ao meio se insistisse.
Naquele dia, ao ouvir a professora, e quase por magia, consegui executar o exercício bastante bem. Foi uma sensação extraordinária!
Claro que conseguido uma vez, conseguido sempre.
O que mais me incomoda é pensar na limitação psicológica que eu me estava a impor, ainda que de forma inconsciente (uma vez libertada desse limite, o sucesso foi imediato). São impressionantes os preconceitos que nos limitam, mesmo quando nem damos conta.
E é curiosa a forma como o limite, naquele caso, foi desfeito pelo exterior. Penso que, se a professora não me tivesse dito nada, ainda hoje eu não conseguiria praticar aquele asana. Aparentemente, há situações em que os incentivos externos funcionam lindamente.
(Uma boa razão para incentivarmos quem nos rodeia!)
Digamos que o motivo do meu insucesso era o chamado “medito”. Tinha sempre a sensação de que estava próxima de realizar a postura, mas faltava-se sempre um pouco (muito pouco) para o conseguir. Julgo que, inconscientemente, eu pensava que me partiria ao meio se insistisse.
Naquele dia, ao ouvir a professora, e quase por magia, consegui executar o exercício bastante bem. Foi uma sensação extraordinária!
Claro que conseguido uma vez, conseguido sempre.
O que mais me incomoda é pensar na limitação psicológica que eu me estava a impor, ainda que de forma inconsciente (uma vez libertada desse limite, o sucesso foi imediato). São impressionantes os preconceitos que nos limitam, mesmo quando nem damos conta.
E é curiosa a forma como o limite, naquele caso, foi desfeito pelo exterior. Penso que, se a professora não me tivesse dito nada, ainda hoje eu não conseguiria praticar aquele asana. Aparentemente, há situações em que os incentivos externos funcionam lindamente.
(Uma boa razão para incentivarmos quem nos rodeia!)
terça-feira, janeiro 30, 2007
Sapatos com GPS
Já não bastavam os telemóveis... agora antevêem-se sapatos com GPS.
Porque será que isto me soa a Big Brother?!
Porque será que isto me soa a Big Brother?!
domingo, janeiro 28, 2007
Miklos Fehér
sábado, janeiro 27, 2007
Eu não existo sem você
(...)
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
Tom Jobim e Vinícius de Moraes
quinta-feira, janeiro 25, 2007
quarta-feira, janeiro 24, 2007
terça-feira, janeiro 23, 2007
é o estado de espírito
que lhe escolhe a roupa pela manhã. e a roupa contribui-lhe para o estado de espírito ao longo do dia.
será "pescadinha de rabo na boca"?!
será "pescadinha de rabo na boca"?!
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Quando vou ao futebol
gosto especialmente de apreciar o que dizem os comentadores, treinadores e árbitros que se encontram nas bancadas. Pelo meio de todos os especialistas lá se vê um ou outro adepto. Mas não muitos.


domingo, janeiro 21, 2007
sábado, janeiro 20, 2007
quinta-feira, janeiro 18, 2007
na hora de pôr a mesa éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois o meu pai morreu. hoje
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois o meu pai morreu. hoje
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
José Luís Peixoto, in Cemitério de Pianos
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Pedimos desculpa
aos senhores leitores pelas sucessivas interrupções que têm ocorrido nesta emissão nos últimos dias. Factores alheios à nossa vontade o têm determinado.
Não nos é possível, para já, garantir que tal não virá a repetir-se num futuro próximo, contudo faremos todo o esforço para que isso não se verifique. Contamos assim recuperar rapidamente a “qualidade” (ahahahah) a que vos habituámos.
Não nos é possível, para já, garantir que tal não virá a repetir-se num futuro próximo, contudo faremos todo o esforço para que isso não se verifique. Contamos assim recuperar rapidamente a “qualidade” (ahahahah) a que vos habituámos.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
sábado, janeiro 13, 2007
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Bairro do Amor - Jorge Palma
No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém
No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do verão?
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.
No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém
No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do verão?
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.
No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
terça-feira, janeiro 09, 2007
Estou indignada!
Indignada com a minha indignação.
É que hoje deu-me para me indignar com tudo o que me rodeia. Aparentemente tirei o dia para me indignar. Uma indignação clara com uma montanha de coisas que vejo e sinto na pele. Mas, em boa verdade, nada é novo. São verdades já conhecidas. Nada de inesperado. Nada, de facto. Não há novidades!
São as mesmas tristezas de sempre.
Por isso, estou indignada comigo, porque ainda me digno a indignar-me.
Indigno-me com as instituições, com a forma como funcionam, com as decisões que nelas são tomadas.
Indigno-me com o país... tão transbordante de coisas que me dão volta ao estômago.
Mas não deveria indignar-me... É inútil! De nada serve. Só me aborreço. E o meu aborrecimento, até prova em contrário, não muda absolutamente nada!
Por isso, esta indignação com a minha indignação.
É que hoje deu-me para me indignar com tudo o que me rodeia. Aparentemente tirei o dia para me indignar. Uma indignação clara com uma montanha de coisas que vejo e sinto na pele. Mas, em boa verdade, nada é novo. São verdades já conhecidas. Nada de inesperado. Nada, de facto. Não há novidades!
São as mesmas tristezas de sempre.
Por isso, estou indignada comigo, porque ainda me digno a indignar-me.
Indigno-me com as instituições, com a forma como funcionam, com as decisões que nelas são tomadas.
Indigno-me com o país... tão transbordante de coisas que me dão volta ao estômago.
Mas não deveria indignar-me... É inútil! De nada serve. Só me aborreço. E o meu aborrecimento, até prova em contrário, não muda absolutamente nada!
Por isso, esta indignação com a minha indignação.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
domingo, janeiro 07, 2007

"Ao verem a estrela, sentiram uma alegria enorme. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e inclinaram-se para o adorarem. Depois apresentaram o que traziam para lhe oferecer: ouro, incenso e mirra."
Mt 2, 10-11
(imagem)
sábado, janeiro 06, 2007
Manhã simpática,
almoço generoso, passeio vespertino do melhor. Segue-se jantar, que se espera delicioso.
Nos intervalos, vai assobiando para o ar, enquanto finge que desconhece ter uma tese para terminar.
Nos intervalos, vai assobiando para o ar, enquanto finge que desconhece ter uma tese para terminar.
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Este Natal não deixei passar...
Finalmente é meu…
E quem não se lembra desta fabulosa banda sonora?... Um pouco Lego mas… a música tá lá…
pombos

As pombas quando "avoam"
Por incrível que pareça
Ficam sobrevoando, com seu cú "amirando"
Em nossas cabeças,
Daí vem a rajada de sua bazuca anal
Já tem pomba com mira a laser
O tiro sai sempre fatal
(Mamonas Assassinas)
(hoje fui bombardeada... blaaaaarrrrrc... felizmente não foi muito dramático... a mira a laser, para sorte minha, não estava perfeitamente afinada)
Por incrível que pareça
Ficam sobrevoando, com seu cú "amirando"
Em nossas cabeças,
Daí vem a rajada de sua bazuca anal
Já tem pomba com mira a laser
O tiro sai sempre fatal
(Mamonas Assassinas)
(hoje fui bombardeada... blaaaaarrrrrc... felizmente não foi muito dramático... a mira a laser, para sorte minha, não estava perfeitamente afinada)
quarta-feira, janeiro 03, 2007
terça-feira, janeiro 02, 2007
promoções... ou nem tanto
Estou com uma dúvida existencial: onde é que a Mango (passo a publicidade) vai buscar tanta porcaria, sim... porcaria!, para colocar nas suas lojas nas épocas de saldos, promoções, ou o raio?
Hoje, e após ter visto umas coisas giras em época normal, decidi experimentar a sorte e tentar as promoções. Malograda tentativa! Entrei, percorri a loja em dois tempos, irritei-me e saí. Nem estava muita gente, mas foi-me completamente impossível encontrar qualquer coisa de interesse entre as toneladas de monos que arranjaram para trazer para a loja.
Questiono-me se, por acaso, conseguirão vender aquelas tretas todas. Bem, certamente que não porque, se conseguissem, já as teriam vendido na época passada e não as teriam lá agora. Porque não desistem então! Seria bom que demonstrassem algum respeito pelas suas clientes.
Acho que ficou demonstrado, pelo menos para mim, que esta loja não serve para saldos, ou promoções. Eu já tinha desconfiado, mas hoje tive a prova final. O que me irrita é que eu até gosto das lojas e estes eventos retiram-me a vontade de me aproximar delas mesmo em época normal. É o meu mau feitio, como diz o icarus.
(E o pior é que não é certo que um dia destes, distraída, e de memória fraca, eu não volte a entrar num daqueles espaços, pensando que dessa vez terei mais sorte... buuurra!)
Hoje, e após ter visto umas coisas giras em época normal, decidi experimentar a sorte e tentar as promoções. Malograda tentativa! Entrei, percorri a loja em dois tempos, irritei-me e saí. Nem estava muita gente, mas foi-me completamente impossível encontrar qualquer coisa de interesse entre as toneladas de monos que arranjaram para trazer para a loja.
Questiono-me se, por acaso, conseguirão vender aquelas tretas todas. Bem, certamente que não porque, se conseguissem, já as teriam vendido na época passada e não as teriam lá agora. Porque não desistem então! Seria bom que demonstrassem algum respeito pelas suas clientes.
Acho que ficou demonstrado, pelo menos para mim, que esta loja não serve para saldos, ou promoções. Eu já tinha desconfiado, mas hoje tive a prova final. O que me irrita é que eu até gosto das lojas e estes eventos retiram-me a vontade de me aproximar delas mesmo em época normal. É o meu mau feitio, como diz o icarus.
(E o pior é que não é certo que um dia destes, distraída, e de memória fraca, eu não volte a entrar num daqueles espaços, pensando que dessa vez terei mais sorte... buuurra!)
revelações de ano novo
Hoje... o choque... o drama... o horror...
Finalmente, tive a coragem de subir para cima do objecto quadrangular que, cá em casa, revela o peso de quem se lhe coloca em cima.
Confirmaram-se as minhas piores suspeitas. As festas deixaram a sua herança bem marcada.
Grrrrrrrrrr
Viva o início do novo ano!
Finalmente, tive a coragem de subir para cima do objecto quadrangular que, cá em casa, revela o peso de quem se lhe coloca em cima.
Confirmaram-se as minhas piores suspeitas. As festas deixaram a sua herança bem marcada.
Grrrrrrrrrr
Viva o início do novo ano!
segunda-feira, janeiro 01, 2007
domingo, dezembro 31, 2006
ano velho - ano novo
de 2006, entre outras coisas, fica o “nascimento” deste espaço.
2007: que seja um bom ano, para nós e para vós! e, se possível, cheio de criatividade.
2007: que seja um bom ano, para nós e para vós! e, se possível, cheio de criatividade.
sábado, dezembro 30, 2006
Saddam Hussein foi enforcado
a noite passada. Condenado à pena de morte.
Não posso, de modo algum, ficar feliz. De facto, até sinto tristeza.
Tristeza, porque os que se dizem “bons” usaram mais uma vez os mesmos meios que os que denominam de “maus”. Tristeza, porque a pena de morte não inspira justiça, como há ainda quem queira defender, mas sim vingança. Tristeza, porque ninguém deveria ter poder para determinar a morte de outrem, nem mesmo um juiz de tribunal.
Não posso nunca defender a pena de morte, nem mesmo para Saddam Hussein. Representa vingança. Não é justiça, não é verdade.
Não é com guerra que se combate a guerra.
Não é com morte que se combate a morte.
É muito mau exemplo para o mundo. Acabar com a vida de um ditador com a mesma frieza com que ele acabou com a vida de tantos. Não é menos cruel uma morte do que as outras.
Estou convencida que não é desta forma que se quebram ciclos de morte.
Por vezes é triste este mundo em que vivemos...
Em 2005, de acordo com a Amnistia Internacional, foram executadas 2148 pessoas. 94% das execuções ocorreram na China, no Irão, na Arábia Saudita e nos Estados Unidos. Estados Unidos: quando começará o país que se diz exemplar a dar o exemplo certo?
Não posso, de modo algum, ficar feliz. De facto, até sinto tristeza.
Tristeza, porque os que se dizem “bons” usaram mais uma vez os mesmos meios que os que denominam de “maus”. Tristeza, porque a pena de morte não inspira justiça, como há ainda quem queira defender, mas sim vingança. Tristeza, porque ninguém deveria ter poder para determinar a morte de outrem, nem mesmo um juiz de tribunal.
Não posso nunca defender a pena de morte, nem mesmo para Saddam Hussein. Representa vingança. Não é justiça, não é verdade.
Não é com guerra que se combate a guerra.
Não é com morte que se combate a morte.
É muito mau exemplo para o mundo. Acabar com a vida de um ditador com a mesma frieza com que ele acabou com a vida de tantos. Não é menos cruel uma morte do que as outras.
Estou convencida que não é desta forma que se quebram ciclos de morte.
Por vezes é triste este mundo em que vivemos...
Em 2005, de acordo com a Amnistia Internacional, foram executadas 2148 pessoas. 94% das execuções ocorreram na China, no Irão, na Arábia Saudita e nos Estados Unidos. Estados Unidos: quando começará o país que se diz exemplar a dar o exemplo certo?
sexta-feira, dezembro 29, 2006
António Variações - Estou Além
Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem, quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou...
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem, quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou...
quarta-feira, dezembro 27, 2006
terça-feira, dezembro 26, 2006
Um Natal diferente...
Foi um Natal sem bacalhau, sem perú sem cabrito, sem leitão, sem filhoses, sem pudins, sem camarão, sem patés, sem tronco de natal, sem…Foi um Natal a chá e tostas…
É o que acontece quando somos obrigados a passar mais tempo na casa de banho do que fora dela…
Espero que a Passagem de Ano dê para uma desforra…
sexta-feira, dezembro 22, 2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
quarta-feira, dezembro 20, 2006
sopas... ou nem tanto
A loja das sopas, passo a publicidade, vende agora um produto que designam por bases para sopas (se a memória não me está a trair). Ora, euinha, como boa cozinheira que sou, decidi apreciar a qualidade do produto. Para tal fiz uma análise rápida da sua composição, inscrita na embalagem. Qual não foi o meu espanto quando descobri na dita nada mais nada menos do que corantes... corantes? Corantes numa base para sopa?!
Não, muito obrigada. Passo.
Não, muito obrigada. Passo.
terça-feira, dezembro 19, 2006
ainda o Natal
para a minha questão: "se ainda alguém se lembra do que se celebra no Natal", hoje encontrei uma resposta parcial... há muitas crianças que não fazem a menor ideia...
:(
:(
domingo, dezembro 17, 2006
"Corremos pelo passeio de mãos dadas. A minha mão a envolver a mão fina dela: a força dos seus dedos dentro dos meus. Na noite, os nossos corpos a correrem lado a lado. Quando parámos: as nossas respirações, os nossos rostos admirados um com o outro: olhámo-nos como se nos estivéssemos a ver para sempre. Quando os meus lábios se aproximaram devagar dos lábios dela e nos beijámos, havia reflexos de brilho, como pó lançado ao ar, a caírem pela noite que nos cobria."
José Luís Peixoto, in: Cemitério de Pianos
sexta-feira, dezembro 15, 2006
The Simpsons 4 Ever...
Na sua 18.ª temporada, os Simpsons são uma das mais bem sucedidas séries televisivas... E acho que com 18 temporadas pode já ser considerada uma das séries de culto (ou será a série de culto...) Será que mais algum outro programa de televisão dura à 18 temporadas???
Efectivamente, a série fará 17 anos no próximo Domingo (dia 17-12-2006). O primeiro episódio da série foi trasmitido a 17 de Dezembro de 1989 e rezava assim…
"Simpsons Roasting on an Open Fire" 101 7G08
Original Airdate: 12/17/89
Christmas is nearly ruined when Marge has to spend all of the family's gift money to remove Bart's tattoo. Homer becomes a department store Santa to raise more cash, but bets it all at the dog races on a hot tip from Barney. Homer and Bart save Christmas by adopting the losing greyhound, Santa's Little Helper.
Acho que já vi este episódio na TV (o que ainda vale é a FOX – via cabo… claro). A Ita às vezes até fica um pouco farta… é que chego a ver os mesmos episódios várias vezes na mesma semana.
No entanto, descobri hoje que o Simpsons surgiram inicialmente em 1987 como uma série de curtas de trinta segundos produzidos por Groening para a série de televisão “The Tracey Ullman Show.”
Já agora deixo o que alguns dizem ser o primeiro episódio dos Simpsons…
Para terminar, não podia de deixar este clip... E não se esqueçam “Do The Bartman”…
Efectivamente, a série fará 17 anos no próximo Domingo (dia 17-12-2006). O primeiro episódio da série foi trasmitido a 17 de Dezembro de 1989 e rezava assim…
"Simpsons Roasting on an Open Fire" 101 7G08
Original Airdate: 12/17/89
Christmas is nearly ruined when Marge has to spend all of the family's gift money to remove Bart's tattoo. Homer becomes a department store Santa to raise more cash, but bets it all at the dog races on a hot tip from Barney. Homer and Bart save Christmas by adopting the losing greyhound, Santa's Little Helper.
Acho que já vi este episódio na TV (o que ainda vale é a FOX – via cabo… claro). A Ita às vezes até fica um pouco farta… é que chego a ver os mesmos episódios várias vezes na mesma semana.
No entanto, descobri hoje que o Simpsons surgiram inicialmente em 1987 como uma série de curtas de trinta segundos produzidos por Groening para a série de televisão “The Tracey Ullman Show.”
Já agora deixo o que alguns dizem ser o primeiro episódio dos Simpsons…
Para terminar, não podia de deixar este clip... E não se esqueçam “Do The Bartman”…
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Um pouco de nostalgia musical...
Hoje numa das minhas divagações pela net, vi uma referência a um grupo musical da década de 90 que muito sucesso grangeou pelo nosso país. Quem não se lembra da “Noite da Má Lingua” e das vezes em que as suas músicas eram utilizadas para acompanhar imagens dos nossos ministros (qual Robocop Gay).
De certeza que já sabem de quem falo… “Mamonas Assassinas”. Os Mamonas Assassinas foram talvez o maior fenómeno musical do Brasil, tendo vendido em apenas oito meses de carreira 2,8 milhões de cópias de um disco, o único que eles lançaram. Há quem diga que até hoje não houve uma banda no mundo que igualasse ou superasse o recorde deles.
De facto, a banda teve uma curta vida, uma vez que todos os seus elementos faleceram num acidente de avião no dia 2 de março de 1996. Assim, este post chega como que uma pequena homenagem a esta banda que muito divertiu o pessoal da minha geração.
Na wikipédia encontrei uma descrição das músicas do álbum lançado pelos Mamonas Assassinas, com este mesmo nome. Aqui deixo a descrição:
1406 - A música faz uma sátira sobre o dinheiro e o comércio. 1406 é o telefone de compras de um famoso canal de televendas.
Vira - Vira - Paródia do estilo musical português, o vira, contando a história de Manuel, que é convidado para uma suruba e sem saber do que se trata, manda sua esposa Maria, no seu lugar.
Pelados Em Santos - O grande hit dos Mamonas Assassinas. É um convite para amor em Santos, numa Brasília amarela, de roda gaúcha. Fora regravada em espanhol com o nome "Desnudos en Cancún".
Chopis Centis - Um peão de obras descreve seu passeio no Shopping center.
Jumento Celestino - Paródia ao forró e ritmos nordestinos. Um baiano resolve ir para a cidade de São Paulo montado no seu jumento.
Sabão Crá Crá - Sabões para pêlos pubianos.
Uma Arlinda Mulher - Paródia à música romântica. O título aproveita-se de um filme com Julia Roberts. O Tecladista, Júlio Rasec, satiriza o estilo vocal do cantor Belchior.
Cabeça De Bagre II - Satiriza a escola e vida escolar das crianças. Baseada na experiência do vocalista Dinho na quinta série primária. A canção é uma sátira ao rock com letras pretensiosas (música popularmente chamada de "cabeça") de bandas como Titãs.
Mundo Animal - Idéias bizarras sobre os animais. Do tatu ao camelo, passando por vacas, pombos, cachorros, elefantes, baleias e cabritas.
Robocop Gay - Homenagem ao personagem de Jô Soares, o Capitão Gay, se aproveitando do personagem do cinema, o Robocop.
Bois Don't Cry - Paródia ao sertanejo de dor de corno. O título é uma paródia à "Boys Don´t Cry", do The Cure.
Débil Me Tal - Paródia ao heavy metal. Muitos brasileiros não compreendem o inglês, o que não os impede de idolatrar o estilo musical. "Chacoalham a cabeça", como a música solicita.
Sábado De Sol - Essa música não foi escrita pela banda e conta sobre amigos que se reúnem para comer feijão mas encontram com maconheiros que os atrapalham.
Lá Vem o Alemão - Paródia à um pagode de muito sucesso na época, "Lá Vem o Negão".
Agora só me resta dizer “Obrigado pelos bons momentos…”
1406 - A música faz uma sátira sobre o dinheiro e o comércio. 1406 é o telefone de compras de um famoso canal de televendas.
Vira - Vira - Paródia do estilo musical português, o vira, contando a história de Manuel, que é convidado para uma suruba e sem saber do que se trata, manda sua esposa Maria, no seu lugar.
Pelados Em Santos - O grande hit dos Mamonas Assassinas. É um convite para amor em Santos, numa Brasília amarela, de roda gaúcha. Fora regravada em espanhol com o nome "Desnudos en Cancún".
Chopis Centis - Um peão de obras descreve seu passeio no Shopping center.
Jumento Celestino - Paródia ao forró e ritmos nordestinos. Um baiano resolve ir para a cidade de São Paulo montado no seu jumento.
Sabão Crá Crá - Sabões para pêlos pubianos.
Uma Arlinda Mulher - Paródia à música romântica. O título aproveita-se de um filme com Julia Roberts. O Tecladista, Júlio Rasec, satiriza o estilo vocal do cantor Belchior.
Cabeça De Bagre II - Satiriza a escola e vida escolar das crianças. Baseada na experiência do vocalista Dinho na quinta série primária. A canção é uma sátira ao rock com letras pretensiosas (música popularmente chamada de "cabeça") de bandas como Titãs.
Mundo Animal - Idéias bizarras sobre os animais. Do tatu ao camelo, passando por vacas, pombos, cachorros, elefantes, baleias e cabritas.
Robocop Gay - Homenagem ao personagem de Jô Soares, o Capitão Gay, se aproveitando do personagem do cinema, o Robocop.
Bois Don't Cry - Paródia ao sertanejo de dor de corno. O título é uma paródia à "Boys Don´t Cry", do The Cure.
Débil Me Tal - Paródia ao heavy metal. Muitos brasileiros não compreendem o inglês, o que não os impede de idolatrar o estilo musical. "Chacoalham a cabeça", como a música solicita.
Sábado De Sol - Essa música não foi escrita pela banda e conta sobre amigos que se reúnem para comer feijão mas encontram com maconheiros que os atrapalham.
Lá Vem o Alemão - Paródia à um pagode de muito sucesso na época, "Lá Vem o Negão".
Agora só me resta dizer “Obrigado pelos bons momentos…”
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