quinta-feira, janeiro 18, 2007

na hora de pôr a mesa éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois o meu pai morreu. hoje
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.

José Luís Peixoto, in Cemitério de Pianos

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Pedimos desculpa

aos senhores leitores pelas sucessivas interrupções que têm ocorrido nesta emissão nos últimos dias. Factores alheios à nossa vontade o têm determinado.
Não nos é possível, para já, garantir que tal não virá a repetir-se num futuro próximo, contudo faremos todo o esforço para que isso não se verifique. Contamos assim recuperar rapidamente a “qualidade” (ahahahah) a que vos habituámos.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

sábado, janeiro 13, 2007

momentos...

... estónios

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Bairro do Amor - Jorge Palma

No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém

No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do verão?

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

a minha ignorância

não tem limites. espraia-se em todas as direcções.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Estou indignada!

Indignada com a minha indignação.
É que hoje deu-me para me indignar com tudo o que me rodeia. Aparentemente tirei o dia para me indignar. Uma indignação clara com uma montanha de coisas que vejo e sinto na pele. Mas, em boa verdade, nada é novo. São verdades já conhecidas. Nada de inesperado. Nada, de facto. Não há novidades!

São as mesmas tristezas de sempre.
Por isso, estou indignada comigo, porque ainda me digno a indignar-me.
Indigno-me com as instituições, com a forma como funcionam, com as decisões que nelas são tomadas.
Indigno-me com o país... tão transbordante de coisas que me dão volta ao estômago.

Mas não deveria indignar-me... É inútil! De nada serve. Só me aborreço. E o meu aborrecimento, até prova em contrário, não muda absolutamente nada!


Por isso, esta indignação com a minha indignação.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

A vida é, por princípio, uma experiência solitária.

domingo, janeiro 07, 2007



"Ao verem a estrela, sentiram uma alegria enorme. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e inclinaram-se para o adorarem. Depois apresentaram o que traziam para lhe oferecer: ouro, incenso e mirra."

Mt 2, 10-11
(imagem)

sábado, janeiro 06, 2007

Manhã simpática,

almoço generoso, passeio vespertino do melhor. Segue-se jantar, que se espera delicioso.
Nos intervalos, vai assobiando para o ar, enquanto finge que desconhece ter uma tese para terminar.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Este Natal não deixei passar...

Finalmente é meu…






















E quem não se lembra desta fabulosa banda sonora?... Um pouco Lego mas… a música tá lá…


treze ideias

para mudar Portugal. gostei. especialmente da décima terceira.

pombos


As pombas quando "avoam"
Por incrível que pareça
Ficam sobrevoando, com seu cú "amirando"
Em nossas cabeças,
Daí vem a rajada de sua bazuca anal
Já tem pomba com mira a laser
O tiro sai sempre fatal
(Mamonas Assassinas)


(hoje fui bombardeada... blaaaaarrrrrc... felizmente não foi muito dramático... a mira a laser, para sorte minha, não estava perfeitamente afinada)

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Deus é o existirmos e isto não ser tudo

Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego

terça-feira, janeiro 02, 2007

promoções... ou nem tanto

Estou com uma dúvida existencial: onde é que a Mango (passo a publicidade) vai buscar tanta porcaria, sim... porcaria!, para colocar nas suas lojas nas épocas de saldos, promoções, ou o raio?

Hoje, e após ter visto umas coisas giras em época normal, decidi experimentar a sorte e tentar as promoções. Malograda tentativa! Entrei, percorri a loja em dois tempos, irritei-me e saí. Nem estava muita gente, mas foi-me completamente impossível encontrar qualquer coisa de interesse entre as toneladas de monos que arranjaram para trazer para a loja.
Questiono-me se, por acaso, conseguirão vender aquelas tretas todas. Bem, certamente que não porque, se conseguissem, já as teriam vendido na época passada e não as teriam lá agora. Porque não desistem então! Seria bom que demonstrassem algum respeito pelas suas clientes.

Acho que ficou demonstrado, pelo menos para mim, que esta loja não serve para saldos, ou promoções. Eu já tinha desconfiado, mas hoje tive a prova final. O que me irrita é que eu até gosto das lojas e estes eventos retiram-me a vontade de me aproximar delas mesmo em época normal. É o meu mau feitio, como diz o icarus.

(E o pior é que não é certo que um dia destes, distraída, e de memória fraca, eu não volte a entrar num daqueles espaços, pensando que dessa vez terei mais sorte... buuurra!)

revelações de ano novo

Hoje... o choque... o drama... o horror...
Finalmente, tive a coragem de subir para cima do objecto quadrangular que, cá em casa, revela o peso de quem se lhe coloca em cima.
Confirmaram-se as minhas piores suspeitas. As festas deixaram a sua herança bem marcada.
Grrrrrrrrrr

Viva o início do novo ano!

segunda-feira, janeiro 01, 2007

apontamentos de ano novo

soube muito bem ver o mar hoje...




estava cheio de energia!

domingo, dezembro 31, 2006

ano velho - ano novo

de 2006, entre outras coisas, fica o “nascimento” deste espaço.
2007: que seja um bom ano, para nós e para vós! e, se possível, cheio de criatividade.

sábado, dezembro 30, 2006

Saddam Hussein foi enforcado

a noite passada. Condenado à pena de morte.
Não posso, de modo algum, ficar feliz. De facto, até sinto tristeza.
Tristeza, porque os que se dizem “bons” usaram mais uma vez os mesmos meios que os que denominam de “maus”. Tristeza, porque a pena de morte não inspira justiça, como há ainda quem queira defender, mas sim vingança. Tristeza, porque ninguém deveria ter poder para determinar a morte de outrem, nem mesmo um juiz de tribunal.

Não posso nunca defender a pena de morte, nem mesmo para Saddam Hussein. Representa vingança. Não é justiça, não é verdade.
Não é com guerra que se combate a guerra.
Não é com morte que se combate a morte.

É muito mau exemplo para o mundo. Acabar com a vida de um ditador com a mesma frieza com que ele acabou com a vida de tantos. Não é menos cruel uma morte do que as outras.
Estou convencida que não é desta forma que se quebram ciclos de morte.

Por vezes é triste este mundo em que vivemos...


Em 2005, de acordo com a Amnistia Internacional, foram executadas 2148 pessoas. 94% das execuções ocorreram na China, no Irão, na Arábia Saudita e nos Estados Unidos. Estados Unidos: quando começará o país que se diz exemplar a dar o exemplo certo?

sexta-feira, dezembro 29, 2006

António Variações - Estou Além

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde

Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem, quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou...

quarta-feira, dezembro 27, 2006

para quando

um país mais civilizado na estrada?!

terça-feira, dezembro 26, 2006

gosto de ouvir

o restolhar de folhas secas debaixo dos pés ao caminhar...

o Natal...

cá em casa

Um Natal diferente...

Foi um Natal sem bacalhau, sem perú sem cabrito, sem leitão, sem filhoses, sem pudins, sem camarão, sem patés, sem tronco de natal, sem…

Foi um Natal a chá e tostas…

É o que acontece quando somos obrigados a passar mais tempo na casa de banho do que fora dela…

Espero que a Passagem de Ano dê para uma desforra…

sexta-feira, dezembro 22, 2006


Desejamos, a todos os que nos visitam, um Natal cheio de Alegria.
E que o ano de 2007 seja recheado de muitas e boas surpresas!
ita & icarus

quinta-feira, dezembro 21, 2006

quarta-feira, dezembro 20, 2006

sopas... ou nem tanto

A loja das sopas, passo a publicidade, vende agora um produto que designam por bases para sopas (se a memória não me está a trair). Ora, euinha, como boa cozinheira que sou, decidi apreciar a qualidade do produto. Para tal fiz uma análise rápida da sua composição, inscrita na embalagem. Qual não foi o meu espanto quando descobri na dita nada mais nada menos do que corantes... corantes? Corantes numa base para sopa?!
Não, muito obrigada. Passo.

terça-feira, dezembro 19, 2006

domingo, dezembro 17, 2006

"Corremos pelo passeio de mãos dadas. A minha mão a envolver a mão fina dela: a força dos seus dedos dentro dos meus. Na noite, os nossos corpos a correrem lado a lado. Quando parámos: as nossas respirações, os nossos rostos admirados um com o outro: olhámo-nos como se nos estivéssemos a ver para sempre. Quando os meus lábios se aproximaram devagar dos lábios dela e nos beijámos, havia reflexos de brilho, como pó lançado ao ar, a caírem pela noite que nos cobria."
José Luís Peixoto, in: Cemitério de Pianos

Humanos - Quero é Viver

sexta-feira, dezembro 15, 2006

momentos...

... perfumados

The Simpsons 4 Ever...

Na sua 18.ª temporada, os Simpsons são uma das mais bem sucedidas séries televisivas... E acho que com 18 temporadas pode já ser considerada uma das séries de culto (ou será a série de culto...) Será que mais algum outro programa de televisão dura à 18 temporadas???

Efectivamente, a série fará 17 anos no próximo Domingo (dia 17-12-2006). O primeiro episódio da série foi trasmitido a 17 de Dezembro de 1989 e rezava assim…

"Simpsons Roasting on an Open Fire" 101 7G08
Original Airdate: 12/17/89
Christmas is nearly ruined when Marge has to spend all of the family's gift money to remove Bart's tattoo. Homer becomes a department store Santa to raise more cash, but bets it all at the dog races on a hot tip from Barney. Homer and Bart save Christmas by adopting the losing greyhound, Santa's Little Helper.


Acho que já vi este episódio na TV (o que ainda vale é a FOX – via cabo… claro). A Ita às vezes até fica um pouco farta… é que chego a ver os mesmos episódios várias vezes na mesma semana.

No entanto, descobri hoje que o Simpsons surgiram inicialmente em 1987 como uma série de curtas de trinta segundos produzidos por Groening para a série de televisão “The Tracey Ullman Show.”

Já agora deixo o que alguns dizem ser o primeiro episódio dos Simpsons…



Para terminar, não podia de deixar este clip... E não se esqueçam “Do The Bartman”…

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Um pouco de nostalgia musical...

Hoje numa das minhas divagações pela net, vi uma referência a um grupo musical da década de 90 que muito sucesso grangeou pelo nosso país. Quem não se lembra da “Noite da Má Lingua” e das vezes em que as suas músicas eram utilizadas para acompanhar imagens dos nossos ministros (qual Robocop Gay).

De certeza que já sabem de quem falo… “Mamonas Assassinas”. Os Mamonas Assassinas foram talvez o maior fenómeno musical do Brasil, tendo vendido em apenas oito meses de carreira 2,8 milhões de cópias de um disco, o único que eles lançaram. Há quem diga que até hoje não houve uma banda no mundo que igualasse ou superasse o recorde deles.

De facto, a banda teve uma curta vida, uma vez que todos os seus elementos faleceram num acidente de avião no dia 2 de março de 1996. Assim, este post chega como que uma pequena homenagem a esta banda que muito divertiu o pessoal da minha geração.
Na wikipédia encontrei uma descrição das músicas do álbum lançado pelos Mamonas Assassinas, com este mesmo nome. Aqui deixo a descrição:
1406 - A música faz uma sátira sobre o dinheiro e o comércio. 1406 é o telefone de compras de um famoso canal de televendas.
Vira - Vira - Paródia do estilo musical português, o vira, contando a história de Manuel, que é convidado para uma suruba e sem saber do que se trata, manda sua esposa Maria, no seu lugar.
Pelados Em Santos - O grande hit dos Mamonas Assassinas. É um convite para amor em Santos, numa Brasília amarela, de roda gaúcha. Fora regravada em espanhol com o nome "Desnudos en Cancún".
Chopis Centis - Um peão de obras descreve seu passeio no Shopping center.
Jumento Celestino - Paródia ao forró e ritmos nordestinos. Um baiano resolve ir para a cidade de São Paulo montado no seu jumento.
Sabão Crá Crá - Sabões para pêlos pubianos.
Uma Arlinda Mulher - Paródia à música romântica. O título aproveita-se de um filme com Julia Roberts. O Tecladista, Júlio Rasec, satiriza o estilo vocal do cantor Belchior.
Cabeça De Bagre II - Satiriza a escola e vida escolar das crianças. Baseada na experiência do vocalista Dinho na quinta série primária. A canção é uma sátira ao rock com letras pretensiosas (música popularmente chamada de "cabeça") de bandas como Titãs.
Mundo Animal - Idéias bizarras sobre os animais. Do tatu ao camelo, passando por vacas, pombos, cachorros, elefantes, baleias e cabritas.
Robocop Gay - Homenagem ao personagem de Jô Soares, o Capitão Gay, se aproveitando do personagem do cinema, o Robocop.
Bois Don't Cry - Paródia ao sertanejo de dor de corno. O título é uma paródia à "Boys Don´t Cry", do The Cure.
Débil Me Tal - Paródia ao heavy metal. Muitos brasileiros não compreendem o inglês, o que não os impede de idolatrar o estilo musical. "Chacoalham a cabeça", como a música solicita.
Sábado De Sol - Essa música não foi escrita pela banda e conta sobre amigos que se reúnem para comer feijão mas encontram com maconheiros que os atrapalham.
Lá Vem o Alemão - Paródia à um pagode de muito sucesso na época, "Lá Vem o Negão".

Agora só me resta dizer “Obrigado pelos bons momentos…”

A minha infância não teve pai natal.

Muito cedo os meus pais nos falaram do menino Jesus. Era ele que nos oferecia presentes, os quais apareciam, como por magia, na manhã de Natal. Crescemos um pouco e o menino Jesus deixou de nos dar presentes directamente. Nessa época utilizava os nossos pais como “intermediários”. (Éramos então já demasiado crescidos para acreditar que seria o menino Jesus a trazer-nos os presentes, contudo não para crer que, de algum modo, Ele ajudaria os nossos pais a ganhar o dinheiro que lhes permitia presentear-nos.)


Hoje estou farta da invasão do pai natal.
(Será que não poderemos livrar-nos dele?)
Questiono-me amiúde se ainda alguém se lembra do que se celebra no Natal. Pois é, celebra-se mesmo o aniversário do menino Jesus! Um menino que, independentemente da fé individual, foi um homem que marcou a Humanidade, com uma mensagem de Amor muito bonita. É Ele o protagonista da festa! (Mas quem diria?!)

Estou farta do consumismo desenfreado. Da publicidade à qual é impossível fugir, pois atormenta-nos em todas direcções. Estou farta da correria às prendas que se tem de oferecer.

Este ano apetecia-me mesmo era oferecer presentes a um conjunto de pessoas improváveis, lembrando-lhes que o menino Jesus celebra mais um aniversário. No entanto, não queria que elas ficassem embaraçadas por não me terem comprado nada.
E não me queria preocupar com a possibilidade de receber presentes de pessoas para quem não tenho oferta.
E apetecia-me enviar postais. Muitos. Dos antigos, em papel, não dos electrónicos.

E também queria viver o Natal de uma forma especial, dando importância ao que realmente importa, e ignorando completamente toda a loucura que nos rodeia nesta época.

São muitos desejos juntos... todos para o menino Jesus.

às voltas com o novo blogger #2

Esta migração, para já, está a ser confusa. Já consegui umas coisas novas como: um comentário desaparecido; um comentário apagado (próprio, não vão pensar que eu agora dei em censurar os comentários, porque até ao momento ainda nunca me passou pela cabeça - chamem-lhe sorte!). Mas não fui a única. 'Alguém' já desapareceu com o contador aqui do tasco. :)

A mudança nunca é fácil e tem sempre custos de entrada. Certamente que depois do primeiro choque isto vai correr bem.

Diana Krall - devil may care

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Às voltas com o novo blogger...

Nem tudo o que parece fácil o é na realidade...

pais natais

Alguém me elucida de qual é a piada de ter um pai natal pendurado na varanda?
Numa das ruas aqui do bairro existe um tal número de pais natais espalhados pelas varandas e janelas que só a (imaginada) existência de um concurso, o qual venha a premiar o prédio mais 'enfeitado', me permite conceber tamanha aberração.

Ou então é um fenómeno contagioso. Felizmente eu tenho anticorpos suficientes!

domingo, dezembro 10, 2006

Quero precisar de ti.
Não porque preciso. Mas porque quero.
Quero que precises de mim.

Não porque precisas. Mas porque queres.

sábado, dezembro 09, 2006

e deixar-me devorar pelos sentidos
e rasgar-me do mais fundo que há em mim
emaranhar-me no mundo
e morrer por ser preciso
nunca por chegar ao fim
Mafalda Veiga

sexta-feira, dezembro 08, 2006

a felicidade não se pensa. sente-se.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

nos entretantos


desta vez fez-me falta uma máquina fotográfica à séria. rapidamente acabei com as fotos que ainda havia na descartável que tinha comigo. por fim, restou-me o telemóvel. a qualidade não é a melhor... fica aqui, no entanto, um pouquinho do meu tempo livre em viagem.



terça-feira, dezembro 05, 2006

Hoje foi um dia diferente...

Pela primeira vez em muitos anos, passei este dia sem a Ita ao pé de mim... Já lá vão algumas primaveras... Definitivamente já não estou habituado a passar est dia assim... Foi assim tipo uma sensação de absorção mas ao contrário...

De qualquer forma os amigos estiveram presentes, quer pelo telefone, sms ou mail, quer ao almoço ou ao jantar e, claro, em pensamento. Obrigado a todos...

sábado, dezembro 02, 2006

passaporte? está.

bilhete de avião e voucher para o hotel? estão.
dinheiro? está.
documentação para a reunião? está.
roupa interior, roupa exterior, cachecol, luvas, guarda-chuva? estão.
escova de dentes, pasta, escova para o cabelo? estão.
desodorizante e perfume? estão.
máquina fotográfica descartável. está.
livro e leitor de MP3? estão.
telemóvel e carregador? estão.
casaco? está.
stress? está.

Ok, preparada para mais uma viagem!
Ao que tudo indica, a última deste ano, que tem sido pródigo. (O que me safa é que eu até gosto de andar de avião.)

Eu, numa loja

de um dos múltiplos centros comerciais da cidade, a tentar pagar um cachecol e umas luvas, quando a menina que está na caixa me pergunta: “É para oferta?”.
Eu respondo: “Não.”.
A menina da caixa, não totalmente convencida, insiste: “Nenhuma das peças?” (Que é como quem pergunta: “Tem mesmo a certeza de que nenhuma das peças é para oferta? É que fazer compras nesta altura do ano sem ser para oferta revela alguma insanidade mental da sua parte!!)
Eu reforço: “Não. Nenhuma das peças.” (E penso: “Sim, isto é mesmo para mim, não é prenda de Natal e este episódio não faz parte da minha insanidade mental. Há pessoas que precisam - ou querem - comprar umas luvas e um cachecol. Coisas!)

O meu próximo passo vai ser tentar fazer umas comprinhas para presentes de aniversário um destes dias. Sim, porque, por muito incrível que pareça, há pessoas que fazem anos nesta época do ano. Conseguir um papel de embrulho que não tenha qualquer alusão ao Natal é o desafio que se impõe.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

quinta-feira, novembro 30, 2006

gosto de ver o nascer do sol

dias como o de hoje (ou melhor, o de ontem) oferecem-me este prazer... o sol surge lentamente no horizonte e vai-se revelando aos pouquinhos até não ser possível olhá-lo directamente. as cores que o rodeiam são perfeitas e fazem-me esquecer ou, ao invés, recordar (depende se o mais importante precisa de ser esquecido ou lembrado).

é nesta altura do ano que menos me importo de acordar cedo, pois sei que à minha espera está o sol pronto a despertar, como que preparado para me segredar "Bom Dia!".

é bom ver o sol acordar. prazeres simples.

quarta-feira, novembro 29, 2006

terça-feira, novembro 28, 2006

Por vezes

estamos tão concentrados no que julgamos conhecer bem, que nos esquecemos de reparar nas surpresas que a realidade nos reserva.

segunda-feira, novembro 27, 2006

momentos...

... inesquecíveis

domingo, novembro 26, 2006

Não permitir a manifestação de grande júbilo ou grande lamento em relação a qualquer acontecimento, uma vez que a mutabilidade de todas as coisas pode transformá-lo completamente de um instante para o outro; em vez disso, usufruir sempre o presente da maneira mais serena possível: isso é sabedoria de vida. Em geral, porém, fazemos o contrário: planos e preocupações com o futuro ou também a saudade do passado ocupam-nos de modo tão contínuo e duradouro, que o presente quase sempre perde a sua importância e é negligenciado; no entanto, somento o presente é seguro, enquanto o futuro e mesmo o passado quase sempre são diferentes daquilo que pensamos. Sendo assim, iludimo-nos uma vida inteira.

Ora, para o eudemonismo, tudo isso é bastante positivo, mas uma filosofia mais séria faz com que justamente a busca do passado seja sempre inútil, e a preocupação com o futuro o seja com frequência, de modo que somente o presente constitui o cenário da nossa felicidade, mesmo se a qualquer momento se vier a transformar-se em passado e, então, tornar-se tão indiferente como se nunca tivesse existido. Onde fica, portanto, o espaço para a nossa felicidade?


Arthur Schopenhauer, in 'A Arte de Ser Feliz'

Morelenbaum2 Sakamoto - Desafinado

sexta-feira, novembro 24, 2006

tristeza

Uma bebé nasceu... mas não chegou a viver... um nado-morto. Em 2002 a taxa de mortalidade neonatal foi de 3.4 por mil em Portugal. Uma estatística muito baixa, que já não é possível reduzir significativamente porque são as complicações na gravidez ou parto, ou as malformações que a compõem.

Com as condições médicas que temos actualmente, é demasiado fácil pensar que quando uma gravidez atinge determinado número de semanas já nada poderá correr mal. Só falta mesmo nascer, pensamos. Infelizmente, nem sempre assim é. Neste caso não foi... e eram já tantas as semanas...
São impressionantes as partidas que a vida reserva ao virar da esquina onde se deposita mais confiança.
Que força estes pais terão de encontrar para reagir a um trambolhão destes...

quarta-feira, novembro 22, 2006

a diferença atrai-nos

"pólos opostos atraem-se"
É muito engraçada a forma como esta lei da física se aplica tão bem às relações humanas...

O igual a mim não me traz novidade. Pode ter a minha simpatia, mas não muito mais. É previsível. Conheço-lhe as manhas. Não tem muito interesse, podendo mesmo chegar a aborrecer-me.

Já o diferente desperta em mim curiosidade. Apetece-me conhecê-lo mais e melhor. Surpreende-me. Ajuda-me a olhar o mundo com outros olhos, oferencendo-me um prisma diferente da realidade.
Claro que, muitas vezes, à conta dessa diferença, não o compreendo e até me faz desesperar.
Contudo, ainda assim, prefiro a diferença. Sim.

terça-feira, novembro 21, 2006

obrigada!


hoje foste um verdadeiro doce comigo.
:)))))))))))))))))))))))

segunda-feira, novembro 20, 2006

Hoje

nasceu a Leonor. Bem vinda Leonor!
E muitos parabéns aos papás!

domingo, novembro 19, 2006

sábado, novembro 18, 2006

Num mundo ideal não haveria abortos.

Não os haveria, porque não haveria violações. Não os haveria, porque os casais, casados, unidos em união de facto, ou mesmo não unidos, poderiam sempre dar todo o seu amor aos seus futuros filhos, com meios mais ou menos abundantes, mas sempre os necessários.
Num mundo perfeito, não haveria filhos mal amados, nem crianças abandonadas.
Num mundo perfeito, não nos preocuparia poder ter filhos com deficiências, porque saberíamos que a sociedade nunca os discriminaria. E tudo estaria ao seu alcance, como está ao das crianças e dos adultos ditos “normais”.

Mas não vivemos num mundo perfeito. E muito menos vivemos num país perfeito. Há muitos abortos.
Legais... porque há violações. Legais... porque há pais que optam por não arriscar ter um filho com deficiências, com todas as limitações que o nosso mundinho lhe coloca.
E muitos clandestinos. Demasiados. Demasiados em condições sub-humanas.

Até certa altura da minha vida desconhecia o aborto perto de mim. Desconhecia a realidade. Depois, fiquei a conhecê-la. Fracamente. Mas o suficiente para perceber que as decisões são sufocantes e que as condições que envolvem um aborto podem ser demasiado cruéis.

Eu sou pela VIDA! É por isso que condeno, com todas as minhas células, a pena de morte (mas sobre isto falarei noutro post).

Mas não sei se tenho o direito de condenar quem tem, em circunstâncias muito específicas, de optar pela não vida.

Ao que tudo indica teremos de novo referendo. Ainda não é certo que vá votar neste referendo.
Votei no outro. Votei pelo mundo ideal.
Hoje sei melhor que não vivemos no mundo ideal.
Gostava de poder votar não. Votar pela vida acima de tudo. Mas creio que não posso...
Também gostava de poder votar sim. Mas não tenho a certeza de que a minha consciência o permita... Talvez venha a permitir... Não em nome da liberdade da mulher, porque o dom da vida é superior ao da liberdade. Mas em nome de um mal menor. Em nome da felicidade da mãe. Se tem mesmo de acontecer, então que não fechemos os olhos, que não sejamos hipócritas, e que permitamos que aconteça em condições de saúde.

Contudo, espero francamente que, quem de direito, crie condições para acompanhar estas mulheres. Que no antes as ajude a ponderar todas as opções disponíveis. E que no depois tudo seja facultado para que nada tenha de se repetir. E que todos trabalhemos para um país de mais informação e de mais formação.

A garganta tolda-se-me quando penso sobre este assunto... mas é este o mundo em que vivemos.
Não vale a pena fechar os olhos e fingir que é um mundo ideal.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Começo a avistar

uma luz ao fundo do túnel. Uma luz que é agora mais do que um simples pontinho, lá demasiado ao fundo, quase inatingível. Uma luz que me desperta para a vontade de correr, na ânsia de sair do túnel rapidamente.

quinta-feira, novembro 16, 2006

momentos...

... molhados

quarta-feira, novembro 15, 2006

pensamentos

Hoje, num dos meus devaneios, pensei: “Os elogios são tão bons e não pagam impostos... Deveríamos utilizá-los mais!”

E não é que, logo de seguida, como por magia, recebi um excelente elogio. Fiquei de sorriso nos lábios e a pensar: “A vida tem coisas bem giras!”.

terça-feira, novembro 14, 2006

Normalmente procuro

não “julgar” à primeira impressão. Gosto de olhar as situações de diferentes prismas.
Relativizo. Olho de perfil. Viro do avesso. Não me deixo levar pela primeira ideia, a mais fácil. Assim, em geral, encontro motivos, mais ou menos lógicos, mais ou menos óbvios, para as atitudes que não compreendo.
Deste modo, consigo respeitar e, frequentemente, até compreender.

Contudo, há momentos em que não me apetece relativizar nem compreender.

Não quero olhar de perfil, nem virar do avesso. Quero ver tudo como se fosse fundamental. Como se um pequeno nada tudo significasse.
Pois é... às vezes acontece-me assim.

Momentos...

segunda-feira, novembro 13, 2006

O amor é um rio onde as águas de dois ribeiros se misturam sem se confundir.
Jacques Bossuet

domingo, novembro 12, 2006

Probabilidades

Se eu não me enganei a fazer os cálculos, existem 76 275 360 chaves distintas, possíveis de serem seleccionadas, no jogo do Euromilhões. Calculadora em punho, a probabilidade de uma dessas chaves sair é de 0.00000001311. Estão demasiados zeros à direita da vírgula, para que a leitura do número seja fácil. O mesmo, arredondado à sétima casa decimal, continua a ser zero. Ora, matematicamente comprovado, a probabilidade de acertar no Euromilhões com uma determinada chave é (praticamente) nula. E o facto de preencher o boletim completo não altera significativamente a probabilidade de ganhar.
Sendo esta uma atitude que não tem nada de racional, o que leva, então, as pessoas a jogar?

Pessoalmente acho que um prémio do montante do que está envolvido (que eu nem sei exactamente qual foi esta semana) é... que adjectivo lhe atribuir? ... estapafúrdio (talvez este se adeqúe).
Na próxima semana estarão em jogo 180 Milhões de Euros, montante este que eu não consigo por si só racionalizar. Se fizer as continhas concluo que o montante equivale a 360 apartamentos no valor de 500 000 Euros, ou 720 no valor de 250 000 (50 000 contos, para falar no velho Escudo). Bem, demasiados apartamentos.

Jogar neste jogo revela-se assim uma atitude perfeitamente irracional, não só porque é praticamente impossível as bolinhas mágicas acertarem com uma determinada chave, mas também porque um prémio daquele montante muda completamente a vida dos premiados, tal como eles a conhecem até aí. Tão completamente, que julgo ser demasiado.

Um prémio destes não ajuda, creio antes que complica.
Eu até consigo pensar num conjunto de coisas muito nobres em que aplicar o dinheiro, mas... continuo a achar que é um prémio assustadoramente grande.

Quem sabe se não será devido ao facto das probabilidades serem tão baixas que tanta gente joga. Talvez se estas fossem mais elevadas, o pessoal pensasse duas vezes antes de jogar.


momentos #6



... de paz

sexta-feira, novembro 10, 2006

Acabaram-se as bolachas no trabalho.

Fim. The end.
Depois do que aconteceu esta semana... em que tive o descaramento de devorar, compulsivamente, um pacote de bolachas inteiro... acabou!

O stress dá-me uma vontade descarada de cometer pecados alimentícios. A única solução é não ter tentações por perto.

Jamie Cullum

Duas horas e meia de concerto...
Muito bom, muito criativo, muito intimista, muito... muito.
Prometeu voltar.
Eu, se puder, estarei lá!


quarta-feira, novembro 08, 2006

terça-feira, novembro 07, 2006

Por vezes são as pessoas menos evidentes que nos levam a reflectir sobre a nossa própria vida.

domingo, novembro 05, 2006

O sentimento

de missão (bem) cumprida faz muito bem ao coração.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Descobri que tenho dois eus.

Um eu que posta e um outro eu que se relaciona pessoalmente.
Mas não o descobri sozinha...

Já mais do que uma vez me “acusaram” de que queixar muito no blog. Contudo, quem me encontra não só aqui, mas também pessoalmente, diz que eu aparento estar em pior forma ao escrever do que ao conversar. Ora, que concluo eu? Tenho dois eus: um eu que escreve; e um outro eu que fala, sorri e se relaciona cara a cara.

Esta recente descoberta trouxe-me um problema existencial. Não sei qual é o meu eu (mais) verdadeiro... se o que escreve... se o outro.
Eu pensava que os dois eram igualmente verdadeiros. Até pensava, ingenuamente, que se tratava do mesmo eu. Mas agora já não tenho a certeza...
Talvez sejam mesmo dois eus diferentes.

Será que estou à beira da loucura?!

Madeleine Peyroux - I'm All Right

Numa relação a dois

deve haver espaço para o eu o tu e o nós.
No equilíbrio entre estas partes deve estar o segredo...

terça-feira, outubro 31, 2006

Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida.
Séneca

hoje o dia recebeu-me assim

domingo, outubro 29, 2006

O que é que motivará

uma loja a colocar as calças de ganga de menores tamanhos na prateleira mais alta? Suponho que, em geral, quem veste os tamanhos mais pequenos é também de menor estatura.

Imagino que deva ser a distracção a principal motivadora de uma organização destas... não creio que seja para irritar o meu metro e meio de personalidade...
não, isto seria teoria da conspiração!

sábado, outubro 28, 2006

Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada

(...)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar
Então acredito nele
Então acredito nele a toda a hora
E a minha vida é toda uma oração e uma missa
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

Alberto Caeiro

sexta-feira, outubro 27, 2006

Estás a ficar gasta.

Deste tudo o que possuías.
O que te rodeia já não te satisfaz. Queres fugir, mas estás presa. Os elos que criaste parecem fortes. No entanto, sabes que, se os puxares um pouco, a corrente começará a dar de si até ficar mais fraca e, por fim, quebrar. Sem sobressaltos. Partir simplesmente...
Mas não sabes o que de verdade queres.
Só sabes que queres.

quinta-feira, outubro 26, 2006

A Inspiração

deve andar assustada com o mau tempo. É verdade que a chuva a incomoda muito. Com a chuva que tem caído já sei que só lhe apetece estar muito quentinha a ver televisão, a ler um livro ou a dormir.
Julgo que por isso tem andando muito fugidia, a Inspiração. Raramente lhe tenho posto os olhos em cima.

Mas hoje vou procurá-la. Quem sabe a encontre no sofá, ou entre os lençóis. Talvez esteja escondida debaixo da almofada, onde já dei com ela várias vezes a dormir, muito aconchegadinha...

Amanhã, talvez ela desperte com a aurora e se decida a fazer-me uma visitinha...

quarta-feira, outubro 25, 2006

momentos #5


... de surpresa
Não acredites em alguma coisa
simplesmente porque a escutaste.
Não acredites em tradições simplesmente
porque provêm desde há muitas gerações.
Não acredites em algo só porque
é falado ou é motivo de rumor por muitos.
Não acredites em algo simplesmente
porque vem escrito nos teus livros religiosos.
Não acredites em algo simplesmente
porque é dito pelas tuas professoras ou anciãos.
Mas, após observação e análise quando encontrares
que algo vai de acordo com a razão
e é conduzível à felicidade e benefício de
uma só pessoa e de todas, então aceita e vive-o.

Kalama Sutta - Buda Shakyamuni

segunda-feira, outubro 23, 2006

gestão

Pelos exemplos que conheço, geralmente alguém passa a chefiar uma equipa de pessoas quando é bom naquilo que faz.
Isto é, um fulano é bom, um excelente profissional, e os seus superiores decidem compensá-lo: Olha, presenteamos-te com um cargo de chefia! Provavelmente o moço até fica contente. “Passo a ganhar mais, mais responsabilidades. Interessante!”

Mas, questiono eu, desde quando é que um bom técnico é um bom chefe? E ter boas chefias em qualquer instituição, pública ou privada, é fundamental para atingir os objectivos pretendidos e também para a satisfação de quem trabalha.
E depois, que tal a ideia de formar um pouco as pessoas para que elas possam desempenhar a sua função de gestores com qualidade. Não sei... será esta uma ideia muito absurda?!

Na minha opinião, com o sistema que temos, proliferam as chefias, muitas delas fracamente competentes para cargos de gestão.

Eu cá sugeria um novo modelo, no qual as pessoas seriam compensadas pela sua participação em certos projectos específicos.
E ser chefe... para isso era preciso querer mesmo, ter formação adequada, e demonstrar ter capacidades para isso. É uma pena, com alguma frequência, ver pessoas muito competentes a deixarem de o ser.

(Como dizia alguém: uma pessoa vai subindo na carreira até que se torna incompetente. Pessoalmente, odeio esta ideia.)

domingo, outubro 22, 2006

Modelos variáveis simulações países indicadores gráficos... e ainda mais simulações e mais gráficos e mais indicadores...
Estou a precisar de CTRL+ALT+DEL e Shut Down.
Existem apenas duas maneiras de ver a vida.
Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre.
Albert Einstein

sábado, outubro 21, 2006

quinta-feira, outubro 19, 2006

Às vezes é necessário bater no fundo.
Uma vez aí, é então possível encontrar um ponto de apoio, a partir do qual nos impulsionamos de novo para o topo. Eventualmente, um topo melhor do que os que alguma vez atingíramos.
Um recorde pessoal.

quarta-feira, outubro 18, 2006

abraços

Num dos meus passeios virtuais, ao passar no pópulo, dei de caras com este vídeo.

Achei-o tão delicioso, que não resisti a partilhá-lo...

Ora, muitos abraços para vocês também!

terça-feira, outubro 17, 2006

segunda-feira, outubro 16, 2006

loucuras

Sempre que vou a um lar sinto-me incomodada. Humanamente incomodada. Incomodada porque me parece que toda aquela gente está para ali à espera da morte. As visitas que recebem são, na maioria dos casos, rápidas, de quem não quer permanecer muito tempo, talvez para não ter de pensar sobre o que vê ou o que sente num local assim. Demorar pouco é mais confortável: dá menos tempo para interiorizar o que está ao redor.

Observo os idosos. Olham... uns para a televisão, outros há que parecem olhar o vazio. Talvez pensem na vida, no que já foram. Talvez se alimentem de memórias.
Mas fico incomodada ao olhar aquelas pessoas que já foram muito, que já tiveram vidas cheias. Agora parecem vazias, sem objectivos para o futuro. Sem futuro.

A sensação é desconcertante. Actualmente prolongamos a vida: a medicina assim o possibilita. Contudo, a partir de certa altura, a vida degrada-se necessariamente. E é sempre difícil lidar com este facto. Creio, contudo, que deve haver muito a fazer para melhorar a vida dos que se aproximam, pelo menos de forma aparente, mais rapidamente do fim.


Ontem, apesar de tudo isto, ao visitar um familiar, numa destas instituições, fiquei a sorrir. No lar que visitei há uma idosa que apresenta alguns problemas mentais. No entanto, indo eu àquele local já há alguns anos, pude sorrir ao observar que a Z continua igual a quando eu a conheci. Sempre bem disposta, sempre simpática, sempre igual.
Ao contrário dela, a maioria dos outros idosos estão mais velhos, mais degradados, menos vivos.
Porque continuará a Z igual?

Será porque não pensa tanto na vida?
Fiquei a pensar. Não sei o motivo real. Mas fez-me sorrir.

O que será na verdade a loucura?

O que separa, afinal, a loucura da sanidade mental?

sábado, outubro 14, 2006

viagem ... a cores



You Are a Centaur



In general, you are a very cautious and reserved person.
However, you are also warm hearted, and you enjoy helping others in practical ways.
You are a great teacher, and you are really good at helping people get their lives in order.
You are very intuitive, and you go with your gut. You make good decisions easily.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Home... sweet-smelling home

Ao regressar a casa, depois de alguns dias fora, há uma sensação de que gosto especialmente: a de sentir o cheiro da nossa casa. O olfacto é o meu sentido mais mimado nestes momentos.
Rodar a chave na fechadura da porta de casa deixa-me entusiasmada pois sei que do lado de lá vai estar à minha espera aquele aroma. Como que para me dar as boas-vindas.
E é óptimo! É o nosso cheiro. Aquele que imprimimos ao nosso espaço. Normalmente não o sentimos, mas quando nos ausentamos podemos então saber como ele é e, de algum modo, reconhecermo-nos nele. Senti-lo nosso.

quinta-feira, outubro 12, 2006

O S. Pedro decidiu

lembrar-nos de que está na hora de regressar. Um pouco cedo, mas enfim.
Depois de uns dias cheios de sol - e muita sorte, portanto! - a chuva apareceu. E bem forte! Já conseguiu deixar-nos completamente encharcados.

Para agravar o cenário, hoje é feriado em Barcelona, o que significa que a maioria das coisas - lojas, museus, etc. - estão fechadas, o que não melhora muito as expectativas para o resto do dia.

Felizmente o regresso está a chegar. As saudadinhas de casa também já se vão manifestando... em pequenas doses, há que dizê-lo.


quarta-feira, outubro 11, 2006

Antoni Gaudí



Estou absolutamente deslumbrada com a sua genialidade!

"Espanta'stico!"

segunda-feira, outubro 09, 2006

ferias

internet a 55 centimos por minuto determinou a ausencia dos ultimos dias!
agora... internet gratuita, mas com um teclado marado. vicissitudes...
a seu tempo darei mais novidades.
as ferias... bem bom!

domingo, outubro 01, 2006

botões como este











põem-me nervosa.