domingo, dezembro 31, 2006
ano velho - ano novo
2007: que seja um bom ano, para nós e para vós! e, se possível, cheio de criatividade.
sábado, dezembro 30, 2006
Saddam Hussein foi enforcado
Não posso, de modo algum, ficar feliz. De facto, até sinto tristeza.
Tristeza, porque os que se dizem “bons” usaram mais uma vez os mesmos meios que os que denominam de “maus”. Tristeza, porque a pena de morte não inspira justiça, como há ainda quem queira defender, mas sim vingança. Tristeza, porque ninguém deveria ter poder para determinar a morte de outrem, nem mesmo um juiz de tribunal.
Não posso nunca defender a pena de morte, nem mesmo para Saddam Hussein. Representa vingança. Não é justiça, não é verdade.
Não é com guerra que se combate a guerra.
Não é com morte que se combate a morte.
É muito mau exemplo para o mundo. Acabar com a vida de um ditador com a mesma frieza com que ele acabou com a vida de tantos. Não é menos cruel uma morte do que as outras.
Estou convencida que não é desta forma que se quebram ciclos de morte.
Por vezes é triste este mundo em que vivemos...
Em 2005, de acordo com a Amnistia Internacional, foram executadas 2148 pessoas. 94% das execuções ocorreram na China, no Irão, na Arábia Saudita e nos Estados Unidos. Estados Unidos: quando começará o país que se diz exemplar a dar o exemplo certo?
sexta-feira, dezembro 29, 2006
António Variações - Estou Além
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem, quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou...
quarta-feira, dezembro 27, 2006
terça-feira, dezembro 26, 2006
Um Natal diferente...

Foi um Natal a chá e tostas…
É o que acontece quando somos obrigados a passar mais tempo na casa de banho do que fora dela…
Espero que a Passagem de Ano dê para uma desforra…
sexta-feira, dezembro 22, 2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
quarta-feira, dezembro 20, 2006
sopas... ou nem tanto
Não, muito obrigada. Passo.
terça-feira, dezembro 19, 2006
ainda o Natal
:(
domingo, dezembro 17, 2006
sexta-feira, dezembro 15, 2006
The Simpsons 4 Ever...
Efectivamente, a série fará 17 anos no próximo Domingo (dia 17-12-2006). O primeiro episódio da série foi trasmitido a 17 de Dezembro de 1989 e rezava assim…
"Simpsons Roasting on an Open Fire" 101 7G08
Original Airdate: 12/17/89
Christmas is nearly ruined when Marge has to spend all of the family's gift money to remove Bart's tattoo. Homer becomes a department store Santa to raise more cash, but bets it all at the dog races on a hot tip from Barney. Homer and Bart save Christmas by adopting the losing greyhound, Santa's Little Helper.
Acho que já vi este episódio na TV (o que ainda vale é a FOX – via cabo… claro). A Ita às vezes até fica um pouco farta… é que chego a ver os mesmos episódios várias vezes na mesma semana.
No entanto, descobri hoje que o Simpsons surgiram inicialmente em 1987 como uma série de curtas de trinta segundos produzidos por Groening para a série de televisão “The Tracey Ullman Show.”
Já agora deixo o que alguns dizem ser o primeiro episódio dos Simpsons…
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Um pouco de nostalgia musical...
De certeza que já sabem de quem falo… “Mamonas Assassinas”. Os Mamonas Assassinas foram talvez o maior fenómeno musical do Brasil, tendo vendido em apenas oito meses de carreira 2,8 milhões de cópias de um disco, o único que eles lançaram. Há quem diga que até hoje não houve uma banda no mundo que igualasse ou superasse o recorde deles.
De facto, a banda teve uma curta vida, uma vez que todos os seus elementos faleceram num acidente de avião no dia 2 de março de 1996. Assim, este post chega como que uma pequena homenagem a esta banda que muito divertiu o pessoal da minha geração.
1406 - A música faz uma sátira sobre o dinheiro e o comércio. 1406 é o telefone de compras de um famoso canal de televendas.
Vira - Vira - Paródia do estilo musical português, o vira, contando a história de Manuel, que é convidado para uma suruba e sem saber do que se trata, manda sua esposa Maria, no seu lugar.
Pelados Em Santos - O grande hit dos Mamonas Assassinas. É um convite para amor em Santos, numa Brasília amarela, de roda gaúcha. Fora regravada em espanhol com o nome "Desnudos en Cancún".
Chopis Centis - Um peão de obras descreve seu passeio no Shopping center.
Jumento Celestino - Paródia ao forró e ritmos nordestinos. Um baiano resolve ir para a cidade de São Paulo montado no seu jumento.
Sabão Crá Crá - Sabões para pêlos pubianos.
Uma Arlinda Mulher - Paródia à música romântica. O título aproveita-se de um filme com Julia Roberts. O Tecladista, Júlio Rasec, satiriza o estilo vocal do cantor Belchior.
Cabeça De Bagre II - Satiriza a escola e vida escolar das crianças. Baseada na experiência do vocalista Dinho na quinta série primária. A canção é uma sátira ao rock com letras pretensiosas (música popularmente chamada de "cabeça") de bandas como Titãs.
Mundo Animal - Idéias bizarras sobre os animais. Do tatu ao camelo, passando por vacas, pombos, cachorros, elefantes, baleias e cabritas.
Robocop Gay - Homenagem ao personagem de Jô Soares, o Capitão Gay, se aproveitando do personagem do cinema, o Robocop.
Bois Don't Cry - Paródia ao sertanejo de dor de corno. O título é uma paródia à "Boys Don´t Cry", do The Cure.
Débil Me Tal - Paródia ao heavy metal. Muitos brasileiros não compreendem o inglês, o que não os impede de idolatrar o estilo musical. "Chacoalham a cabeça", como a música solicita.
Sábado De Sol - Essa música não foi escrita pela banda e conta sobre amigos que se reúnem para comer feijão mas encontram com maconheiros que os atrapalham.
Lá Vem o Alemão - Paródia à um pagode de muito sucesso na época, "Lá Vem o Negão".
Agora só me resta dizer “Obrigado pelos bons momentos…”
A minha infância não teve pai natal.
Hoje estou farta da invasão do pai natal.
(Será que não poderemos livrar-nos dele?)
Questiono-me amiúde se ainda alguém se lembra do que se celebra no Natal. Pois é, celebra-se mesmo o aniversário do menino Jesus! Um menino que, independentemente da fé individual, foi um homem que marcou a Humanidade, com uma mensagem de Amor muito bonita. É Ele o protagonista da festa! (Mas quem diria?!)
Estou farta do consumismo desenfreado. Da publicidade à qual é impossível fugir, pois atormenta-nos em todas direcções. Estou farta da correria às prendas que se tem de oferecer.
Este ano apetecia-me mesmo era oferecer presentes a um conjunto de pessoas improváveis, lembrando-lhes que o menino Jesus celebra mais um aniversário. No entanto, não queria que elas ficassem embaraçadas por não me terem comprado nada.
E não me queria preocupar com a possibilidade de receber presentes de pessoas para quem não tenho oferta.
E apetecia-me enviar postais. Muitos. Dos antigos, em papel, não dos electrónicos.
E também queria viver o Natal de uma forma especial, dando importância ao que realmente importa, e ignorando completamente toda a loucura que nos rodeia nesta época.
São muitos desejos juntos... todos para o menino Jesus.
às voltas com o novo blogger #2
A mudança nunca é fácil e tem sempre custos de entrada. Certamente que depois do primeiro choque isto vai correr bem.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
pais natais
Numa das ruas aqui do bairro existe um tal número de pais natais espalhados pelas varandas e janelas que só a (imaginada) existência de um concurso, o qual venha a premiar o prédio mais 'enfeitado', me permite conceber tamanha aberração.
Ou então é um fenómeno contagioso. Felizmente eu tenho anticorpos suficientes!
domingo, dezembro 10, 2006
sábado, dezembro 09, 2006
sexta-feira, dezembro 08, 2006
quarta-feira, dezembro 06, 2006
nos entretantos
terça-feira, dezembro 05, 2006
Hoje foi um dia diferente...
De qualquer forma os amigos estiveram presentes, quer pelo telefone, sms ou mail, quer ao almoço ou ao jantar e, claro, em pensamento. Obrigado a todos...
sábado, dezembro 02, 2006
passaporte? está.
dinheiro? está.
documentação para a reunião? está.
roupa interior, roupa exterior, cachecol, luvas, guarda-chuva? estão.
escova de dentes, pasta, escova para o cabelo? estão.
desodorizante e perfume? estão.
máquina fotográfica descartável. está.
livro e leitor de MP3? estão.
telemóvel e carregador? estão.
casaco? está.
stress? está.
Ok, preparada para mais uma viagem!
Ao que tudo indica, a última deste ano, que tem sido pródigo. (O que me safa é que eu até gosto de andar de avião.)
Eu, numa loja
Eu respondo: “Não.”.
A menina da caixa, não totalmente convencida, insiste: “Nenhuma das peças?” (Que é como quem pergunta: “Tem mesmo a certeza de que nenhuma das peças é para oferta? É que fazer compras nesta altura do ano sem ser para oferta revela alguma insanidade mental da sua parte!!)
Eu reforço: “Não. Nenhuma das peças.” (E penso: “Sim, isto é mesmo para mim, não é prenda de Natal e este episódio não faz parte da minha insanidade mental. Há pessoas que precisam - ou querem - comprar umas luvas e um cachecol. Coisas!)
O meu próximo passo vai ser tentar fazer umas comprinhas para presentes de aniversário um destes dias. Sim, porque, por muito incrível que pareça, há pessoas que fazem anos nesta época do ano. Conseguir um papel de embrulho que não tenha qualquer alusão ao Natal é o desafio que se impõe.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
quinta-feira, novembro 30, 2006
gosto de ver o nascer do sol
dias como o de hoje (ou melhor, o de ontem) oferecem-me este prazer... o sol surge lentamente no horizonte e vai-se revelando aos pouquinhos até não ser possível olhá-lo directamente. as cores que o rodeiam são perfeitas e fazem-me esquecer ou, ao invés, recordar (depende se o mais importante precisa de ser esquecido ou lembrado).
é nesta altura do ano que menos me importo de acordar cedo, pois sei que à minha espera está o sol pronto a despertar, como que preparado para me segredar "Bom Dia!".
é bom ver o sol acordar. prazeres simples.
quarta-feira, novembro 29, 2006
terça-feira, novembro 28, 2006
Por vezes
segunda-feira, novembro 27, 2006
domingo, novembro 26, 2006
Ora, para o eudemonismo, tudo isso é bastante positivo, mas uma filosofia mais séria faz com que justamente a busca do passado seja sempre inútil, e a preocupação com o futuro o seja com frequência, de modo que somente o presente constitui o cenário da nossa felicidade, mesmo se a qualquer momento se vier a transformar-se em passado e, então, tornar-se tão indiferente como se nunca tivesse existido. Onde fica, portanto, o espaço para a nossa felicidade?
sexta-feira, novembro 24, 2006
tristeza
Com as condições médicas que temos actualmente, é demasiado fácil pensar que quando uma gravidez atinge determinado número de semanas já nada poderá correr mal. Só falta mesmo nascer, pensamos. Infelizmente, nem sempre assim é. Neste caso não foi... e eram já tantas as semanas...
São impressionantes as partidas que a vida reserva ao virar da esquina onde se deposita mais confiança.
Que força estes pais terão de encontrar para reagir a um trambolhão destes...
quarta-feira, novembro 22, 2006
a diferença atrai-nos
É muito engraçada a forma como esta lei da física se aplica tão bem às relações humanas...
O igual a mim não me traz novidade. Pode ter a minha simpatia, mas não muito mais. É previsível. Conheço-lhe as manhas. Não tem muito interesse, podendo mesmo chegar a aborrecer-me.
Já o diferente desperta em mim curiosidade. Apetece-me conhecê-lo mais e melhor. Surpreende-me. Ajuda-me a olhar o mundo com outros olhos, oferencendo-me um prisma diferente da realidade.
Claro que, muitas vezes, à conta dessa diferença, não o compreendo e até me faz desesperar.
Contudo, ainda assim, prefiro a diferença. Sim.
terça-feira, novembro 21, 2006
segunda-feira, novembro 20, 2006
domingo, novembro 19, 2006
sábado, novembro 18, 2006
Num mundo ideal não haveria abortos.
Num mundo perfeito, não haveria filhos mal amados, nem crianças abandonadas.
Num mundo perfeito, não nos preocuparia poder ter filhos com deficiências, porque saberíamos que a sociedade nunca os discriminaria. E tudo estaria ao seu alcance, como está ao das crianças e dos adultos ditos “normais”.
Mas não vivemos num mundo perfeito. E muito menos vivemos num país perfeito. Há muitos abortos.
Legais... porque há violações. Legais... porque há pais que optam por não arriscar ter um filho com deficiências, com todas as limitações que o nosso mundinho lhe coloca.
E muitos clandestinos. Demasiados. Demasiados em condições sub-humanas.
Até certa altura da minha vida desconhecia o aborto perto de mim. Desconhecia a realidade. Depois, fiquei a conhecê-la. Fracamente. Mas o suficiente para perceber que as decisões são sufocantes e que as condições que envolvem um aborto podem ser demasiado cruéis.
Eu sou pela VIDA! É por isso que condeno, com todas as minhas células, a pena de morte (mas sobre isto falarei noutro post).
Mas não sei se tenho o direito de condenar quem tem, em circunstâncias muito específicas, de optar pela não vida.
Ao que tudo indica teremos de novo referendo. Ainda não é certo que vá votar neste referendo.
Votei no outro. Votei pelo mundo ideal.
Hoje sei melhor que não vivemos no mundo ideal.
Gostava de poder votar não. Votar pela vida acima de tudo. Mas creio que não posso...
Também gostava de poder votar sim. Mas não tenho a certeza de que a minha consciência o permita... Talvez venha a permitir... Não em nome da liberdade da mulher, porque o dom da vida é superior ao da liberdade. Mas em nome de um mal menor. Em nome da felicidade da mãe. Se tem mesmo de acontecer, então que não fechemos os olhos, que não sejamos hipócritas, e que permitamos que aconteça em condições de saúde.
Contudo, espero francamente que, quem de direito, crie condições para acompanhar estas mulheres. Que no antes as ajude a ponderar todas as opções disponíveis. E que no depois tudo seja facultado para que nada tenha de se repetir. E que todos trabalhemos para um país de mais informação e de mais formação.
A garganta tolda-se-me quando penso sobre este assunto... mas é este o mundo em que vivemos.
Não vale a pena fechar os olhos e fingir que é um mundo ideal.
sexta-feira, novembro 17, 2006
Começo a avistar
quinta-feira, novembro 16, 2006
quarta-feira, novembro 15, 2006
pensamentos
E não é que, logo de seguida, como por magia, recebi um excelente elogio. Fiquei de sorriso nos lábios e a pensar: “A vida tem coisas bem giras!”.
terça-feira, novembro 14, 2006
Normalmente procuro
Relativizo. Olho de perfil. Viro do avesso. Não me deixo levar pela primeira ideia, a mais fácil. Assim, em geral, encontro motivos, mais ou menos lógicos, mais ou menos óbvios, para as atitudes que não compreendo.
Deste modo, consigo respeitar e, frequentemente, até compreender.
Contudo, há momentos em que não me apetece relativizar nem compreender.
Não quero olhar de perfil, nem virar do avesso. Quero ver tudo como se fosse fundamental. Como se um pequeno nada tudo significasse.
Pois é... às vezes acontece-me assim.
Momentos...
segunda-feira, novembro 13, 2006
domingo, novembro 12, 2006
Probabilidades
Sendo esta uma atitude que não tem nada de racional, o que leva, então, as pessoas a jogar?
Pessoalmente acho que um prémio do montante do que está envolvido (que eu nem sei exactamente qual foi esta semana) é... que adjectivo lhe atribuir? ... estapafúrdio (talvez este se adeqúe).
Na próxima semana estarão em jogo 180 Milhões de Euros, montante este que eu não consigo por si só racionalizar. Se fizer as continhas concluo que o montante equivale a 360 apartamentos no valor de 500 000 Euros, ou 720 no valor de 250 000 (50 000 contos, para falar no velho Escudo). Bem, demasiados apartamentos.
Jogar neste jogo revela-se assim uma atitude perfeitamente irracional, não só porque é praticamente impossível as bolinhas mágicas acertarem com uma determinada chave, mas também porque um prémio daquele montante muda completamente a vida dos premiados, tal como eles a conhecem até aí. Tão completamente, que julgo ser demasiado.
Um prémio destes não ajuda, creio antes que complica.
Eu até consigo pensar num conjunto de coisas muito nobres em que aplicar o dinheiro, mas... continuo a achar que é um prémio assustadoramente grande.
Quem sabe se não será devido ao facto das probabilidades serem tão baixas que tanta gente joga. Talvez se estas fossem mais elevadas, o pessoal pensasse duas vezes antes de jogar.
sexta-feira, novembro 10, 2006
Acabaram-se as bolachas no trabalho.
Depois do que aconteceu esta semana... em que tive o descaramento de devorar, compulsivamente, um pacote de bolachas inteiro... acabou!
O stress dá-me uma vontade descarada de cometer pecados alimentícios. A única solução é não ter tentações por perto.
Jamie Cullum
Muito bom, muito criativo, muito intimista, muito... muito.
Prometeu voltar.
Eu, se puder, estarei lá!
quarta-feira, novembro 08, 2006
terça-feira, novembro 07, 2006
domingo, novembro 05, 2006
quarta-feira, novembro 01, 2006
Descobri que tenho dois eus.
Mas não o descobri sozinha...
Já mais do que uma vez me “acusaram” de que queixar muito no blog. Contudo, quem me encontra não só aqui, mas também pessoalmente, diz que eu aparento estar em pior forma ao escrever do que ao conversar. Ora, que concluo eu? Tenho dois eus: um eu que escreve; e um outro eu que fala, sorri e se relaciona cara a cara.
Esta recente descoberta trouxe-me um problema existencial. Não sei qual é o meu eu (mais) verdadeiro... se o que escreve... se o outro.
Eu pensava que os dois eram igualmente verdadeiros. Até pensava, ingenuamente, que se tratava do mesmo eu. Mas agora já não tenho a certeza...
Talvez sejam mesmo dois eus diferentes.
Será que estou à beira da loucura?!
Numa relação a dois
No equilíbrio entre estas partes deve estar o segredo...
terça-feira, outubro 31, 2006
domingo, outubro 29, 2006
O que é que motivará
Imagino que deva ser a distracção a principal motivadora de uma organização destas... não creio que seja para irritar o meu metro e meio de personalidade...
não, isto seria teoria da conspiração!
sábado, outubro 28, 2006
Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar
Então acredito nele
Então acredito nele a toda a hora
E a minha vida é toda uma oração e uma missa
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
sexta-feira, outubro 27, 2006
Estás a ficar gasta.
O que te rodeia já não te satisfaz. Queres fugir, mas estás presa. Os elos que criaste parecem fortes. No entanto, sabes que, se os puxares um pouco, a corrente começará a dar de si até ficar mais fraca e, por fim, quebrar. Sem sobressaltos. Partir simplesmente...
Mas não sabes o que de verdade queres.
Só sabes que queres.
quinta-feira, outubro 26, 2006
A Inspiração
Julgo que por isso tem andando muito fugidia, a Inspiração. Raramente lhe tenho posto os olhos em cima.
Mas hoje vou procurá-la. Quem sabe a encontre no sofá, ou entre os lençóis. Talvez esteja escondida debaixo da almofada, onde já dei com ela várias vezes a dormir, muito aconchegadinha...
Amanhã, talvez ela desperte com a aurora e se decida a fazer-me uma visitinha...
quarta-feira, outubro 25, 2006
Não acredites em tradições simplesmente
Não acredites em algo só porque
Não acredites em algo simplesmente
Não acredites em algo simplesmente
Mas, após observação e análise quando encontrares
Kalama Sutta - Buda Shakyamuni
segunda-feira, outubro 23, 2006
gestão
Isto é, um fulano é bom, um excelente profissional, e os seus superiores decidem compensá-lo: Olha, presenteamos-te com um cargo de chefia! Provavelmente o moço até fica contente. “Passo a ganhar mais, mais responsabilidades. Interessante!”
Mas, questiono eu, desde quando é que um bom técnico é um bom chefe? E ter boas chefias em qualquer instituição, pública ou privada, é fundamental para atingir os objectivos pretendidos e também para a satisfação de quem trabalha.
E depois, que tal a ideia de formar um pouco as pessoas para que elas possam desempenhar a sua função de gestores com qualidade. Não sei... será esta uma ideia muito absurda?!
Na minha opinião, com o sistema que temos, proliferam as chefias, muitas delas fracamente competentes para cargos de gestão.
Eu cá sugeria um novo modelo, no qual as pessoas seriam compensadas pela sua participação em certos projectos específicos.
E ser chefe... para isso era preciso querer mesmo, ter formação adequada, e demonstrar ter capacidades para isso. É uma pena, com alguma frequência, ver pessoas muito competentes a deixarem de o ser.
(Como dizia alguém: uma pessoa vai subindo na carreira até que se torna incompetente. Pessoalmente, odeio esta ideia.)
domingo, outubro 22, 2006
sábado, outubro 21, 2006
quinta-feira, outubro 19, 2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
terça-feira, outubro 17, 2006
segunda-feira, outubro 16, 2006
loucuras
Observo os idosos. Olham... uns para a televisão, outros há que parecem olhar o vazio. Talvez pensem na vida, no que já foram. Talvez se alimentem de memórias.
Mas fico incomodada ao olhar aquelas pessoas que já foram muito, que já tiveram vidas cheias. Agora parecem vazias, sem objectivos para o futuro. Sem futuro.
A sensação é desconcertante. Actualmente prolongamos a vida: a medicina assim o possibilita. Contudo, a partir de certa altura, a vida degrada-se necessariamente. E é sempre difícil lidar com este facto. Creio, contudo, que deve haver muito a fazer para melhorar a vida dos que se aproximam, pelo menos de forma aparente, mais rapidamente do fim.
Ontem, apesar de tudo isto, ao visitar um familiar, numa destas instituições, fiquei a sorrir. No lar que visitei há uma idosa que apresenta alguns problemas mentais. No entanto, indo eu àquele local já há alguns anos, pude sorrir ao observar que a Z continua igual a quando eu a conheci. Sempre bem disposta, sempre simpática, sempre igual.
Ao contrário dela, a maioria dos outros idosos estão mais velhos, mais degradados, menos vivos.
Porque continuará a Z igual?
Será porque não pensa tanto na vida?
Fiquei a pensar. Não sei o motivo real. Mas fez-me sorrir.
O que será na verdade a loucura?
O que separa, afinal, a loucura da sanidade mental?
sábado, outubro 14, 2006
You Are a Centaur |
![]() In general, you are a very cautious and reserved person. However, you are also warm hearted, and you enjoy helping others in practical ways. You are a great teacher, and you are really good at helping people get their lives in order. You are very intuitive, and you go with your gut. You make good decisions easily. |
sexta-feira, outubro 13, 2006
Home... sweet-smelling home
Rodar a chave na fechadura da porta de casa deixa-me entusiasmada pois sei que do lado de lá vai estar à minha espera aquele aroma. Como que para me dar as boas-vindas.
E é óptimo! É o nosso cheiro. Aquele que imprimimos ao nosso espaço. Normalmente não o sentimos, mas quando nos ausentamos podemos então saber como ele é e, de algum modo, reconhecermo-nos nele. Senti-lo nosso.
quinta-feira, outubro 12, 2006
O S. Pedro decidiu
Depois de uns dias cheios de sol - e muita sorte, portanto! - a chuva apareceu. E bem forte! Já conseguiu deixar-nos completamente encharcados.
Para agravar o cenário, hoje é feriado em Barcelona, o que significa que a maioria das coisas - lojas, museus, etc. - estão fechadas, o que não melhora muito as expectativas para o resto do dia.
Felizmente o regresso está a chegar. As saudadinhas de casa também já se vão manifestando... em pequenas doses, há que dizê-lo.
quarta-feira, outubro 11, 2006
segunda-feira, outubro 09, 2006
ferias
agora... internet gratuita, mas com um teclado marado. vicissitudes...
a seu tempo darei mais novidades.
as ferias... bem bom!
domingo, outubro 01, 2006
sábado, setembro 30, 2006
Ambiente ... de trabalho
Ora, será impressão minha, ou o bom (ou mau) ambiente de trabalho é determinado por quem dele faz parte? Por todos e por cada um individualmente.
Eu, pessoalmente, posso contribuir com muito pouco, mas também contribuo. Julgo que não é ninguém do exterior que escolhe se o ambiente onde trabalhamos é bom ou mau, ou será?! São os que nele convivem que o determinam, seja consciente, ou inconscientemente.
Portanto, porque é que haveremos de nos referir àquele como algo quase predestinado, como se não tivéssemos qualquer quota-parte de responsabilidade sobre ele? Como se ele só dependesse dos outros?
Eu cá gosto de o tomar e reconhecer como uma responsabilidade também minha.
Para o bem e para o mal!
sexta-feira, setembro 29, 2006
Dificuldade em manter-me acordada.
quinta-feira, setembro 28, 2006
quarta-feira, setembro 27, 2006
Ainda sobre nódoas...
O problema com as nódoas que caiem sobre uma peça de roupa de que gostamos muito, é que depois qualquer pingo de água que caia na roupa parece logo uma nódoa, independentemente de passado 5 minutos já não existir nem para amostra.
Para piorar a coisa... imaginem que era mesmo um pingo de água..., desatávamos a pôr daqueles produtos maravilha para nódoas... estávamos a matar moscas com artilharia pesada... e a probabilidade de ficar ainda pior era elevada...
Conclusão, as nódoas vão e vêm, mas quanto mais se gosta da peça de roupa, mais tempo demora a nódoa a desaparecer...
Sugestão... usem essa camisola todos os dias... vai ficar tão suja que ninguém dá por ela... e a nódoa de tão mal tratada acabará por desaparecer...
Já agora, para terminar, a persistência da nódoa depende do quanto gostamos da gravata mas, principalmente, da importância da reunião que vamos ter essa tarde... (nem imaginam a quantidade de gravatas que já mandei para limpeza)
terça-feira, setembro 26, 2006
Há nódoas que teimam em não desaparecer.
O problema é quando até se gosta da dita cuja.
Tem-se então diferentes opções: pode-se continuar a tentar tirar aquele incómodo; pode-se simplesmente desistir e deitar a peça para o lixo, ou arrumá-la num canto até que este venha a ser o seu destino mais provável; ou pode-se continuar a usá-la com a pequena nódoa (agora já mais disfarçada, depois de tantas tentativas), munidos da esperança de que ninguém a tope, nem mesmo nós próprios, e que esta, desistindo, um dia venha mesmo a desaparecer por completo.
O problema é que há dias em que só se vê a #$%&# da nódoa!
segunda-feira, setembro 25, 2006
domingo, setembro 24, 2006
sábado, setembro 23, 2006
Sobre semáforos bem colocados...
Pois é, perto do local onde moramos, foram, há apenas dois dias, colocados em funcionamento uns novos semáforos. Aparentemente, estes permitem resolver a dificuldade que um dos acessos ao cruzamento em questão apresenta. Mas... tcharammm... pioram determinantemente o trânsito do lado em que o seu fluxo é maior.
Pergunto: os senhores que colocam estas coisas em funcionamento não fazem contagens ao trânsito para apurarem quais os melhores tempos a considerar na mudança de cor dos semáforos? É que, do pouco que me lembro da faculdade, há uns problemas de optimização que permitem resolver estas questões! Mas claro que é necessário parar para pensar antes de executar. Ou será que o temporizador dos semáforos é afinado por tentativa/erro?! E, neste caso, quem analisa os erros?
Parece-me que a duplicação do tempo de realização de um percurso, de cerca de 12, para aproximadamente 25 minutos, é indicador de um erro!
Veremos como evolui esta 'maravilhosa' notícia que teve a nossa manhã de ontem.
sexta-feira, setembro 22, 2006
Será por ser gaja?
Será por ser gaja?
Ou será por eu ter a mania de me envolver demasiado em tudo o que faço?
Hoje, felizmente, por vários 'dá cá aquela palha', fiquei com uma certa vontade de andar por aí aos pulinhos feita criança!
quinta-feira, setembro 21, 2006
Estrelas de Fogo #1
A única desvantagem de tirar fotografias a fogos de artifício é que o pouco que conseguimos ver é através da objectiva de uma máquina...
Mas, depois quando chegamos a casa temos a recompensa...
Aqui ficam algumas das minhas recompensas :-)









Comentários
A propósito de comentários, tenho de vos dizer que estes são mesmo importantes nesta cena do ‘blogar’. Porque há dias em que se pondera desistir. Não é fácil ser blogger, principalmente quando se procura deixar uma pequena novidade (quase) todos os dias. (Claro que poderia optar por deixar algo somente nos casos em que esse algo se revestisse de algum interesse. Mas o que terá interesse para quem por aqui passa? E, se eu passar só de vez em quando, nunca saberão quando devem visitar este tasco. Assim, ‘todos’ os dias sabem ter novidades. É preciso rituais, como dizia o Principezinho!) Mas os comentários, frequentemente, acalentam a vontade de continuar!
Por isso, vá lá... comentem!
P.S. Hoje deixei aqui ao lado mais alguns links: o shark tem uma criatividade que admiro profundamente, para além de escrever imensamente bem e publicar umas fotos deliciosas; o z tem um ‘fotoblog’ (creio que é assim que se chama) que acho muito bom.
quarta-feira, setembro 20, 2006
À vida...
Progressivamente, à medida que vamos crescendo pedem-nos que tomemos decisões. Cada vez mais decisões. Umas mais importantes, outras menos. Umas inofensivas, mas também algumas bem determinantes. E o pior é que a muitas delas, senão a todas, está associada a rejeição de um futuro alternativo. E nunca se sabe se a decisão é a melhor, pois os futuros alternativos vão ficando escondidos nos meandros dos universos paralelos (se é que uma coisa destas existe).
Como saber, então, se o futuro que se escolheu é o certo? Seria o melhor na lista dos disponíveis? É que se os disponíveis forem muitos, a probabilidade de acertar no melhor poderá ser baixa!
Provavelmente não há certos nem errados...
Mas há escolhas... sempre escolhas...
Porque será a VIDA tão estranha?!
segunda-feira, setembro 18, 2006
domingo, setembro 17, 2006
segundo os registos
como é possível o tempo passar tão rapidamente?
como se a velocidade aumentasse a cada ano...
sexta-feira, setembro 15, 2006
cena matinal
- Não.
- Ups. Acho que fiz asneira. Afinal este interruptor de segurança da tábua não funciona bem. Acho que tinhas razão em querer desligar sempre a ficha da corrente.
- Pois é! Sabes que tenho sempre razão.
Passados uns minutos:
- Ita, foste tu que ligaste isto assim agora, certo?
- Como?
- Assim como está!
- Oh, oh (risos) (gargalhadas). Pois não admira que o ferro estivesse ligado. Que estúpida! Liguei o ferro à corrente directamente e depois desliguei o interruptor de segurança da tábua (o que é cómico, porque o que eu liguei à tábua foi a própria ficha da tábua – muito confuso!). Afinal o interruptor sempre funciona! E tu não tinhas razão! Mas eu não deixo de ser um ‘bocadito’ distraída.
- Pois é, e poderia ter sido perigoso!
- Tens razão. E sabes o que é pior... é que eu não me lembro bem de quando utilizei o ferro pela última vez (olhos baixos de culpa). Bem, vendo a coisa pela positiva o ferro é de boa qualidade. Nem avariou! (sorriso amarelo)
Já pensávamos que não voltaria.
Oh não... o desespero avizinhava-se!
Mas, afinal, tudo não passou de um susto. A Lana está de volta. E com ela a limpeza!
Aparentemente só ela regressou, porque o português dela parece ter ficado perdido algures na viagem. Por enquanto continuamos à espera que também ele regresse dentro em breve.
São as vicissitudes de ter uma empregada imigrante...
quinta-feira, setembro 14, 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
segunda-feira, setembro 11, 2006
domingo, setembro 10, 2006
sábado, setembro 09, 2006
Acariciou-lhe o rosto e segredou-lhe muito baixinho ao ouvido: “O dia vai ser especial!”.
E ela... acreditou.
Então, o dia foi-lhe trazendo surpresas à medida que passava por ela... surpresas boas... que lhe revelaram segredos. Segredos sobre a amizade. Segredos sobre a maravilha que é a diferença humana, única e irrepetível. Segredos...
Segredos que ela escutou. Segredos que lhe falaram ao coração.
Hoje, adormeceu tranquila... a lua já lhe disse boa noite...
quinta-feira, setembro 07, 2006
Talvez a minha frase preferida...
Meditar, que é o contrário de pensar.
Sem sentido. Sim, é assim que sinto tudo. Sem sentido.
O que é afinal importante. Tudo pode ser absolutamente importante ou absolutamente ridículo. Já não quero pensar mais hoje. Quero libertar os pensamentos, não os prender. Esperar que eles me abandonem e me deixem só. Completamente só.
E que amanhã, bem cedinho, com o nascer da aurora, todo o universo se concentre no novo dia, nas novas possibilidades de recomeçar.
quarta-feira, setembro 06, 2006
mais uma vez ... pearl jam
hoje não resisto a deixar a letra.
momentos intensos, com uma multidão ao rubro.
muito bom concerto.
muito forte.
Black
Hey...oooh...
Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay
Were laid spread out before me as her body once did
All five horizons revolved around her soul
As the earth to the sun
Now the air I tasted and breathed has taken a turn
Ooh, and all I taught her was everything
Ooh, I know she gave me all that she wore
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
Of what was everything?
Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed Everything...
I take a walk outside
I'm surrounded by some kids at play
I can feel their laughter, so why do I sear
Oh, and twisted thoughts that spin round my head
I'm spinning, oh, I'm spinning
How quick the sun can, drop away
And now my bitter hands cradle broken glass
Of what was everything
All the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
All the love gone bad turned my world to black
Tattooed all I see, all that I am, all I will be...yeah...
Uh huh...uh huh...ooh...
I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star
In somebody else's sky, but why, why, why
Can't it be, can't it be mine
segunda-feira, setembro 04, 2006
domingo, setembro 03, 2006
sábado, setembro 02, 2006
Há momentos em que não confio
Obrigada, amiga, pelas palavras tão animadoras. Consegues sempre deixar-me melhor.
Obrigada, Icarus, pela confiança depositada. E pelo esforço que fizeste hoje para me obrigar a trabalhar. Valeu!
sexta-feira, setembro 01, 2006
stressómetro
quarta-feira, agosto 30, 2006
Wishlist
I wish I was a sacrifice, but somehow still lived on
I wish I was a sentimental ornament you hung on
The Christmas tree, I wish I was the star that went on top
I wish I was the evidence, I wish I was the grounds
For 50 million hands upraised and open toward the sky
I wish I was a sailor with someone who waited for me
I wish I was as fortunate, as fortunate as me
I wish I was a messenger and all the news was good
I wish I was the full moon shining off your Camaro's hood
I wish I was an alien at home behind the sun
I wish I was the souvenir you kept your house key on
I wish I was the pedal brake that you depended on
I wish I was the verb 'to trust' and never let you down
I wish I was a radio song, the one that you turned up
I wish...
I wish...
terça-feira, agosto 29, 2006
do dariz
segunda-feira, agosto 28, 2006
nos entretantos #5
O melhor é o que se sente. Nesta altura do ano, em Helsínquia, ou Suomi para os amigos, sente-se toda agente a saborear a energia que o sol transmite. Nestes, que prometem ser os últimos dias de Verão, deste que está a ser o mais quente dos últimos 100 Verões, cada indivíduo, nos jardins, nas esplanadas, nas ruas, aproveita só mais um pouquinho de sol, carregando baterias para o Inverno que se aproxima, longo, e onde as temperaturas descem a níveis que nem sei imaginar.
Um povo estranho. Onde as saunas representam felicidade, e das quais, no Inverno, se salta directamente para um buraco feito no gelo, onde o choque térmico deve ser impensável.
Onde as berrys nos ficam no paladar. (Eu prefiro as blue. Cheias de vitaminas!)
Onde há aurora boreal e sol da meia-noite
Onde a neve no Inverno é uma bênção, porque torna o tempo mais claro.
E onde os bancos de jardim estão ao sol, porque é do sol que vem a energia para o Inverno.
Um povo estranho. Mas muito simpático.
Kiitos!
domingo, agosto 27, 2006
sábado, agosto 26, 2006
quinta-feira, agosto 24, 2006
O imenso céu azul
domingo, agosto 20, 2006
sexta-feira, agosto 18, 2006
terça-feira, agosto 15, 2006
Crash
Brilhante!
No verso de uma caixa
de pensos rápidos coloridos, comprada em Portugal, figura um conjunto de informações com as seguintes características (que dependem da nacionalidade dos destinatários):
- Aos franceses é somente dito que o produto é para crianças;
- Os italianos, para além da informação anterior, têm também direito a saber que os pensos são coloridos;
- A quantidade contida na embalagem só é referida nas instruções para checos, eslovacos e húngaros;
- Quanto ao produto contido na embalagem (pensos), este só é identificado para finlandeses e suecos;
- Aos holandeses, belgas, gregos e polacos só é identificado o local de fabrico, que refira-se acompanha as instruções em todas as línguas disponíveis;
- Havendo informação destinada a 13 países distintos, Portugal não é contemplado.
Eu compreendo que a partir da ‘decoração’ da caixa se compreenda o que a mesma contém, mas não entendo estas diferenças de tratamento. Eu julgava que os consumidores tinham todos direito à mesma informação.
Pelos vistos estava enganada.
domingo, agosto 13, 2006
Tens a vida cansada.
Hoje, quando te vejo, receio que possa não te ver mais.
Estás bem, de saúde. Mas comes muito mal. Diz o médico que, se de repente te acontece alguma coisa, o teu corpo, certamente, não resistirá. Diz também que temos de cuidar de ti. Estás a ficar esquecida. Pode, de repente, um esquecimento teu ser perigoso.
Mas, tu continuas a tomar conta dos teus. Não sei como fizeste para manter quase todos os que carregaste no ventre demasiado perto de ti. Eu acuso-te. Julgo que em parte a culpa foi tua. Deste-lhes sempre demasiado mimo. E continuas, como se fosses imortal.
Gosto de te ver, de ouvir as tuas histórias. De quando em férias ias tomar banho ao mar logo de madrugada, quando a praia ainda estava vazia. Do trabalho do campo, de sol a sol. De como conduziste o teu lar.
Sempre tiveste uma força e uma energia invejáveis!
Tens a vida cansada. As rugas denunciam muito trabalho. Por um lado tenho pena que nunca tenhas usufruído mais do que te rodeia.
Mas, afinal, não sei mesmo se não usufruíste.
A vida tem formas de felicidade só acessíveis aos mais incautos.
Gosto de te ver, avó!

sexta-feira, agosto 11, 2006
Quando alguém está
Só com os ânimos refeitos se podem fazer opções em consciência.
quarta-feira, agosto 09, 2006
terça-feira, agosto 08, 2006
cansada.
segunda-feira, agosto 07, 2006
O presente
Mas afinal o presente existe mesmo?
E quanto dura um instante?
Porque, ao procurar o instante em que o encontro entre o passado e o futuro ocorre, facilmente dou de caras com um momento cuja duração é infinitamente pequena, impossível de perceber pelos sentidos.
Então... quanto tempo dura o presente?
Mas afinal o presente existe mesmo?